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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso


Terça-feira, 14.01.14

As coisas não são como nos garantem ou vêm nos livros.

E decidi que ia ser feliz. Que ia saber o que é ser feliz, segundo todos esses mantras, citações, frases motivacionais e tudo e tudo o que pulula por aí, nos livros de desenvolvimento pessoal, no Pintrest, no Facebook, (até) no instagram, decidi que ia fazer tal e qual, tanto quanto me fosse possível, que ia deixar de olhar para trás, que o futuro é à frente, interroguei-me segundo o que diz Osho, Tolle e, a filosofia zem-budista se não devia nem olhar para amanhã e ficar-me só pelo hoje, mas pelo menos, decidi a pés juntos não olhar para trás.

Apercebi-me que para as coisas resultarem como me propunha era melhor também não olhar muito para os lados, deixar um angulo mínimo de rotação para o pescoço.

Apercebi-me que para a coisa resultar, era melhor fingir que não: que não percebia, que não ouvia, que não via, que não se estava a passar nada. Para isso nada como criar uma realidade paralela.

E de absurdo em absurdo para quem leu aqui, fica a duvida se criei uma terceira Fátima, ou se tentei otimizar a primeira com um shot extra de amnésia e tolice.

Desenhei um sorriso no rosto, com marcador permanente, o mais permanente que pude arranjar.

E comecei a andar.

Continuei a não conseguir escrever 'o melhor do meu dia'. Aquelas coisinhas pequeninas que dão uma centelha com carimbo 'especial' aos pequenos nadas que nos fazem sorrir desapareceu, porque tudo isso passou a ser um borrão, uma amálgama do que não-devo-ver-porque-já-passou, presumo eu que seja isso, porque ter ido ao ginásio, ou ter feito um qualquer tratamento xpto não é o melhor do dia de ninguém, a menos que consista num 'desafio superado'.

O que ia acontecendo em paralelo, menos bom, ia sendo empurrado com os pés para baixo da carpete, não se passa nada, que se lixe, não me vou importar com isto, deixa andar.

Durante uns dias foi porreiro estar comigo, viver comigo. Era o sorriso, a energia, as endorfinas a adrenalina e tudo e tudo, era tudo o que eu gostava que fosse mesmo. Mesmo, mesmo, mesmo.

Mas nunca deixei de ter uma pequeníssima luz laranja algures a piscar e lembrar-me que varrer para baixo da carpete não resolve, e que um dia ia levantá-la e.

E.

E já não me lembro nem como nem porquê se foi de mim que partiu ou não, mas no domingo à noite quando nos deitámos, a carpete foi levantada.

E eu fiquei cega com a poeira.

E ainda hoje não vejo nada.

Só sei que não é verdade que se acreditarmos com força as coisas acontecem. Só sei que nem sempre, e por muito que nos esforcemos o final é feliz. Não é. Porque por muita força que a gente faça, na melhor das hipóteses podemos, sim, mudar a perspetiva como deixamos ou não as coisas afetar-nos. Mas quando as coisas estão a acontecer mesmo ali ao lado, podemos fugir da boca do crocodilo, mas ainda assim levamos com a cauda.

Não há frases motivacionais que me puxem do buraco da árvore em que me enfiei. Ainda não sei quando páro de cair. 

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por Fátima Bento às 10:14

Sexta-feira, 10.01.14

Humpfffff

Ando atravessada com uns assuntos.

Ando

MESMO 

ATRAVESSADA

COM

UNS

ASSUNTOS

(depois falo nisso... pelo menos em alguns deles, senão ainda 'arrebento')

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por Fátima Bento às 19:00

Quinta-feira, 12.12.13

Há dias em que o melhor É MESMO FICAR no quentinho e mandar o resto do mundo dar uma curva.

Não! Eu não tinha unhas: aquilo eram mais garras... com umas camadas de gelinho endurecidas por uns quantos banhos de UV no forninho. Rijas, portanto. No entanto a do polegar DIREITO (neste caso, FAZ diferença) tinha-se, vá-selásabercomo, partido. Por isso, eu IA pedir para mas cortarem curtas e assim ficarem por ora (que comigo não há nada que não cresça depressa).

Posto este ponto prévio deixem-me lá seguir para bingo, isto é continuar a narrativa...

Quando a rapariga viu o meu dódói (se não sabem qual, é este aqui), disse 'ai Fátima, isso tem de ir para agua quente e tudo, hoje é complicado, posso limar e quando  isso estiver melhor fazemos o gelinho'. 'Ok, digo-eu-com-a-bola-de-papel-higiénico-que-levei-de-casa-e-apertava-entre-o-polegar-e-o-indicador-para-estancar-a-porra-do-sangue-que-duas-horas-depois-não-queria-parar, mas corta-mas porque esta - e exibo o meu polegar direito - partiu por aqui', indico.

Ok.

Sentamo-nos e começamos pela mão direita, usando aquela guilhotina que usam para cortar as de gel (estas não são tão duras, mas fará algum sentido).

Passamos à esquerda.

[Aqui a vossa amiga foi burra. Devia ter-lhe dado o mindinho e por aí fora, e ela só tinha encarado o sangue por último, mas inverti a ordem, pelo que, tungas]

Começou pela que tinha sangue. Enervou-se. Passou à segunda e...

bem, podia ter sido MUITO pior

Podia ter sido trágico, e ela ter-me decapitado o dedo. Não decapitou: só lhe tirou o escalpe. Dei um ai, a rapariga ficou branca, e eu 'não te rales, só me dói porque é dor reflexa', dei uma gargalhada e espetei o dedo na bola de papel higiénico previamente mencionada. 

Ora a guilhotina corta, como todas as guilhotinas, a direito, pelo que é preciso limar os ângulos. Tudo bem até chegar àquelas duas. O dedinho vitima da minha pessoa lá se aguentou à bronca, mas o escalpado... nem por isso. Tenho a sensação que lhe doía mais a ela que a mim, que só lhe disse: vais ter de arranjar uma lima nova, quando aquela já estava 'saturada' de vermelho. E ás tantas, 'Ò mulher lima a coisa, assim cu'má'ssim vai para o lixo, doer por doer já dói, vai-te a ele'. A desgraçada já estava verde... mas pronto. Depois segui para a cabeleireira para a segunda coisa que ia fazer e pronto. Entre uma e a outra coisa fizemos aqui umas-coisas-assim-à-laia-de-pensos, atafulhadas de... papel higiénico - que cá entre nós nem fez grande coisa, mas se não fosse o papel, eu ainda lá estava (ou numa enfermaria), com o aspeto suspeito que vos mostro:

Não, não me chateei. Não me zanguei. Digo mais, eu não queria estar no lugar dela, deve ser de doidos, uma aflição dos diabos. Eu sei o que sentia, ela só via sangue, e imaginava. É pior.
Enfim
Acabámos, depois do meu cabelo tratado e dois ou três centímetros mais curto, a tomar café. 
Nisto, o meu marido passa por mim e mostra-me o dedo indicador (legenda: vou para o ginásio e não me impermeabilizaste o penso, sim que ele também se cortou, já conto). Eu aponto-lhe os dois, e ele não percebe, e segue para o ginásio. Passa-me um pensamento a correr pela cabeça: olha se eu não tenho as chaves... que complementei com ah, o Tomás está em casa, e chutei para canto.
E voltei.
E descobri que não tinha as chaves (isto quando levo o carro estou descansada, quando não levo, acontece).
E toquei à campainha.
E liguei para o telemóvel do Tomás.
E liguei para o telefone fixo.
E toquei à campaínha, liguei para o telemóvel, liguei para o fixo.

E-toquei-à-campaínha-liguei-para-o-telemóvel-liguei-para-o-fixo. 

Etoqueiàcampaínhaligueiparaotelemóvelligueiparaofixo.

E sentei-me no degrau e actualizei o meu estado no facebook, mandei sms's pouco agradáveis aomeu filho, não desagradáveis ao meu marido, PMs nada educadinhas ao meu filho (sabendo que ele não estava no FB, mas lá tempo para matar tinha eu, e tinha de lhe dar uns tirinhos...) e enrosquei-me sobre mim própria numa bola encostei a cabeça na parede e deixei-me ficar muito xugadinha a ver o que acontecia primeiro: se o meu puto acordava e via que tinha chamadas não atendidas minhas ou se o Vítor chegava do ginásio. 

Neste ínterim, sou resgatada, qual gata vadia, pela minha vizinha: tocam-lhe à campaínha, a filha mais velha vem à escada e "Ó MÃE A FÁTIMA ESTÁ AQUI NA ESCADA!" Aparece a mãe: "Ò mulher porque é que não bateste na minha porta?"

Boa.

Pergunta.

Não lhe sei é responder. Só me ocorre dizer, olha não me ocorreu.

Bom, depois (2 horas depois, ou assim) o meu telefone toca. Um Tomás ensonado pergunta 'Ó mãe, estás aí fora?' ao mesmo tempo que uma chamada, que adivinho do Vítor dá sinal de espera. E eu, vai, abre-me a porta. 
Lá vou para casa, meto-me em frente do aquecedor e ligo o pc.
Chega o Vítor.
Não eu não estava, nem estou chateada. Que se lixe, há que relativizar estas coisas, senão a gente emaluquece. Ai emaluquece, emaluquece...
Agora, ó o ADESPOIS:
EH Pensinhos lindos!!!! Foi o maridinho que fez!!!!

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por Fátima Bento às 22:00

Quinta-feira, 12.12.13

Querem ficar arrepiadinhos?

Eu fiz kebab para o almoço. E ponho o 'recheio' em pão tipo chapata.

E abro o pão com uma faca de serrilha, daquelas próprias-para-pão estão a ver? 

(estou mesmo a ver que já estão a ver o filme...)

Tenho sempre imenso cuidado - quem é que já uso uma faca daquelas para o mesmo fim e ainda não se cortou? - e estava a fazê-lo. 

E a faca escorregou e

zuut

Debaixo da unha do polegar esquerdo.

Água fria, e tudo, e tudo, e nada de estancar o sangue (até agora, um quarto de hora e um monte de papel higiénico depois).

Nada de grave, acontece a toda a gente.

Agora a parte chata:

(espera aí, AGORA, a parte chata? E até aqui era a parte porreira?)

tenho manicura daqui a uma hora, a que não posso faltar porque as unhas estão enormes. E é gelinho. Para começo, mete dissolvente, papel de aluminio e forno. E depois... bem, se a coisa sangrar muito, faço uma normal e-que-se-lixe, quando sarar faço outra vez gelinho.

Gaita.

Gaita, gaita, gaita, gaita.

Eu sou distraída, e naturalmente propensa a acidentes. Com o meu filho em casa as probabilidades duplicam. Com o meu filho e o meu marido em casa... triplicam.

Porra, não podia ter sido ao jantar????

Ahhhhhhhh, que raiva!

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por Fátima Bento às 14:09

Terça-feira, 10.12.13

Prestes a entrar em 'modo rena de natal 2013 em 3...2...1...

Hoje ainda bato no zero mas amanhã... IGNITION!

Daqui a nada, depois do duche e afinzes, vou botar uma cor na fronha, para ficar com um ar mais saudável e nice, e depois começo um périplo: lojas chinesas - sem dramas nem ranhosices de eu-não-ponho-os-pés-nessas, e afins - para comprar 'coisas' para enviar à Sara para a Festa de Natal de Mação; Continente, duas chaleiras, uma para a sogra, outra para o filho e amigos, lá para o 'covil', e mais umas coisas que a sogra pediu, que têm de acabar de ser compradas no Lidl, que há dois ou três produtos que só há mesmo lá. Ainda vou passar na Worten, ver os aquecedores a óleo pequenos, e a maquina da nespresso que vi a €30 para levar na bagagem quando for a Londres, que o expresso lá é os olhos da cara - e sabe que é uma merda, salvo raras e dignas exceções.

E depois, aterro aqui em casa, já depois do sol apagado.

Amanhã começo cedo pelo Almada Fórum... adivinharam, Nespresso, vou às sleeves e ao açucar. Dou um pulo à Fnac - porque cargas de agua é que o valor das últimas compras feitas ainda não se converteu em pontos? Quero os pontos e convertidos em €, que quero duas ou três coisinhas com letras, fáchavor. E logo de seguida, buga provar um dos Starbucks de natal. A seguir almoçar (sim, tenho de despachar isto da parte da manhã) em casa da sogra.

Às 17:15h., estética (tãobom,tãobom,tãobom...)

De resto, arrumações a começar, que isso não é um périplo, são duas maratonas back-to-back. Mas como a partir da tarde de amanhã o gajo grande está de férias, sempre somos dois cá em casa, a ver se a coisa mexe, que eu sozinha, é parada e marcha atrás...

Bem, vou começar. A gente mais logo fala.

Bêjos!

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por Fátima Bento às 14:06

Segunda-feira, 09.12.13

Ah, dia de ronha...

Não é o único, mas é um deles.

Hoje é mesmo, mesmo népia.

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por Fátima Bento às 15:27

Domingo, 08.12.13

Perdição

Em sequencia do post em que me disseram que estou mais magra, e estou, como tenho dito, só tenho pensado antes de comer. Só isso.

Que não estou a fazer dieta, que não gosto de fazer dieta e coiso. Gosto da ideia de reeducação alimentar - que é o que falta em quase todos os processos de emagrecimento: a gente até consegue 'fechar a boca', e chega lá, o problema é que depois de atingir o 36 recomeçamos a fazer - primeiro a medo, e com cabeça - uma alimentação menos restritiva... como não aprendemos nada, dá quase sempre barraca: chegamos a um ponto em que estamos a cometer os mesmos erros e mais mês menos mês damos connosco no 38, 40... e quando temos de nos enfiar nuns jeans 42 entramos em pânico... [e se tivermos vergonha na cara NÃO alegamos 'ó pá, não sei como isto aconteceu, parece que até a agua me engorda...']

Até parece que ficámos, subitamente com amnésia...

E então é isso. Emagreci um nadinha, mas perdi água (não tenho feito retenção) - como tenho pensado antes de comer, não tenho feito tantas asneiras. Continuo a fazê-las, mas como estão assinaladas, não faço muitas seguidas, vou dividindo a coisa e, se me apetece doce, lá vou eu aos dióspiros ou às romãs (ai o que eu gosto de romãs!!!! e fazem tão bem!).

Agora há um pecado capital que me tira do sério:

Hoje os bombons TODOS estavam com menos 25% no Continente, e eu trouxe uma caixinha... já vou em quatro sinais. Fónix, tenho de os tirar daqui da sala, que como a casa está fria, eu fico com'coisa' de largar o aquecedor para ir chercher os filhos da mãe... senão hoje ainda fico com 15 sinalinhos... e tudo porque o marido me fez o favor de comer um. UM!
Aqui d'el Rei!
E dizer às pessoas para não me oferecerem Mon Cheri no Natal? 'Tá-s'a ver, 'tá'se... são os bombons que os dois mais gostamos... costuma(m) ir a(s) minha(s) caixa(s) e a(s) dele...
É o meu pecado capital, canudo!
R'áis m'a partam... eu sei, eu racionalizo tudo o que como... mas os mon chéri... como se diz no Brasil...
... danou-se!

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por Fátima Bento às 18:52

Domingo, 08.12.13

Então é isso!!!!!!!!!!!!

('tou lixada com 'F' de galinha...)

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por Fátima Bento às 00:41

Sábado, 07.12.13

As pessoas são tão giras...

Se sentes que estás a precisar de perder peso e dizes a alguém, a resposta é invariavelmente esta: ai_que_disparate_emagrecer_agora_!_estás_tão_bem_assim_!

(e depois, até quem há quem acredite que a opinião é mesmo sincera/verdadeira...)

 

Hoje depois de voltarmos da dentista o meu filho que queria comer uma torrada 

(uma torrada depois de apertar o aparelho e mudar os elásticos, Fátima Bento???? Sim, meus amores, uma torrada depois de apertar o aparelho e mudar os elásticos... whatever)

Fomos então, ao café onde costumamos comer torrada - que para variar estava tão cheio, que acabámos por vir embora e ele trazer uma fatia de bolo brigadeiro, bem mais apropriado às suas circunstancias orais - e a moça que nos costumava atender - e que é super querida, e que já não me via há mais de um mês - vira-se para mim: está diferente! Emagreceu? E eu, que não me peso mas sei como me sinto, respondi que sim. E aloirei-me. - Está mais bonita! Está muito mais bonita! e o meu filho aproveitou o embalo e disse 'Concordo. Está sim senhora!'.

Ora isto, o mesmo filho que me dizia: emagrecer pra quê, estás tão bem assim! Ó melher, já estás casada há 20 anos! 

[Sim, coisa tão misógina de se dizer!]

E fora eu perguntar à rapariga, ou comentar antes e levava com um "ai_que_disparate_emagrecer_agora_!_está_tão_bem_assim_!"

Matemático.

Mas não, não é serem mázinhas. É mesmo uma omissão piedosa.

Eu sei que também já a usei.

... mas depois cenas como a de hoje sabem tão bem :)

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por Fátima Bento às 00:38

Quinta-feira, 05.12.13

... a pouco

Sabe a pouco.

Passar tempo com os amigos de quem gostamos sabe a pouco.

Abraços apertados sabem a pouco.

As desculpas que não se pedem porque não é para ser pedidas porque sim, porque não é preciso, sabem a pouco.

O brilho nos olhos, o cheiro do sol, o reflexo do mar sabe a pouco.

Sim é tudo bom, muito bom, tão bom. Mas, desculpem... sabe a pouco.

(para a receita e os créditos da foto, clicar em cima, please...)

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por Fátima Bento às 19:49



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