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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso


Quarta-feira, 05.02.14

Tenho 46 anos e um blogue com nove.

É mesmo só isso.

    Tenho 46 anos e um blogue com nove.

Há pessoas que passam, lêem, e às vezes até comentam. Sem abrir o contador diria que uma média de cem por dia.

    Tenho 46 anos e um blogue com nove.

No dia em que este blogue fez nove anos tive, não tenho a certeza, se cinco se seis desejos de parabéns e outros tantos likes, espalhados por três plataformas - aqui, no FB e no Instagram.

{Vocês desculpem, não é desdenhar a vossa assidua companhia (que eu sei que vocês até passam aqui com assiduidade) mas dá que pensar}

Não vou aqui bramir o machado de guerra, dizer que a plataforma a que sou fiel há tantos anos me podia ter dado os parabéns, não vou dizer que vou acabar e cortar com tudo, e afins. O Sapo, portando-se bem, benzinho, mal e pessimamente, tem sido o meu chão nesta coisa de blogar. E, canudo, sou uma gaja de hábitos, mudar para mim é um atrofio. Isso diz muito da minha personalidade, e diz assim - tens uma personalidade de cocó, pois diz, - estás danada, vai-te a eles, às coisas, faz a pontaria para onde achas - SABES! - que é o lugar onde deves estar. E voa. A tremer, mas vai. Cagada de medo (medo de quê, Fátima?), faz um balanço, traça um plano e vai.

Mulher, põe-te em frente do espelho, ou um espelho à tua fente, whatever. Olha BEM para ele. O que é  que vês? O que falta para te sentires inteira? É a caneta na mão direita, são as teclas na ponta dos dedos?

"A GENTE ESCREVE PARA GOSTAREM DE NÓS", diz o António (Lobo Antunes).

Pois é... pois é...

Se calhar chegou a hora de não mais.

Para balanço.

Até ver.

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por Fátima Bento às 17:09

Sexta-feira, 31.01.14

Inacre-fucking-ditável

Não, a serio.

Eu tento. Eu juro que eu tento

Eu passo-me À GRANDE, por todas as razões que me sobram, eu passo um dia em hibernação, e volto renovada.

E ponho um sorriso, e como diz o outro,

recomeço, e recomeço, e recomeço. Pois, e não desisto. Porque NÃO POSSO.
E depois...
E depois É ISTO!
Ligam-me de milhares de quilometros de distância indignadissimos porque ah e coiso, não é assim que se faz e é mimado e-coiso-e-coiso, e eu oh que coisa mais parva, eu estou aqui a 15 km, e ligam para Londres e ligam-me de Londres a criticar o meu desempenho como mãe? 
Per'aí.
PER'AÌ.
QUEM ligou acha que a criatura não tem mais nada com que se preocupar e interessar de que com o que se passa aqui?
MAIS, acha que quem tem e dá noticias uma vez em cada seis ou sete luas te, capacidade para JULGAR e ANALISAR o que se passa AQUI, todo-o-santo-dia? E consegue fazer um juízo acertado do que PASSAMOS NÓS OS QUE LIDAMOS COM ESTA MERDA TODO-O-SANTO-DIA há mais anos de que os que são imagináveis e teoricamente (ó para nós a provar aqui, em carne e osso, que é mesmo só teoricamente) IMPOSSIVEIS DE SOBREVIVER?????
É QUE É JÀ.
Tesoura de poda e corta.
Hoje, meus amores, morreu gente na minha vida.
TENHO DITO.
(eh pah, c@r@lho, era mesmo disto que eu precisava!)

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por Fátima Bento às 20:19

Sexta-feira, 31.01.14

Rendo-me às evidências

Quero lá saber se é um anuncio

Querolá saber se é a uma cerveja.

Quero lá saber.

Já chorei hoje

PRONTX.

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por Fátima Bento às 12:39

Segunda-feira, 27.01.14

Segunda-feira e mái nada...

Apetece-me falar de moda. De trapos. De cremes e tratamentos de estética, daqueles que atrasam significativamente o recurso à cirurgia estética.

Apetece-me falar de televisão. De Factor X. De series, series e mais series, do Blacklist, já quase aí rebentar a segunda temporada, no Scandal, que nunca mais chegava o dia 27, do Game of Thrones, que Abril, quando passamos os 40, está aí ao virar da esquina, Do Sherlock, que queremos a quarta temporada. De cinema, que já somei mais dois óscarizantes aos quatro que tinha visto e falo nisso depois. Quero falar em revistas e já agora nas cor-de-rosa que não leio, mas hoje até as lia de fio a pavio. Quero falar de livros, assim muito ao de leve, podemos ficar-nos pelo Guillaume Musso, pela Mary Higgins Clarck, e - que hoje estou por tudo - se alguém me quiser falar de Margarida Rebelo Pinto, de Nicholas Sparks, ou de Danielle Steele, prometo que escuto sentadinha, em silencio e sem levantar ondas nem mandar bocas arrevesadas (só não prometo não bocejar).

Quero  tudo, tudo o que se lembrem e que me faça esquecer de tudo o que há para não lembrar e que neste momento me parece mesmo tudo.

- Claro que não é, mas parece.

Falem-me de musica, de cinema, de moda, de boatos e coscuvilhices, de maquilhagem, de cinema, televisão, livros...

Só não me falem de vida em 3D e real.

Isso, hoje, não.

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por Fátima Bento às 17:16

Quinta-feira, 23.01.14

Quinta feira de sol bom!

E eis senão quando o sol  nos resolveu fazer companhia! Dentro do carro está uma maravilha, mas na rua, tu vai lá vai! Então quando sopra o vento... mas não há nada como os dias bonitos! Sim, eu sei que, e tal, a chuva faz falta, e coiso, e lalala, mas o sol, este sol é a coisa que mais vontade me dá de ficar aqui, neste país e não ir a correr experimentar vida noutras paragens.

Adiante.

Existem um milhão de assuntos para expor no blogue, um milhão de temas que podia falar, mas juro que estou cabeça no ar. Já devia ter saído para o ginásio, mas tenho estética daqui a uma hora, pelo que... não dá. Fica para amanhã: ainda por cima, a seguir tenho de levar o pikeno à dentista para apertar o coiso. E meter o outro coiso no céu da boca (não vou dizer aiaiaiaiai, que dá azar, faltou nas outras duas vezes...)

Por isso, vou ali lembrá-lo ao quarto que HOJE É MESMO A SERIO, e que tem mesmo de ir senão temos a burrinha nas couves, e vou tomar um café ao solinho, antes de ir à Wells.

Fiquem bem que eu vou fazer por isso.

B'jinhos :)

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por Fátima Bento às 14:47

Quarta-feira, 22.01.14

Presente de 9 anos de blogue, já no dia 02/02

Tenho um segredo:

- daqui a 11 dias estamos a fazer nove anos.

NOVE ANOS!

Gostava muito, muito de fazer assim um BIIIG cabaz de coisas boas e tal, e sortear no random, como toda a gente faz, mas ainda não sei de nada. Sei que vai haver um miminho para todos - e todas - que me seguem, que passam por aqui - e que vai ser anunciado nesse dia, mas que só vai ser bom para quem mora aqui para os meus lados. 

Por isso, vou ver o que posso 'mexer' para fazer acontecer alguma coisa. Mais não seja, sai do meu bolso.

Vai daí, peço a todas e todos que me façam um mimo: passem palavra aos amigos, ao primo, ao tio, ao avô ao cão, ao gato, ao periquito, e passem por aqui. Gostava de ter um numero redondo no dia 2, ok? Neste momento passaram por aqui 354.352 pessoas  e eu gostava mesmo, MESMO de chegar às 350.000. MESMO.

Por isso, e se lá chegarmos, prometo que ofereço uma coisa boa.

Digam-me: qual é a coisa boa que gostavam de receber? A serio. Tirando delírios, que a minha carteira não anda a rebentar, mas o quê?

Deixem ideias aí nos comentários para eu começar a pesquisar preços...

(Quanto assim ao big cabaz de parabéns ao blogue, prometo que me esfolo para conseguir fazê-lo para o ano, no décimo aniversário, sim?)

- além disso as regras passam por fazer, também like na página do facebook. Como? Ali à direita, por baixo da minha foto, estão os ícones:

é só clicar no primeiro

 

o que vai abrir a pagina. Então é só clicar em 'gosto'

OBRIGADOS!!!!!!!

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por Fátima Bento às 11:20

Segunda-feira, 20.01.14

Hoje

Hoje não houve foto no Instagram. Não houve 'bom dia' na pagina do Facebook. Não houve visita ao Pintrest.

Hoje com um pé dentro e fora para o ginásio, o avançado recuou e faltámos. Os pés e a dona.

Hoje não houve cinema, como no fim de semana. Hoje houve escuro. Hoje houve muito escuro

Esperemos que amanhã o sol brilhe, porque sem luz as flores murcham.

As simple as that.

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por Fátima Bento às 22:47

Segunda-feira, 20.01.14

O que eu gostava...

Gostava de ter filhos pequenos 

(ainda, não outra vez).

Gostava da sensação do coração nas mãos, nas orelhas, nas pontas dos dedos de sentir o coração em todo o lado, de poder sentir: a felicidade, a alegria a rodos, como o  sol num dia de verão. Se calhar repito-me se disser que não me assusta a perspetiva de voltar a passar noites nas urgências, de sentir o medo, o pavor de algo estar verdadeiramente mal.

Gostava de voltar

(ainda)

a mudar as fraldas malcheirosas, de cheirar a bolsado

(em vez de quando passo, andar a deixar um rasto de 'Be delicious', de 'Eternety' ou de 'Chanel' nº 5, este último oferecido pelo meu bebé que cresceu primeiro, já depois de bem crescida),

de apanhar restos de papa tantas vezes regurgitada, de os ver a comer com as mãos, às vezes com os pés... já nem digo que queria aquele olhar todo amor uma mão sobre a mama enquanto a outra sugava, 'vou sem sempre teu', 'vou amar-te para sempre'

(e a gente a acreditar, a acreditar...),

porque quem é que não gostava de um sentir assim de novo? Gostava de, outra vez, as longas conversas sobre temas diversos

(em que acreditavam que havia algo que eu lhes pudesse realmente ensinar, que guardava algum saber que eles - ainda - não),

que nos comiam as horas como se estas não existissem. Das prendinhas do dia da mãe quando finalmente começaram a ser eles - e não a educadora ou a professora - a fazê-las. Dos textos que me fizeram. 

Tenho saudades da simplicidade daqueles tempos.

(E quem tiver filhos pequenos dir-me-há qual simplicidade? E falará da trabalheira, da correria, do stress, da falta de tempo para aproveitar, de tudo tudo tudo o que já sei.

E eu respondo com os intervalos, por mais pequenos que sejam. Com os pequenos momentos em que eles são só teus. Com os pequenas estrelinhas que lhes captas no olhar. Com aqueles segundos em que sentes que são felizes. Com olhares para eles quando dormem e percebes o que é a paz).

Enquanto a pequenice dos meus, tive sempre a noção de que 'passa num instante', e o cuidado de guardar alguns 'momentos kodak' na memória, que me socorressem em fases de turbulência ou, tão só e apenas, pura saudade.

Mas agora, às vezes, procuro-os e não os encontro.

E a evidência de que as dores de crescimento,

(ao contrário do que os senhores doutores pedo-tudo dizem),

não são só deles, e de que, invariávelmente o tempo se desloca numa via de sentido único, entra-me pelos olhos dentro e cega-me de dor.

Por isso, gostava de ter filhos pequenos 

(ainda, não outra vez).

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por Fátima Bento às 11:18

Sexta-feira, 17.01.14

Os pequenos-almoços de que se fala - e vê. Ó se se vê!

Anda muito boa gente a deitar fotos de pequenos almoços glamorosos e batidos lindos e saudáveis pelos olhinhos. Bem sei. 

Acho que até hoje só publiquei uma, aqui há coisa de um ano atrás (pensando bem, acho que publiquei duas, uma com um livro, outra com o reader, em dias diferentes).

E há muita gente que diz que ah e coiso esses pequenos almoços saudáveis são/ficam tão caros....

Yup, pois ficam.

Mais caros que uma torrada e um galão se feitos em casa.

{E, vamos lá pôr de lado quem não tem dinheiro nem para isso. EU SEI que há pessoas que não têm, ok? Mas se formos não falar nas coisas 'pour cause', às tantas ficamos aqui todos encolhidinhos e encostadinhos às paredes, a 'ver se passa' até podermos deixar de perfilar. Eu sei. E vocês sabem que eu sei. Pronto}.

Mas a verdade é que não é a mesma coisa. Não é que não goste de torradas e galão (para mim é mais meia de leite, mas pronto), mas os nutrientes que engolimos nesse duo e de que não precisamos, e os que podemos engolir nos outros e saudáveis pequenos almoços, não têm comparação. Posso deixar aqui esta ligação cheia de  exemplos, para a pagina de facebook 'Dias com a Mafalda', (o blogue está 'em obras', pelo que agora segui-la, só aqui) mas há-os aos magotes. E já deixei aqui outros links para outros blogues com ideias que têm tanto de saudáveis como de deliciosas.

Mas como estamos AQUI, vou dizer como são os pequenos almoços desta que vos escreve. Ora que de há uns dois ou três dias para cá, preguiça oblige, tenho colocado 200 ml de leite de soja num shaker, meto lá para dentro o conteúdo da saqueta do batido de proteínas com sabor a chocolate,  sacudo, sacudo, sacudo (... e sacudo... e sacudo...), e verto o batido para o copo. Para ficar mais 'bonito' e não ter a sensação de estar só a engolir liquido, ponho-lhe uma colher de sobremesa de coco ralado em cima. E bebo um ristretto (com 3g de açucar - mais ou menos meio pacotinho ).

Mas naqueles dias em que estou mais predisposta, e planeei a coisa, e tudo e tudo, gosto de colocar duas colheres de sopa de müesli+uma colher de chá de sultanas no fundo de uma tigela, e cobrir com um iogurte grego não açucarado (a doçura fica por conta dos frutos secos do müesli incrementados com a dose extra de sultanas). Por cima, coloco frutos do bosque - mirtilos (que desapareceram do Lidl onde são mais baratos, por isso não os tenho comido), amoras e/ou framboesas (de que gosto menos). E quando tenho,junto-lhe bagos de romã, que fazem um crunchcrunch quando mastigados que dão um toque - e sabor - todo especial à coisa. E tomo um ristretto.

(vá, tirem o chá e ponham um café para sermos mais fiéis à coisa...)

Mas posso substituir as frutas silvestres por pedacinhos de kiwi, banana, manga, papaia, juntos ou separados. Nesse caso diminuo ou 'corto' os cereais, que ingiro ao lanche, por exemplo. E no caso de colocar várias frutas, intercalo uma camada de iogurte, uma de fruta, outra de iogurte e coloco por cima frutos secos picados (as nozes são fantásticas porque são ricas no colesterol 'bom', entre outras propriedade fabulosas, mas podem ser amendoas, avelãs, pistácios...) Aqui há tempos fiquei a saber pela Lénia que a canela é termogénica pelo que leva o metabolismo a queimar mais calorias; por isso, uma colher de café de canela em pó por cima é uma excelente aposta.

E depois há aquelas 'coisas' de que se ouve falar, e estão tão 'na moda' agora: as bagas goji, as sementes de linhaça, de chia... pois que o ideal é ingerir, mas tomar algumas precauções (falo por mim...). As bagas goji devem ser hidratadas, para facilitar a digestão das mesmas. As sementes... bom, eu prefiro inteiras, embora sejam recomendadas moídas, preferencialmente no momento (compro para o marido ingerir já moídas, pela praticidade, mas obviamente que se perdem alguns oligoelementos, vitaminas e minerais). Mas moídas não servem para o meu cólon irritável, que vira balão (é o que acontece SE as goji não forem hidratadas e/ou forem muitas), e depois é vê-la a tomar cápsulas de carvão vegetal para não se transformar em arma química...
{a serio, é uma tristeza...}
Se quiserem experimentar usem uma das sementes ou as bagas, à vez, e como quantidade comecem por uma colher de chá, adicionada ao iogurte. E logo veêm o resultado: se fizer retenção de ar, diminuam, se não, aumentem ou mantenham. E consoante se sentirem, misturam mais de que uma variedade ou nem por isso. É fantástico para, entre outras coisas, pôr os intestinos a funcionar regularmente. 
Preços, que é um dos impedimentos levantados para seguir este tipo de inicio de dia:
Os frutos vermelhos* não são baratos; compro os meus invariavelmente, no Lidl, onde o preço é mais simpático: cada couvette custa €1,99, e duas couvettes chegam para uma semana. Os iogurtes também compro lá, €1,19 por quatro, e o müesli vem do mesmo lugar, um saco de 500g custa-me €1,99, e dá-me para um mês. As sultanas é onde calha, uma saqueta oscila entre um euro, um e meio, consoante o local e/ou o tamanho (duh!).
As goji e a chia rondam o mesmo preço: um nadinha abaixo dos quatro euros (Continente). À colher de chá dá quase para um mês; já a linhaça custa metade do preço.
Eu gosto, ainda de juntar uma medida de proteína pura (embora não o faça todos os dias), já que a melhor hora para ingerir proteínas é de manhã (até à hora de almoço). E a proteína é cara, embora renda para imenso tempo: o mais barato são €19,90, que dá para dois meses no mínimo, desde que acondicionada bem fechada num lugar seco.
Pronto, meus amores e minhas amoras, eis os meus conselhos para um inicio de dia mais saudável.
Dica extra: para estimular o corpo a limpar-se de impurezas e desintoxicar-se, façam um litro de chá verde, deixem arrefecer e bebam de vez em quando, durante o dia (preferencialmente sem açucar). Isto até às 17h, 18h no máximo, hora em que devem mudar para tisanas sem teína (ou teofilina, como lhe quiserem chamar).
Espero ter ajudado. Qualquer duvida perguntem. Se eu souber respondo, se não souber procuro a resposta, ou pergunto a quem saiba mais que eu.
* também existe a opção, mais económica, de comprá-los congelados. Nesse caso, convém deixa-los uma meia hora à temperatura ambiente, ou a descongelar de um dia para o outro dentro do frigorifico. Estéticamente perde-se bastante, mas segundo consta, as vitaminas estão lá todinhas. Para preços verifique as marcas disponiveis no seu supermercado - não se esqueça de ter o peso da embalagem em conta, aquando da comparação...

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por Fátima Bento às 16:37

Quinta-feira, 16.01.14

Segundo, thumbs down - as amizades e as "amizades" - ou nem tudo o que parece é

  1. Aqui há algum tempo uma colega blogger comentou que não me consegue ler porque a minha escrita é triste. Não me aborreci nada com isso. Pensei no assunto e sim, a minha escrita acaba muitas e muitas vezes por resvalar para o triste, principalmente nestes , repito, dois (três...) últimos anos. É um facto, contra o que não existem argumentos. Concordei e continuo - e continuarei - a ler o que ela escreve, porque gosto imenso - da pessoa que adivinho por entre os posts, as fotos, as partilhas (que hoje em dia já nem é preciso pôr foto no blogue, 'a gente' conhece-se todos e todas. Chama-se Instagram e recomenda-se). Ou seja, conheço-a à coisa de um ano, pouco mais ou menos, de forma virtual, já nos cruzámos e não nos reconhecemos, apercebi-me dela numa filmagem. Só isso. Mas acredito que exista genuinidade na blogosfera (mais que nas redes sociais per si), e que acabamos por nos conhecer um bocadinho quando 'nos acompanhamos' - gosto mais desse termo que de 'nos seguimos', soa a stalking...
  2. Aqui há uns dias coloquei um post a pedir feed backs em relação aqui ao cantinho, que me anda a parecer chatinho. E recebi um comentário um amigo de longa data, e por longa data refiro-me a seis ou sete anos. Esse meu amigo dizia o que pode ser lido se carregarem aqui, nomeadamente "Este blog tornou-se chato, secante e por vezes desinteressante, porque te vens tornando uma "tia dondoca" (o que é bem longe da Fátima que eu conheci e admiro!)." Este amigo conhece-me pessoalmente, embora não nos cruzemos acredito que à coisa de quatro anos, depois de eu ter tentado infrutiferas vezes convencê-lo a encontrar-nos para um café. Portanto o que lhe chega é o que aqui escrevo. MAIS NADA.

Agora um esclarecimento, que quem é blogger pode passar adiante: aqui, neste canto como em todos, não escrevemos tudo. E quando menciono 'tudo', refiro-me a re-fe-rir de-ta-lha-da e pro-me-no-ri-za-da-men-te o que se passa na nossa vida. Não conheço nenhum blogue onde isso aconteça, e pelo menos posso garantir que não é para isso que o meu serve... às vezes desabafo de uma maneira tão encriptada, que quando passado algum tempo volto a ler o que escrevi, percebo que estava chateada mas não faço ideia com quê ou quem. 

 

Por isso, é-me muito facil aceitar que quem não me conhece de mais lado nenhum senão da blogosfera e das redes sociais me considere uma pessoa triste quando tropeçou em mim precisamente nos dois anos mais tristes da minha vida. Em que não poderia nunca ter tido uma escrita alegre, feliz, livre de preocupações. Ainda agora posso fintá-las, mas volta na volta levo com uma avalanche de desgraceiras que me deixa o otimismo pela hora da morte ou escondido debaixo da cama até melhores dias. Porque ainda é assim, e ainda vai ser assim durante mais uns meses. Não estou a ser pessimista, é como as coisas são. Sofri duas perdas irreparáveis, uma a seguir à outra, e nos intervalos tive de lidar com situações que, só de si, deixavam qualquer um a puxar os cabelos. Um pequenissimo exemplo, e juro que foi a coisa menos complicada que "me" aconteceu nos ultimos tempos: a minha filha, há pouco mais de uma semana foi assaltada. Em Londres. Levaram-lhe além do resto, todos os documetos. Ela está lá, eu aqui. O que lhe aconteceu, acontecia em qualquer lado, mas embora já me tenha mentalizado que a sensação de impotência FAZ PARTE e que no início, com os outros problemas que teve (sim, durante esta tormenta também) foi muito mais assustador, e deixou-me muitas vezes sem chão. Ora experimentem ouvir uma coisa do genero 'tenho medo, se me atirar da ponte pedonal ao Thames ninguém vai dar conta...' e pensem lá se ficam porreiros e otimistas istoenquanto o pai está com um cancro aqui e o sogro com outro além (e infelizmente não estou a fazer piadas nem a juntar três casos isolados, aconteceu tudo ao mesmo tempo, e durante bastante tempo).

Ora tentem lá ser otimistas, bem dispostos e sorridentes quando morre um sogro, e onze meses depois um pai. E enquanto isto, durante três anos, andam com um filho de medico em medico porque ninguém acerta, e a coisa é suficientemente grave para lhe afetar a qualidade de vida, e inevitávelmente a de todos nós. Isto enquanto a outra filha lá longe tentava também acertar com um médico que dagnosticasse e medicasse a depressão. Isto enquanto me digladiava com a MINHA (salvo seja) depressão - que me fazia companhia há 33 anos.

Claro que a minha colega não tinha em posse todos os dados (nem poderia ter), e não poderia construir o puzzle. Mas mesmo que conseguisse, poderia sempre assumir o que assumiu, é correto.

Já o meu amoigo, NÃO DEVIA assumir o que assumiu. 

Isto claro, a ser meu amigo.

(quanto à suposta frivolidade/fútilidade fica prometido outro post - mas não agendado, que se há coisa que me bloqueia de há bastante tempo para cá são deadlines).

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por Fátima Bento às 20:20


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