Ok, já estou recuperada - claro, né? O post de ontem foi escrito mal entrei em casa, ainda estava toda avariada.
E antes de mais quero agradecer a todos a força que me têm dado. Nesta altura, é muitíssimo importante!
E desculpem lá a tareia das descrições da condução, mas eu justifico: é que daqui a uns tempos venho aqui recordar... como eu já disse algures, é para memória futura.
E de resto, também não tenho nada interessante para contar; não tenho ido ao cinema, não tenho lido - estou encalhada com "O Homem que confundiu a mulher com um chapéu", ao mesmo tempo que "O Fantasma de Hitler", do Norman Mailler
passa a noite a rir-se para mim ao lado da cama, e com o Hemingway aos pulos para eu o ver,
e eu ali, presa pelo Oliver Sacks... acho que vou mudar de livro, e recomeço este noutra altura, agora não me está mesmo a apetecer este tipo de leitura.
Segunda feira, se conseguir, vou ao cinema ver "Julie and Julia", estou em pulguinhas, adoro a Meryll Streep e também gosto da Amy Adams (a outro nível, claro).
Espero ir, mas se não for na segunda, vou algures outro dia da próxima semana. A diferença é que desta vez vou de carro, LOL!
E "prontus"... mais um fim-de-semana (vou para a autoestrada amanhã!) em que, fora o jantar na sogra, vamos ficar por casa - tenho de trocar a roupa de verão pela de Inverno, e vou passar o fim-de-semana a começar isso.
(os meus dias são mesmo pequeninos, r'áis parta a mulher!)
B'jinhos,
Fátima
Merda!
Pronto, o carro já tem a minha assinatura (assim, a verde e tudo).
Estou pior que uma barata: é que podia ter acontecido por azar, descuido... ná, foi por burrice mesmo. Fui dar ouvidos a quem não devia. Pode ser que daqui a uns tempos olhe para isto" e sorria, mas não me parece. Foi uma "mocada", que se não for pintado, vai criar ferrugem.
Tou arrasada.
Eu explico.
A Inês ia para casa do namorado, e como eu ia até à piscina do Tomás, que é pertinho, ofereci-lhe boleia. "Podes passar nos barcos?" "Posso". Pronto, lá fomos nós buscar o moço, e demos a volta, a caminho da Cruz de Pau. Para me facilitar a vida (!!!!!!!!!!!!!!!) decidi deixá-los na rua cima da casa dele. Estou à procura de lugar para encostar, e o moço diz-me: encoste aí, que é onde eu encosto quando venho deixar o X (sei lá eu o nome!). Pois, eu encostei, galguei o passeio e raspei num "pirulete verde" (é o que eu chamo aquelas merdas, presas por correntes, para impedir o estacionamento). Tau. É que o gajo tem um jipe e o meu caro é baixinho. E mesmo que não fosse, estupida, ali nunca se pára!!!!!!!!!!
Rebentei com a pintura do guarda choques do lugar do morto. F**da-*e! E correu tão bem a merda da condução! Eles espreitaram, e eu segui caminho. Segunda asneira: assim que tive oportunidade, parei e fui avaliar os estragos. Ahhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!! O Vitor vai-me matar, qu'a gente não tem dinheiro para mandar cantar um cego, quanto mais para pintar o c*b*ão do pára-choques do carro!
Entrei para dentro do carro, sentei-me, estacionei-o, e deixei-me ficar, a pensar na estupidez. Mas lá voltei a ligar o animal, e continuei o precurso que tinha decidido fazer hoje, mas completamente a tremer. A meio do caminho senti-me mesmo mal e pensei 'vou encostar, que não estou em condições de continuar a conduzir. Ou então vou deixar de pensar nisto e vou levar o carro até casa, que agora já não posso fazer nada'. Respirei fundo (tanto quanto consegui, que ainda agora não estou a conseguir respirar fundo), e agarrei o touro pelos cornos. Ainda dei uma volta para ver se conseguia lugar para encostar e ir comprar pão, mas era tudo muito apertado, e já tinha feito disparates que chegassem.
Lá refiz o caminho, três rotundas e casa.
Merda!
Estou para morrer! Eu sei que faz parte, mas enquanto o gajo não chegar e me der o raspanete da praxe, não sossego. Esperar é que é o pior. Agora, isto é aqui entre nós, que a ver se eu consigo ser valente e não me desmanchar - 'atão não, o gajo entra e eu desat a chorar, só pode. 'Tou aqui quietinha desde o incidente, só disse um palavrão, e mais nada. Até me custa respirar!
Vá lá estão todos a pensar que estou a fazer um dramalhão, e provávelmente estou. Mas custa muito, foi mesmo burrice pura! E eu hoje conduzi tão bem!
'Tou piurça!
Aprendi duas coisas:
1ª não dar ouvidos a ninguém, tenho cabeça, chego lá sózinha.
2ª não vou nunca avaliar estragos antes de chegar a casa. Olha dar-me a travadinha ao volante!
Porra.
Fátima (hoje não há b'jinhos para ninguem).
Recebi isto hoje por mail. cabei de o ler e juro que estou arrepiada! Palavras para quê? Segue a transcrição do mail.
«Escandaloso: HUGO MARÇAL... JUÍZ... !!!
Digam-me que isto é mentira!!!!!
Este processo das crianças violadas vai mesmo ficar em "águas
de bacalhau".
É incrível a passividade do povo português face a este escândalo da pedofilia. Tem que se fazer justiça !
"Hugo Marçal está em vias de ser admitido a frequentar o curso
de auditor de justiça do Centro de Estudos Judiciários. O nome do arguido no processo de pedofilia da Casa Pia vem publicado no Diário da República de ontem, entre centenas de candidatos a frequentar a escola que forma os juízes portugueses.
Alguém se lembra - sim, eu sei que a maioria de quem por aqui passa não era sequer nascido nessa época, mas 'prontus' - de em 1973 o senhor ter ido representar Portugal no eurofestival, com a canção Tourada?
Eu consigo imaginar ele e o Ary dos Santos a compôrem a canção e a dizerem "é desta que a gente é preso".
Pois que não.
Não só chegaram ao Festival da Canção, como ganharam, e foram "lá fora" com a canção mais comunista que conheço, exceptuando o "Avante Camarada".
É que até dói!
Em plena ditadura, como é que eles consiguiram fintar o lápiz azul, estou para saber. cada vez que a oiço, penso o mesmo. Que raio, quem estava encarregue da coisa devia ter ido tomar café, porque não faz sentido nenhum. Senão, vejam:
Gostaram? E do amadorismo da RTP na altura? As câmaras são um espectáculo! Vai lá vai!
B'jinhos
Fátima
Este não tem nada a ver com a blogosfera; este tem mesmo a ver comigo.
Na segunda-feira, trazer a guia de condução foi um ponto de viragem como outro qualquer, mas para mim teve um interesse acrescido: desde os 18 anos que sonhava com isso. Mas não me deixaram tirá-la, porque tinham medo que tivesse um acidente. E bla bla bla, tarde e más horas comecei a tirá-la, e foi o que se viu. Até que na segunda-feira foi de vez. E cresci assim 25 cm em altura.
E como uma coisa tão simples vai causar uma mudança tão grande na minha vida, eu acho que é altura de virar algumas coisas na minha vida que devem ser viradas de vez. Vou fazer um balanço, e atirar-me de cabeça, que o que tem de ser tem muita força, e eu quero mesmo muito que seja.
E assim, a "canção do dia" (como se tal houvesse), é uma das minhas canções "prés du coeur", de fernando Tordo, "Adeus Tristeza". Vale a pena ouvir. Alto.
B'jinhos,
Fátima
... ou a volta inaugural.
Foi por volta do meio dia e meia, um nadinha depois. Saí de casa e fui ao Seixal, voltei, fui à Amora, depois Paio Pires, Arrentela e voltei para casa. A meio fui a uma loja de roupa ver as novidades e ao Pingo Doce.
Ai canudo!
Lembram-se da primeira vez que saíram com um carro que não era o da instrução, e que não tinham os pés coordenados com os pedais, já que a sensibilidade dos segundos é menor que no carro onde aprenderam? Agora juntem-lhe uma gaja com 42 anos e carta à 24 horas - é que os querenta e dois anos pesam, ô se pesam, a gente tem muito mais cagaço das coisas.
E é preciso estar com atenção a tantas!
A gente já sabe que tem, mas quando o ca**ão do carro insiste em "amandar-se" abaixo, em primeira, com tudo certinho, sem eu perceber porquê, digamos que a gente quando vê um cruzamento ou uma rotunda, concentra-se a 500% no caraças dos pedais, e na estrada, para ver se não é perciso imobilizar o carro (que remédio quando há stop...). À conta disso, parei em cima de uma passadeira... (ih, que vergonha)
Mas decidi que não voltava para casa enquanto não estivesse sem medo. E depois estacionar aqui ao pé foi uma anedota.
Quando entrei no estacionamento, ia a sair um grupo de homens, aqui para o café em frente. Quando entrei, tumpt, carro abaixo. E dei à chave, e o carro tumpt outra vez. À terceira lá entrei, e avancei o suficiente para ver que não havia lugares, "chiça (eu acho que foi chiça que eu disse...), que nem lugar tenho para estacionar!" Tunga, cabeçada no volante.
Imobilizei o veículo e tirei o cinto, nem que demorasse três horas para vagar um lugar, eu dali já não saía. E não é que os simpáticos senhores que tinham acabado de chegar, viram a minha atrapalhação e ouviram a minha queixa, foram e tiraram o carrinho deles para eu pôr o meu, e basaram (se o dono do café sabe que lhe estou a estragar o negócio, não vai acha piada nenhuma).
Ah-ah! O lugar não era mesmo nada apertadinho, mas para estacionar de frente tinha de fazer inversão de marcha, e o espaço, cheio de carros por todos os lados não me oferecia confiança (o carro é compriiido). A 2ª opção, estacionar de rabo, não me agradava de todo. Mas então os tipos tinham-me cedido o lugar, e eu ali a pensar no sexo dos anjos?
Recua devagar e cala-te!
Ora lá vai ela, dou à chave, engato a macha atrás, mas com medo de carregar demasiado no acelerador e me enfaixar no carro atrás...tumpt. 2ª vez e tumpt. "O que vale é que estou sózinha", olho para a esquerda, a entrada, BMW. Arregalo os olhos, Vá lá filha, mexe-me essa m**da! Tumpt! Olho para homem, aflita, faço-lhe sinal que não há mais lugares. Ele sorri e diz-me para estar à vontade.
Pronto, foi o que bastou.
Recuei devagarinho, avancei, endireitei a direcção, e trigo limpo farinha amparo, arrumadinho, direitinho, e eu de "bouche bê", sem perceber muito bem como foi que consegui fazer aquilo tão bem... O BM lá entrou, estacionou num local impossível - e que não é DE TODO para estacionar, tapa o acesso a uma garagem, mas ele devia ir ao restaurante comer qualquer coisa à pressa, eu saio do carro, entro no meu prédio, e nem acertava na fechadura da caixa do correio... Ufa!
Agora já estou mais calma, amanhã a coisa vai correr melhor.
Mas vai lá vai... velhinha, cagadinha e sem conhecer o carrinho... se houvesse mais trânsito na estrada, acho que tinha encostado o carro... pôxa!
E pronto, aqui fica o relato do primeiro dia encartada. Para memória futura =o)))
B'jinhos
Fátima
Conseguem adivinhar a novidade de hoje?
(fazem ideia de há quanto tempo eu tenho esta foto guardada?)
Prontus!
B'jinhos,
Fátima
Ajuda para
a despensa?
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