Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

07
Jan09

Ai o frio... maricas!

Fátima Bento

Acabei de me sentir verdadeiramente burra. Pior: uma verdadeira burra cansada e transpirada. Passo a esclarecer.

 

Ai o frio, ai o frio, ai o frio!

 

Hoje, minimo um, máximo sete, em Almada, no PDA do marido.

 

Ora está esta alminha em casa, vidros duplos, aquecedor e gatas coladas as pernas, como se pode ver...

... e às 15:30 lá se decide a despir o robe - polar - o pijama - polar - e enfiar as calças de ganga devidamente aquecidas no aquecedor, mais a camisola de lycra com forro 1/2 polar, mais um pull-over de torcidos que é mais-que-quente, visto o sobretudo, amando-lhe a pashmina vermelha por cima dos ombros, calço as luvas de lã - daquelas de capuchinho, para trás, ficas com as pontas dos quatro dedos de fora, para a frente, parecem luvas de um dedo - e enfio o barrete... dentro da mala, graças à santa!

 

Agarro na carteira, abro a porta da escada, e sinto a diferença de temperatura. Congratulo-me pelo enchourichanço, e desço as escadas, assim um bocadinho apardalada para manter o equilibrio com aquele peso todo no lombo. Para abrir a caixa do correio, puxo os capuchinhos das luvas para trás, e entretanto transponho a porta do prédio.

 

Frescote. Senti frescote - a cebola!!!! - e puxei os capuchinhos para cima dos dedinhos. Desci a rua e entrei no café, cheio de gente e com o ar bem condicionado. Tiro a pashmina e as luvas, lá tomo o meu café, e saio para ir comprar pão. Pois e não é que até achei a temperatura amena - a chouriça! - e como precisava de umas coisas do supermercado, dirigi-me a ele. Que também tinha o ar bem condicionado. Começo a destilar. Passada a caixa, rua com ela, e vamos aos legumes e fruta, tenho de fazer uma sopinha para amanhã, e rebéu-béu - a chouriça está eufórica, julga-se a melhor transportadora do mundo! - e ele são laranjas, e ele são bananas, mais as nabiças, as pêras e o alho francês... ora numa mão um saco com 3 litros de leite e oito yogurtes, mais uma revista, na outra dois sacos com a vegetália... e ainda faltava o pão. Lá vou eu - nesta altura ensopadinha em suor, dirigir-me à boutique de pão, que estava cheia, pois tinha acabado de chegar um carregamento de pão quente, e tinha igualmento o ar bem condicionado. Lá peço, lá pago, lá saio, e uau! agora é que vou para casa! (e como é que aguento até casa com este peso em cada mão - é que além dos sacos, também havia a carteira, que teimava em não se querer fixar no ombro e se instalou numa das mãos...

 

...calma mulher, nice and easy does it!

 

('atão pois does it...)

 

Vou eu atrapalhada, rua fora, c'os c*b*õ*s dos sacos, que mesmo com luvas magoavam as mãos, e poiso tudo no chão, para troca-los de mãos. Lá me organizo, e de repente reparo que falta uma coisa... onde é que está o alho francês? QU'É DO ALHO FRANCÊS, CANUDO? Olho para trás, em slow motion, como nos desenhos animados, ou nos filmes de acção classe B, e eis o alho francês a 50 metros da minha pessoa, com a rama toda esparramada no chão, qual saia de godets... Ah, C***LH*!, pego nos sacos e volto para trás. Agarro no legume e enfio-o no saco mais alto, o mais fundo que posso. Chiça, que eu quero ir para casa! 

 

(isto tudo, alagada de transpiração... com a pashmina a escorregar, e a carteira na mão...)  

 

Chego finalmente a casa, subo as escadas com a correspondencia nos dentes, e mal giro a chave na fechadura, e fecho a porta atás de mim, descasco a cebola até à penúltima camada - a camisola de lycra com interior semi-polar (sim que por baixo dessa ainda havia e há um top térmico), e levo os sacos para a cozinha. Ponho a àgua a ferver para fazer um chá - mas junto-lhe metade de àgua da torneira, que com calor estava eu...

 

Ou seja: enganaram-me. Disseram-me que as temperaturas estavam baixíssimas e não estavam. Eu, que sou a mais friorenta das friorentas cheguei a casa toda transpirada.

 

Tá feito: nunca mais acredito no coelhinho da Páscoa.

 

Fátima

8 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Follow on Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2007
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2006
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2005
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D