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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso


Sexta-feira, 17.01.14

Coadoção em casais do mesmo sexo - "Referendar o horror" - Fernanda Câncio acerta na cabeça do prego. Em cheio.

«Negar a determinadas crianças o direito de gozar da proteção que lhes confere o reconhecimento legal de dois progenitores em vez de um: é isso que quer quem recusa a coadoção em casais de pessoas do mesmo sexo. Tem um tal horror aos homossexuais que não hesita em sacrificar o bem-estar muito concreto das crianças muito concretas que com eles vivem. Como bem sabe que isso é vergonhoso, finge estar a tentar impedir que "se entreguem crianças a homossexuais" e pede um referendo "para a sociedade decidir"».

 

 

(clique em qualquer lado para ser dirigida para a crónica do Diário de Notícias)

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por Fátima Bento às 12:43

Quinta-feira, 16.01.14

Do melhor do mundo #1 - Cântico Negro, de José Régio

Olha que coisa mais linda!

 

do GRANDE José Régio,

CÂNTICO NEGRO

«"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!»

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por Fátima Bento às 13:00

Quarta-feira, 15.01.14

Ainda o Meco...

Porque também tenho dois filhos.

Porque um tem  17 e outra 22 anos.

Porque o Publico online hoje publicou isto, com todo o respeito e carinho. Porque sim.

Leiam a noticia toda, está linda. E triste. E linda. Parabéns à Catarina Gomes.

(clicar na foto para ser direcionado para a noticia na íntegra)

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por Fátima Bento às 19:40

Quarta-feira, 08.01.14

Contabilidade literária de 2013 e previsão para 2014?

Em formato digital li vinte e quatro livros. Em papel devo ter lido uns dez ou quinze, sei lá. No total li mais de quarenta e menos de cinquenta. O que é que isso quer dizer?

Nada, zip, népia.

Enriqueci-me com as leituras? Pois que sim, claro que sim. Mas podia ter lido só um e ter ficado igualmente "rica". 

Sinal dos tempos (?), no que diz respeito a tanta coisa, a ordem do dia é quantificar. Este ano notei muito isso em relação a leituras - não sei se andei distraída nos outros anos, mas este ano isso entrou-me pelos olhos dentro. Que diacho... desde quando quantidade e qualidade andam de mãos dadas?

Li, em meio a estas dezenas de livros, alguns pequenos. E se formos querer bater recordes, óy, que há por aí tanto livro que se lê em uma hora ou pouco mais ou menos (ainda há bocado li um terço de um livro em menos de meia hora...)! Alguém interessado em fazer concursos?

Eu não, obrigado.

Sou, por excelência, uma leitora lenta. Gosto de ler devagar, de tentar 'apanhar' o tempo que o autor imprimiu na prosa. Sou de tal modo uma leitora pausada e vagarosa, que até Saramago, que se lê de um sopro, de um ponto final ao outro, onde chegamos a bufar e a pingar transpiração, eu demoro a ler. Porque faço pausas quando chego aos pontos finais. Não tanto porque precise de recuperar o fôlego (que às vezes preciso) mas mais para deixar sedimentar o que acabei de ler - vá-se lá saber se era essa a intenção dele, mas se ler de cronómetro em punho chego ao fim sem o conhecer minimamente, e se é essa a ideia, então não leria Saramago. Tout court.

Já Lobo Antunes só se lê devagar. Se for lido depressa, vão caindo ao chão os lirismos trabalhados na matéria prima bruta sobre a qual escreve, e perde-se a identidade do mestre. Talvez seja por isso que há tanta gente que não gosta de LA. Lido à pressa acredito que pareça bacoco e sem graça. Sei lá, digo que acredito, mas não sei, não faço ideia, só tento imaginar...

Li muito John Katzenbach este verão. Gosto de Katzenbach, uns pontos acima daquilo que se chama literatura de aeroporto, mas ainda assim, comercial (tem um sem numero de títulos adaptados ao cinema - tenho o 'A Guerra de Hart' a meio, que foi adaptado com o Bruce Willis e o Colin Farrell. Não me perguntem nada sobre o filme que não sei, mas a capa que o kobo me mostra é uma  foto-cartaz do filme). Gosto, é daqueles escritores que a gente abre a capa e vai até à contra capa quase de um fôlego, se tempo houvera para tal -  isto dito por quem parou a meio de um livro não deverá inspirar grande confiança, eheheh... mas a verdade é que estava a precisar de mudar de tipo de leitura, e não me apetecia sobremaneira ler (outra vez) em castelhano, lingua em que está a cópia que adquiri - e larguei a meio. Hei-de recomeçá-lo, que assim como é raríssimo largar um livro e não o ler - mas faço-o, que não pago promessas que não faço, e não tenho por hábito fazê-las - quando paro de ler qualquer coisa que gosto, nunca pego onde fiquei, volto ao inicio.

Confesso que ando há uns meses à procura DO livro que me satisfaça agora. Comecei o 'Where did you go Bernadette', o 'The woman who went to bed for a year', o 'Revenge wears Prada'... e larguei tudo logo nas primeiras paginas. Não é para agora, é sempre o pensamento com que fico; depois...

Ando a desfrutar do 'Conhecimento do Inferno' há mais de um mês. Intercalo com umas crónicas, saltito do segundo para o quinto, dou um pulinho ao quarto livro das mesmas, não falho a Visão em semana de ALA. Ali na prateleira ainda não arrumada, vejo o 'Indice médio de felicidade', ao lado do 'As Mulheres Casadas não falam de amor' - que tenho lido nos 'intrevalos' que dou ao António, mas esqueço-me de pôr o livro na carteira, esta lá o reader, e dou comigo na sala de espera a ler mais uma ou duas crónicas, que é a única coisa dele que tenho em digital (é a dobradinha, papel e digital, que esse é um autor 'de papel') - que não há maneira de acabar. Encostado a ambos está o 'desumanização', masporqueéqueeucoompreiaquilo, que pode ser muito bom, mas a minha embirração não me dá vontade de lhe pegar? E parece que se lê depressa, pelo menos não tem muitos carateres...

Mas a pergunta do Sapo rondava os numeros. A primeira parte, pois, está respondida: menos de cinquenta, mais de quarenta.

A resposta à segunda, estará por aí, nada escondida nas entrelinhas do que escrevi acima: não sei nem quero saber. E daqui a um ano não vou estar a fazer o meu balanço literário pelo numero de livros que li em 2014 - mas pelo impacto que esses livros tiveram em mim.

Para já, garanto que vou ler 'Uma longa viagem com António Lobo Antunes', de João Céu e Silva, quero ler 'A intuição', de Osho, e reler 'A inteligência', do mesmo. Isto tudo polvilhado pelas 'Cartas da guerra' que se vão lendo, e as crónicas que se vão lendo e relendo... acabo 'As mulheres casadas...' que já vai sendo altura, e provavelmente salto para o David Machado. Tenho uma curiosidade doida para ler o 'Quando o cuco chama' acho que é assim, da J.K.Rowling sob pseudónimo, que dizem ser muito interessante - o 'Uma Morte Súbita' larguei no terceiro capitulo, não estava com paciência para seguir um retrato da classe media inglesa, naquele momento não me dizia nada, ainda para mais lido nos corredores do hospital, obrigada, mas não obrigada. A esse, talvez volte, talvez não. Deve pertencer aos que catalógo como 'livro bom', já que li essas 'meia dúzia' de paginas há uns largos meses, e podia recomeçar onde parei, pois que me lembro de tudo. Isso é de mestre - e palavra que ainda não tinha reparado, atingiu-me agora... parece que é mais um para 2014...

De resto, vou continuar sem contar. O máximo que poderia fazer seria chegar ao final do ano e contar os que li no reader, mas como me faltaria a fronteira entre o que foi de um e outro ano - coisa que me recuso a criar, e a fazê-lo teria de ser agora - não vou ter como fazer esse balanço.

Quantos livros vou ler em 2014?

- os que me der na telha,

- os que me falarem,

- os que tiver tempo. 

Nem um a mais nem a menos que esses.

 E mái nada!

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por Fátima Bento às 14:21

Sábado, 14.12.13

António

De quinta para sexta, as redes sociais foram inundadas por partilha e retweets desta crónica de Lobo Antunes, publicada na Visão da semana passada, 'O último abraço que me dás'. É unânime, toda a gente se rendeu ao génio, que relembra uma das suas obsessões, a sala onde fez quimioterapia, de onde já saíram outras crónicas e hão-de sair mais umas quantas, porque para António, um sorriso não é só um sorriso e uma lágrima não é apenas uma lágrima. Mais, uma frase que deixam cair hoje, ao lado da chávena vazia do café que o António acabou de tomar poderá renascer e ressurgir daqui a uma semana, dois meses ou três anos, com referencia ao espaço temporal em que ele a apanhou, transformada de uma linha de palavras-quase-de-nada, num ovo de Fabergé de prosa.


É assim o António, pega num seixo e constrói uma represa, daquelas que nos tiram a respiração.

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por Fátima Bento às 00:09

Sexta-feira, 29.11.13

- Qu'a g'and'a pancadão...

... diz ele.

- N'é nada! digo eu.

Acabadinhos de chegar:

Mas pancadão porquê? Eu já disse que em papel só Lobo Antunes e algumas (poucas) exceções. E até já quebrei esse tratado que fiz comigo três vezes, com "As mulheres casadas não falam de amor", com o "Ìndice médio de felicidade" e com o "desumanização"!
Sim, estou a pulverizar as hipóteses de prenda de natal 'certa' para os muito próximos, mas como esses gostam mais de ser arriscados... também não é grave. De qualquer maneira, a quem interesse: FALTAM-ME OS TRÊS PRIMEIROS LIVROS DE CRÓNICAS dele, ok? Agradecida.

Pancadão? Olhem: decidam vocês... 

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por Fátima Bento às 18:54

Quarta-feira, 27.11.13

Ok. Lá vem ela dizer mal outra vez, ráspartámulher!

Eu sei. Eu sei que vou levar porrada quando me apanharem na ABC dia 14. Mas é mais forte que eu, que isto está a tornar-se (quase) viral, e está-me a dar cabo dos neurónios.

Assim, começo este post de lápiz azul em riste.

Mas que diabo deu nos bloggers portugueses - em alguns, mas que por acaso são os/dos mais lidos? Volta na volta, estou  a carregar no url, abro uma pagina, e tunga. O pessoal põe a pontuação toda, tudo limpinho mas... a seguir ao ponto final, tungas, minúscula.

Ahhhhhh!

Mostrei o meu descontentamento à minha cara-metade (eu que de purista nestas coisas da escrita não tenho nada, basta olhar o titulo deste post), e o gajo tem a lata de me dizer 'é pá, dá muit'a jeito, é muit'a prático'.

Ó p'ra mim da cor do lápis!

DEIXEM O valter hugo mãe EM PAZ!

Que o artista escreva com minúsculas a seguir aos pontos finais, fixe, não tenho nada a criticar, é o estilo dele. Respeito as liberdades criativas dos escritores. Posso gostar mais, ou menos - o Lobo Antunes começou a recusar maiúsculas nos meses do ano muito antes de se falar no acordo ortográfico, e lá liberdades criativas tem ele, o Saramago também as têm... - mas não só aceito como respeito e adapto-me, desde que goste do restante trabalho que embrulha as 'liberdades' que refiro - ou que vem embrulhado nelas.

Agora não acho piada nenhuma a quem apanha boleias. É pá, não tenho pachorra. 

O gajo ganha meia dúzia de prémios

[o mérito é todo dele, não pensem que o estou a minimizar, ainda não li nada dele, tenho o 'desumanização' ali na mesa da sala, entalado entre dois Lobo Antunes's (este toque criativo é à inglesa), e hei-de lê-lo antes do final do ano, e depois, consoante o que achar, podem ler algum enviesamento nas menções que lhe faça - A PARTIR DESSE MOMENTO, se for caso disso]

e começa meio mundo a utilizar 'a marca d'água' do homem.

Juro que me passo.

E depois vem tudo queixar-se do acordo ortográfico! 

Acho que no fundo, o que muita gente gostava era de ter um acordo ortográfico personalizado. Chegaria em pen, pelo correio, instalava-se no pc como corretor ortográfico, e personalizava os textos a preceito.

Já viram? É ou não é uma excelente ideia de prenda de natal? Podiam fazer o 'corretor ortográfico Saramáguico', corretor ortográfico Lobantúnico', e, claro, o campeão de vendas, 'corretor ortográfico valterhugomãeguico', entre outros - este ano podiam saltar o corretor ortográfico Rebelopintíco', que tenho para mim, ia vender menos que pepsi...

Reinventem-se,

criem,

concentrem-se,

assumam-se e

personalizem

à vossa imagem.

As colagens deste tipo geralmente são piores que os alinhavos com linhas podres: a costura final sai toda torta. E isso só tem piada se for essa a intenção - que é sempre uma hipótese de justificação...

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por Fátima Bento às 11:06

Sexta-feira, 01.11.13

Abrunhosa e Lobo Antunes.

Ando feito doida agarrada ao 'conhecimento do inferno' E feito doida, significa que me ando a lamber de prazer por entre as frases do autor, devagar, como tantas outras coisas que para alcançar em pleno, não se apressam. Desta vez, comecei na primeira página (depois de te engolido, na voracidade de amante com carência da droga que o outro é, duas ou três paginas ao calhas, na sequência correta, como uma boa aluna).

Depois, abri na primeira pagina, e segui por ali fora.

Dou por mim a descrever os meus gestos mentalmente, na segunda pessoa, como se eu não fora eu, nem deixasse de ser, sem me espantar da distância que crio entre mim própria, fazendo intrinsecamente parte da história, tal qual os pensamentos do personagem que não deixa nunca de ser o autor.

Interrompi agora, graças à febre, e zangada de largar este fervoroso virar de pagina.

E para me confortar, perco-me no colo de Pedro Abrunhosa.

[sei bem demais que muitos estarão agora franzir o sobrolho]

Se não tivera já lido a transcrição da afirmação do musico pela admiração que tem pelo escritor, não seria dificil adivinhar tal facto.

Há umas migalhas da poesia de Lobo Antunes espalhadas não (tão) acidentalmente (como pode parecer) na prosa de Abrunhosa. Há muito de Abrunhosa que bebe, e se deixa impregnar no tanto que o Escritor diz, mostra, é.

Não soubera eu que de facto há pontos comuns, e seria, eventualmente difícil explicar a coincidência.

Assim, não o é. 

E fica também assim clarificado o porquê da minha paixão por ambos.

 

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por Fátima Bento às 19:38

Sexta-feira, 11.10.13

valter hugo mãe

À bocado escrevi no facebook

por acaso nem estava a pensar em quem, e no que vou escrever a seguir. Mas adequa-se.
Há-de haver por aí muito boa gente fartinha de me ouvir citar e louvar o António Lobo Antunes. Mas aturem-me lá mais um bocadinho: ele disse, há uns tempos, uma coisa parecida com isto, 'quando escrevemos um livro, ele só é nosso até ser editado, ao ser comprado pelo leitor deixa de nos pertencer', a história, como 'o livro, passam a ser dele'.
Eu acho que esta ideia deveria ser a pedra basilar de qualquer escritor. O seu juramento de Hipócrates. Porque quem for ler o que escrevi vai colar-se a momentos, pequenos nadas, passagens, de maneiras tão dispares quanto as vivências de cada um.
Não há, nem pode haver, um direito de propriedade sobre o texto, a frase, os dizeres de um livro, um capítulo, uma pagina, uma frase, uma palavra que seja.
Não é meu.
É de quem o lê.
E a sombranceria, a arrogância,  perdoem a liberdade literária, a cagança, com que alguns autores ocupam o pódio naquele momento em que o livro é lançado, no centro daquela fogueira de vaidades inconcebível, é uma coisa que me transcende, irrita, enjoa.
valter hugo mãe, cujo 'a desumanização' aterrou na minha mesa da sala, e que tenciono ler nas duas ou três horas que me deve demorar, é um bom exemplo daquilo que um escritor não deve ser.
A sua postura no lançamento do referido livro mostrou-me tudo a que um autor se deve furtar.
Com prémios, sem prémios, vaiado ou aclamado, a verdade é só uma.
Temos todos a nossa medida, que não se altera consoante a altura da pilha de galardões acumulados - e cuja atribuição só nos deveria fazer sentir mais pequeninos, mais responsáveis.
E no fim, mesmo no fim, não sabemos mesmo nada, o filosofo bem o dizia...
(nada do que disse acima tem qualquer ligação com a lei de proteção de direitos de autor, e com o não à cópia. Penso que isso seja claro, mas se não fui explicita, fica aqui a minha opinião expressa)

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por Fátima Bento às 19:23

Quinta-feira, 10.10.13

Nobel da Literatura 2013, Alice Munro

E pronto.

Lá fui eu a-correr-a-correr ao site do kobo, continuar a encher o desgraçado de amostras, e não consegui resistir a (mais) uma compra:

A juntar ao Lobo Antunes, ao 'As mulheres casadas não falam de amor', ao último do valter hugo mãe, aos dias da princesa (tudo papel) e aos outros todos de que aqui falei há dias, em formato eletrónico, só ME tenho a dizer uma coisa:
"Não largues a mer... da net, não, que tens leitura até p'ó ano..."

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por Fátima Bento às 13:09



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