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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso


Terça-feira, 10.12.13

Prestes a entrar em 'modo rena de natal 2013 em 3...2...1...

Hoje ainda bato no zero mas amanhã... IGNITION!

Daqui a nada, depois do duche e afinzes, vou botar uma cor na fronha, para ficar com um ar mais saudável e nice, e depois começo um périplo: lojas chinesas - sem dramas nem ranhosices de eu-não-ponho-os-pés-nessas, e afins - para comprar 'coisas' para enviar à Sara para a Festa de Natal de Mação; Continente, duas chaleiras, uma para a sogra, outra para o filho e amigos, lá para o 'covil', e mais umas coisas que a sogra pediu, que têm de acabar de ser compradas no Lidl, que há dois ou três produtos que só há mesmo lá. Ainda vou passar na Worten, ver os aquecedores a óleo pequenos, e a maquina da nespresso que vi a €30 para levar na bagagem quando for a Londres, que o expresso lá é os olhos da cara - e sabe que é uma merda, salvo raras e dignas exceções.

E depois, aterro aqui em casa, já depois do sol apagado.

Amanhã começo cedo pelo Almada Fórum... adivinharam, Nespresso, vou às sleeves e ao açucar. Dou um pulo à Fnac - porque cargas de agua é que o valor das últimas compras feitas ainda não se converteu em pontos? Quero os pontos e convertidos em €, que quero duas ou três coisinhas com letras, fáchavor. E logo de seguida, buga provar um dos Starbucks de natal. A seguir almoçar (sim, tenho de despachar isto da parte da manhã) em casa da sogra.

Às 17:15h., estética (tãobom,tãobom,tãobom...)

De resto, arrumações a começar, que isso não é um périplo, são duas maratonas back-to-back. Mas como a partir da tarde de amanhã o gajo grande está de férias, sempre somos dois cá em casa, a ver se a coisa mexe, que eu sozinha, é parada e marcha atrás...

Bem, vou começar. A gente mais logo fala.

Bêjos!

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por Fátima Bento às 14:06

Segunda-feira, 09.12.13

Ah, dia de ronha...

Não é o único, mas é um deles.

Hoje é mesmo, mesmo népia.

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por Fátima Bento às 15:27

Terça-feira, 03.12.13

Não gosto de dizer 'eu amanhã'...

...mas amanhã, OU ASSIM, sai um post 'o melhor da semana (passada)'. Tenho tantas coisas boas de tantos dias para contar que não vou fazer um post por dia, vou fazer um 'apanhado'. Depois, à partida, volto a um por dia, ok?

Desculpem lá mas há situações extemporâneas a que temos de fazer face, e estes últimos dias têm sido pródigos...

Resumindo:

Ainda não estou a trabalhar na secretária

E

o quarto ainda não está em ordem.

Posso dar esta justificação:

... mas a verdade é que tenho tido muitos pequenos incêndios para apagar e ainda não me pude dedicar ao maior.

Mas esta semana a coisa vai lá.

E por lá, refiro-me a, pelo menos ao início.

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por Fátima Bento às 23:42

Sexta-feira, 15.11.13

Quarto precisa-se! URGENTE!

Bem, eu a fazer planos sou um must.

Hoje esteve cá a equipa da zon, e a televisão da cozinha ficou nos trinques, afap*.

Claro que passei uma vergonha dos diabos, daquelas, que o quarto, o meu quarto, o c@br@o do quarto estava aquela confusão, e coiso.

Mas eu explico.

Eu PRECISO do roupeiro. Juro. Preciso que os senhores da Ikea me venham montar o roupeiro.

(o que quer dizer que tenho de ir à Ikea encomendar o roupeiro, capice?)

A serio, eu quero muito, mas muito mesmo o escritório montado e tudinho, lálálá, the works. Mas estou disposta a adiar o escritório, espetar com os merdelins do quarto todos lá dentro para me montarem o bendito do roupeiro, e eu depois arrumar os ditos lá dentro, e noves fora nada, o resto vai fora - dado, lixo, o que for.

Neste momento eu sou uma mulher a precisar de um quarto. Eu tenho uma cama, projetores (sim, nós somos muito à frente para candeeiros!), uma mesa de cabeceira, uma mesa de apoio, uma cómoda... e toneladas de caixas, caixinhas, caixotes, e tudo e tudo e tudo cheio de toda a tralha, da que fazfaltaoudájeito e da que podevirafazerfaltae/ouadarjeito. Roupa incluída, que entre a que uso, a que não uso porque já está a ficar frio (é de arrumar, canudo!!), a que não visto porque deixou de servir (é despachar, catano!), a que não toco porque não gosto assim tanto (i.e., foi um erro de casting, o que é que ainda está a fazer lá em casa?) e a para lavar porque é quase inverno e tenho de lavar a de verão antes de arrumar (e estás à espera de quê, ó caramela?). E depois roupa de casa. Lençóis para emparelhar e decidir se ficam, vão ou voltam (isto é, se dou ou guardo).

Afinal: quantos jogos de lençóis são precisos? Para cada cama, dois de verão e três de inverno parece-me lindamente. No verão trocas, lavas o que tiraste, e quando trocas outra vez pões o primeiro.

Voilá.

No inverno, pronto, às vezes chove bué, e não dá para lavar tão depressa quanto isso. Então fica um extra. 

Total: cinco. Cinco jogos de lençóis por cama. São duas camas. Hello!!!! E a cada estação o 'material' da estação anterior fica guardado (neste momento não me perguntem onde, OKAY?), pelo que right now devia ter um jogo de flanela na camita (que lá está), mais dois jogos fora dela, guardados (em parte indefinida). Até tenho a ajudar o facto de ser inverno (segundo dizem) pelo que os edredãos e coiso estão SOBRE as camas, e não a precisar de ocupar um espaço que neste momento, além de indefinido, NÃO EXISTE.

Podia começar por aí, não era?

Caça-aos-lençóis-todos-da-casa, é o nome do jogo:

Escolhe três mais três (para a minha cama até comprei dois novos, para descomplicar, aleguei) e DÁ, OU LEVA OS OUTROS PARA A GARAGEM ATÉ DECISÃO FINAL, GAJA!

Quanto aos atoalhados, nem vou aí agora, deixa-os estar xugadinhos.

Portanto hoje, sexta, vou pegar nesse desafio: escolher lençóis. Amanhã - ou logo - conto como foi.

*as far as possible

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por Fátima Bento às 13:46

Quinta-feira, 14.11.13

Aivalhamosantinho...

Hoje vai ser um dia dedicado assim um bocadinho a isto:

E eu, que não sou nada apegada a objetos, nem nada disso, vejo tanta tralha que até fico com falta de ar só de pensar onde começar... caraças, pá, dentro de uma ou duas semanas vamos encomendar o roupeiro, e eu quero mesmo reduzir os knick knacks assim a tipo 30% (e nos knick knacks estou, também, a incluir a roupa...)
O meu quarto com menos 30 % de COISAS, ainda assim vai ficar muito cheio...
EU QUERO UM QUARTO MINIMALISTA!
(acho que para isso tenho de aprender a ser uma PESSOA MINIMALISTA... há tanto para mudar melhorar em mim, que quando olho o quadro todo, só quero fazer como as avestruzes... sim, hoje estou assim, com a panca de que todos são melhores que eu...)
Se o meu gajo soubesse realmente o que a prespetiva da visita da equipa da Zon me está a fazer à caixinha dos pirulitos...

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por Fátima Bento às 11:18

Quarta-feira, 06.11.13

Razões da minha relação amor/ódio com os Bimby/Yummi/Cuisine Companion (da Moulinex, mesmo aí a rebentar)

Sou uma dona de casa de cocó. Já toda a gente sabe e quem não sabe fica a saber. Despistada. Desorganizada. E tudo, tudo, tudo o que quiserem juntar. Sou eu.

Por isso seria de esperar que fosse louca por uma coisa destas, não? Eu não gosto de lhes chamar robots de cozinha - isso é o que eu comprei este mês, e que corta, rala, bate, mistura, amassa, tritura, etc. Já estas 'coisas' são assim sec XXI até à medula, e eu já tinha um robot multifunções há 20 anos quando casei - não era tão rápido nem tão perfeitinho como este que comprei agora, mas até era Philips na mesma.

Estas maravilhas que é descascar-o-que-for-de-descascar, atirar lá para dentro pela ordem certa e ir carregando nos botões, deixam-me numa ambivalência desmedida.

Já passei pela fase de babar pela Bimby. E NUNCA ASSISTI A NENHUMA DEMONSTRAÇÃO, fujo de tal isso como o diabo da cruz (não me metralhem com 'ofertas' da dita demonstração, que se eu comprasse alguma agora, optava por gastar menos €600, ok?). É pá, a ideia de click, click, click, poder despistar-me à vontade sem estragar (pegar/queimar) nada, e trrrim, À TABLE!!!!!, é uma tentação do caraças.

Mas.

É pá, toda a gente sabe que eu gosto de ler. MUITO. E pronto, de escrever, certo. BUÉ. E de cinema, que me pelo por um filme, e então se for bom, senhores, ando a pairar durante um (bom) tempinho. Saberão menos que não passo sem musica, e que sou super eclética, embora repetitiva no dia a dia - faço as minhas listas, ponho em repeat, e cá vai disto, horas seguidas. Com voz, gosto muito do jazz do Collum, da Krall, gosto do Rat Pack , dos crooners como o Harry Connnick Junior, por quem tenho um respeito extra, do Bublé, e até do Robbie Williams, na fase 'Swing When You're Winning'. Aliás, gosto do Williams das fases todas e tenho o concerto de Knebworth como uma das coisas mais fabulosas feitas por um gajo em palco sózinho até hoje. Sem aqueles extras todos das Madonnas e Gaga's, adereços e bailarinos, um gajo, um palco e alguns bailarinos de apoio, tudo muito be-á-bá, muito fantabulástico. {Esse concerto e os primeiros dez minutos do filme 'Operação Swordfish', é pá, um dia destes hei-de falar sobre isso...!}

Mas hoje estou a falar sobre Faz-Tudos de cozinha.

Mas ainda falando da minha mais discreta e pouco divulgada face de amor à musica, ouço Bach pela vida, Beethoven porque sim, e ás vezes, Tchaikovsky porque me faz bem à alma (a valsa da Bela Adormecida ou a abertura de Romeu e Julieta, quem resiste?). Comovo-me com o 'Coro dos escravos' do Nabucco de Verdi, arrepio-me com a 'Carmina Burana' do Orff, extazio-me como 'Bolero' do Ravel. E amo Rodrigo Leão, e Hanz Zimmer, mais Michael Nyman...

Na cozinha, que é do que falamos aqui, gosto dos saltinhos do Gordon Ramsey, de vestir a jaqueta en poil em todos os programas, e da forma como cozinha. Gosto da voluptuosidade da Nigella Lawson, por oposição ao fantástico Nigel Slater, com cujos programas me derreto. E claro, gosto do mediático, popstar, energético, bombástico, Jamie Oliver. Não há volta a dar: vê-lo cozinhar dá-me comichão nas mãos, vontade de ir à despensa e correr para a cozinha. 

E ponho, sem qualquer hesitação, Literatura, Cinema, Musica e Gastronomia na mesma prateleira: cozinha É cultura.

Por isso, digam-me: onde fica o engenho, entre cada click, ou mesmo antes do primeiro? Onde fica a arte, o coração a alma? A, arrisco, paixão [até eu, que me descabelo na decisão do-que-fazer-para-jantar, na chatice dos tachos e panelas, da atenção requerida enquanto-o-mundo-passa-lá-fora-e-não-espera-por-mim (a sensação estupida com que fico sempre), às vezes cozinho com e por paixão]. Onde fica a obra? No empratamento, que saído do faz-tudo mais não é de que colorir sem passar a linha?

Não, não garanto que um dia não me venha a render a um faz-tudo.

Mas nesse dia perde-se um bocadinho de mim - em criatividade e qualidade.

E sim, é esse o meu 'dilema'.

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por Fátima Bento às 15:29

Quinta-feira, 24.10.13

Todos os santos ajudam, não é? é,é...

Pois qu'aqui a santa tem um copo COM água na mesa de cabeceira, PARA AS GATAS (leram bem) beber, durante a noite ou dia, mas de noite garanto que bebem, que o 'chelofe, chelofe, chelofe' é bem audível.

Aqui há uns dois domingos, estando eu com uma das minhas reais telhas, e o marido tido o azar de apertar comigo para arrumar a cofee table (que é o termo queque para mesa de centro da sala), desandei tipo vendaval com os livros da Nigella, do Jamie, do Gordon, da Mafalda, para o quarto, voltei à sala, peguei na mólhada de revistas, fiz uma braçada, empilhei ao lado dos livros, juntei 'as mulheres casadas...', 'a dieta dos 31...' e 'dias da princesa' e arrematei a pilha com o kobo. Deixei a coffee table limpinha.

(imagem, óbviamente, meramente ilustrativa)

'É isso que chamas arrumar?' perguntou.

'É', rosnei (leia-se tu-NEM-perguntes-mais-nada)

Depois disso conversámos chorei, the hole shabang (acreditem, desde que o pai se foi, viver comigo tem sido um senhor pincel - não só mas também para moi même, quanto mais para os outros desgraçados...) mas a pilha lá ficou, a bloquear as gavetas da mesa de cabeceira, que até hoje só abre a primeira.

Ora a noite que passou, na sequência do post anterior, deitei-me, e lá adormeci.

!!!chelofe!!!!

E eis senão quando oiço eu sei lá se quatro se oito patas a darem ao selaide em direção à porta do quarto, aqui d'el rei qu'aquilo era água mas da molhada!

Ham, ham, e fria, que ainda levei com alguma em cima... acordei, por isso com um excelete humor!

"... put@s das gatas, que me entornaram a merd@  da água em cima do c@r@lho dos livros, f@d@-se!"

Acorda o mon homme, com uma disposição em tudo equivalente à minha

"Fod@-se apaga-m'a merd@ da luz, c@ralho, quero dormir!"

"Mer@ o que é que eu faço para limpar esta porr@ a esta hora c@r@lho?"

Nada.

N-A-D-A.

Tirando o fato de ter sacudido a água que se tinha 'amontoado' sobre 'um passeio à beira mar' que em boa hora tinha desaguado sobre 'os dias da princesa' (também em perigo de afogamento), e 'a dieta dos 31 dias', naquele momento prestes a fazer uma valente retenção de liquidos. ISSO, eu evitei que acontecesse.

O resto, não sei.

A meio da noite, quando acordei (como de costume), apalpei o meu caminho manualmente (i.e, às apalpadelas) até ao kobo (aiokoboaiokoboaiokobo) que tinha deslizado e ficado ao alto entre a pilha e a mesa de cabeceira (longe de mim ligar a luz e o chorrilho de alarvidades que se seguiriam), e sinto-o. Apalpo-o de todos os ângulos, direito e avesso: seco. Sequíssimo. 

O que confirmou que o copo estava mais que apenas 'meio vazio'. Graçádéu!

Quanto aos livros d'ouro da coffe table, não tive, juro que não tive, coragem de ir verificar se residuos de H2O poderão ter-se imiscuído nas receitas da Mafalda, se os pratos do Jamie e do Ramsey ficaram aguados, e se a Nigella está a fazer alguma retenção de liquidos. Mas ainda lá vou. Quando acabar o mojito, eu ganho coragem e vou.

Resumindo e baralhando:

Não bastava a menina dormir mal e porcamente e acordar todas as noites, independentemente da quantidade de químicos que mete no bucho.

...Não!!!!...

Tinham de vir as duas melhores amigas da mommy/avojinha e acordá-la c'um banhinho d'água fria.

A-C-A-B-O-U---S-E!

A partir de hoje, na minha mesa de cabeceira, copo de água

só se for morna.

Prontx.

 

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por Fátima Bento às 20:31

Segunda-feira, 11.03.13

Eu e as planificações...

Não gosto de fazer planos. A serio, não gosto mesmo.

Acho piada (não tomem isto como ofensivo, nem nada do género, p'amor da santa) àquelas pessoas que se organizam, por exemplo, para o que vão ler nos próximos três meses. Acho.

Eu, que leio que me desunho, mas até podia ler mais e sei bem disso, não me consigo imaginar a fazer uma lista de títulos, quiçá a empilhar os volumes e a decidir são estes. Até dou de barato que a ordem fosse aleatória, mas aflige-me. Daqui do sofá, olho para a estante e vou dar um exemplo... um por semana até ao final de Abril:

 

Março

  • semana de 09-16: A Cabana Wm Paul Young
  • semana de 17-23: Ilha Teresa Richard Zimler
  • semana de 24-31: Memória de elefante António Lobo Antunes

Abril

  • semana de 01-07: Auto-retrato do escritor Haruki Murakami
  • semana de 08-14: Maudit Karma David Safier
  • semana de 15-21: Inteligência, Osho
  • semana de 22-28: The cradle will fall, Mary Higgins Clark
Bonito, não é? Bonito, fazível, arrumadinho, e, aqui é que reside o busílis da questão, previsível.
Por exemplo, agora estou a ler um livro no reader, acho que se lhe pode pôr o selo de policial, embora eu prefira chamar-lhe thriller, já que não mete polícia (os da Mary Higgins Clark também não, e são policiais, por isso...) que se chama 'You dont want to know', da autoria de Lisa Jackson. Li a 'amostra' na sexta à noite, e comprei o livro na manhã seguinte. E é um prazer fazer assim: apetece-me
Argumentos contra: o preço não vale, o livro custou-me pouco mais de que uma revista, €5,40. Por isso passemos ao argumento que pesa mais na minha consciência: quilos de livros por ler nas prateleiras. E eu a saltitar e a procurar coisas novas enquanto deixo para trás o que já tenho. Mau, muito mau, dona Fátima!
Acho que das largas dezenas de tomos que povoam as prateleiras, nem 50%/50% se podem considerar lidos/por ler.
Mas a questão aqui, é programar um prazer.
Li no final do ano passado, um livro da Laura Vanderkam, "168 hours, You have more time than you think". É muito bom, mas assusta-me um bocadinho a ideia de primeiro, fazer a contabilização, quase ao minuto, de como gastamos as nossas 168 horas numa semana 'normal'; depois a posterior planificação de onde podemos cortar excessos, a substituir por outras tarefas mais úteis - e a definição de útil aqui pode aplicar-se ao que nos dá mais prazer, não é tratar-nos como se fossemos máquinas... - embora eu fique sempre com essa sensação.
Quem já leu 'O poder do agora' de Eckart Tolle, ou está por dentro da filosofia zen-budista (e, já agora, Osho fala sobre este mesmo assunto em 'Liberdade', da lista acima, e que também estou a ler agora), terá uma ideia do que estou a falar. O importante não é planear o que vou fazer... o importante é o que faço, porque só tem valor o que se passa agora, não que se passou há uma hora, nem o que se vai passar daqui a cinco minutos.
Isto já para não mencionar as expectativas: fazes a lista surgem atividades inesperadas, e começas a derrapar, o que vai criar-te ansiedade, que vai aumentando à medida que o tempo vai passando e os livros começam a escorregar para fora da 'time-table' que criaste, e acabas a sentir que falhaste. Parar evitar isso, também podes desandar a ler numa velocidade demasiado acelerada para desfrutares do conteúdo do livro, e esqueces que o verdadeiro prazer da viagem consiste em percorrer o caminho, não em chegar ao destino, passo o cliché.
Não se enganem, porém: gosto de listas. De fazer listas, de ler listas, mas listas sem prazos de validade. Os prazos arrepiam-me um bocadinho, para não dizer um bocadão.
Há forma de atingir objetivos sem nos colarmos datas no calendário, e que resultam.
Sugestão: conheçam um senhor chamado Leo Babauta. Além de uns quantos livros editados -  em inglês ou francês - tem um blogue fantástico, que podem conhecer aqui. Vale a pena, muito a pena.

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por Fátima Bento às 10:38

Quinta-feira, 13.12.12

Cu vs Calças, parte 2

É incrível, as reviravoltas que um dia simples pode dar: à bocado estava 'a morrer' com uma crise de sinusite, com febre, dores de cabeça. mialgias generalizadas.

E depois fui à cozinha.

E pareceu-me que a porta da arca estava mal fechada. Abri-a e... é pá... liguei a máquina de café, fui buscar um alguidar para pôr o conteúdo das gavetas, mergulhei no cesto da roupa suja em busca de turcos - olh'à sorte de me estar a preparar para fazer uma maquina exclusivamente com os ditos (eu acho que tenho um bocadinho de OCD no que diz respeito a lavar roupa...), e peguei no secador de cabelo MAIS na marreta de bater os bifes - a minha é de madeira, se é que isso abona a meu favor....

Pus-me de cócoras em frente à arca aberta, e cá vai disto. Foi uma hora a dar-lhe, e bem, mas a coisa ficou feita.

 

Ou seja empurrei a febre e o mal estar com a cafeína e a adrenalina (a coisa estava bera, aquilo já nem era gelo, era NEVE), enquanto despachei o puto a douradinhos com arroz. Depois, 'caí para o lado', que nem as pernas sentia.

Neste momento, acabada de chegar da rua - fui levar o crianço à escola, e de caminho fui buscar o actifed - tenho a cozinha num estado indescritível. 

E vai daí óspois,

'tou a afiar o machado

senão daqui a pouco não consigo cortar aquela árvore... bem posso contar com uma hora inteirinha...

arghhhh!

E amanhã, como tenho de ir para Setúbal, também não posso ficar doente... vai sobrar para sábado.

Só pode...

- ou então, cansa-se de esperar e vai-se embora, e assim se finta uma crise de sinusite.

Será?

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por Fátima Bento às 16:24

Sábado, 17.11.12

Batatas fritas e pouco juízo da minha parte...

Diz o filho: ...com batata frita!

Diz a mãe: a cozinha não está em condições para fazer batatas fritas.

Diz  pai: qu'horror, fica a casa c'um pivete horroroso!

Diz o filho: mas, pá, nunca comemos batatas fritas!

Diz a mãe: um dia destes eu faço, mas hoje não...

Diz o pai: qu'horror, fica a casa c'um pivete horroroso!

Sexta-feira, mãe na cozinha pronta para fazer caril de frango e... o frango não descongelou. Pronto, pensou, é desta que são hambúrgueres com batata frita caseira (o gajo quando chegar do ginásio vai-se passar com o cheiro). Monta a barraca: vai buscar a fritadeira eletrica, coloca-a sobre a placa, o exaustor no máximo, carrega no on e vai de aquecer o óleo (o gajo quando chegar do ginásio vai-se passar com o cheiro).

Acende a vela anti-cheiros (o gajo quando chegar do ginásio vai-se passar com o cheiro).

Batatinhas já descascadas e salgadas com sal grosso, prontinhas para mergulhar no oleo a ferver (o gajo quando chegar do ginásio vai-se passar com o cheiro). Hambúrgueres já de lado prontos a ser comidos.

Entra o filho na cozinha.

Então, como é que isso vai.

A mãe, de sorriso maroto: hambúrgueres com batatas fritas caseiras!

O filho: mãe... eu disse-te que ia sair!! Isso demora!

Toma lá e vai buscar!

- Ah e o gajo quando chegou do ginásio passou-se com o cheiro...

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por Fátima Bento às 21:20



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No baú, mas sem naftalina (detesto o cheiro)