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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

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18
Nov08

Regime de faltas: e viv'ó despacho!

Fátima Bento

E pronto, a ministra ontem lá veio esclarecer  o que não fazia sentido nenhum, por isso, os meninos com faltas justificadas já não serão sujeitos aos exames (mas não eram provas de recuperação?), que constam no Estatuto do Aluno. Ou que não constam, pelos vistos a Senhora Ministra acha que não constam, porque  "óbviamente, não faria sentido".

 

Ou seja, que não é a senhora a redigir essas coisas, nós sabemos. Só não sabiamos é que assina de cruz, sem ler, ou que se lê, lê mal: está lá tudo escarrapachadinho, preto no branco!

 

Mas fico contente. O meu pikeno, por exemplo, quando for operado, vai estar 1 mês sem fazer Educação Física, e eu até já tinha falado com a professora sobre o assunto. Já para não dizer que os 10 dias que vai ter de ficar em casa se traduziriam em mais de 60% das faltas que poderia dar nas outras disciplinas.

 

E há casos de crianças com doença crónica ainda mais complicados...

 

Se este país fosse um país onde se pensasse e criassem medidas de apoio antes de decidir, até que não era mal pensado: em alguns estados dos EUA, quem falta por um período longo, tem mais uma ou duas horas de aulas diárias para recuperar a matéria, e quando o professor acha que a criança está apta, faz então um teste. Aqui seria, como eu ouvi "quando o aluno volta às aulas consegue, de alguma maneira, os apontamentos com a matéria que foi dada na sua ausência - eu não sei como, mas eles lá se entendem - e faz o exame".

 

Assim.

 

Lindo!

 

 

Para quem quer perceber bem o índice de burrice do "esclarecimento da ministra", e o óbvio que não era no decreto lei, pode lê-lo aqui, ou então, vá pela 'versão explicada' do ministério aqui.

 

Mas eu facilito: a 'versão explicada', às tantas, reza da seguinte forma:

 

 

"Institui-se, igualmente, a realização de uma prova de recuperação por parte do aluno que atingir um determinado número de faltas, independentemente de as mesmas serem justificadas ou injustificadas, competindo ao Conselho Pedagógico fixar os termos e as condições daquela realização, em moldes tais que seja garantido que o aluno adquiriu as aprendizagens e as competências consagradas nos currículos em vigor".

 

Tudo, óbviamente, um disparate, porque não faz sentido nenhum que os alunos com faltas justificadas tenham a mesma penalização que os outros.

 

Fátima

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