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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

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05
Ago09

Eu e a religião - parte 3

Fátima Bento

(vá lá, leiam as primeira e segunda parte pela ordem, sim? Agradecida).

 

E chegou a altura de eu dizer, no meio deste imbrióglio todo, destes nós cegos que me deram na psique, em que é que acredito.

 

Pois bem, eu acredito que a busca de deus é um caminho solitário.

 

 

Não é em grupo, em reuniões mais contidas ou mais expansivas, que temos o silêncio interior que nos deixa entrar em contacto com o nosso verdadeiro eu. E sem entrar em contacto com o nosso eu, sem o escutar, sem separar o importante do acessório, não conseguiremos nunca evoluir espiritualmente.

 

Já aqui o disse, na primeira parte, que há várias formas de o denominar, deus, Espírito Santo, entidade... o que quer que lhe chamemos não interessa. Deus (prefiro chamar-lhe assim, se não se importam), está dentro de mim, de ti... deus sou eu e és tu. Eu sei que é difícil de interiorizar, há leituras, há gurus, há uma serie de ajudas, mas o caminho é profundamente solitário. Trata-se de te descobrires, de te desvendares.

 

Há uns anos fui a uma palestra na minha faculdade, com um monge zen, que foi um imenso previlégio. Aprendi aí que o Zen está para o budismo como filosofia. O budismo segue os ensinamentos,  Zen questiona-os. Todos. não aceita nada como garantido.

 

É essa a minha filosofia de vida. A verdade encontra-se nas questões. nas questões que as próprias vão gerando, quais matrioskas, uma dentro da outra, até que um dia encontras a resposta. E essa resposta é a verdade.

 

Na minha maneira de abordar o meu relacionamento com deus - e há bem pouco tempo consegui dizer esta frase - há tempo, muito tempo, nada de pressa, leio e deixo assentar, o que sinto real aceito, o que não sinto real, entro no processo matrioska.

 

Acredito na reencarnação. Acredito que o ciclo de vida e morte é não só de aperfeiçoamento permanente, como de resolução de situações pendentes, que não só nos podem libertar como libertar os outros.

 

Mais uma vez digo que é um conceto difícil. No entanto, cabe-nos confiar na nossa intuição, e sentir. Tão simples como isso, sentir e confiar no que sentimos.

 

Para quem quiser saber mais, "E o Universo Desaparecerá", e "Your Immortal Reality", Gary Renard

 

Para quem já conhece a temática, "Um curso em milagres", livro de estudo, práticamente impossível de conseguir, difícil de entender. Existe em PDF no português do brasil, e existem "N" grupos de estudo online, é só procurar.

 

Devo ainda dizer, ou reforçar, que esta caminhada tem sido dura e difícil. É muito difícil virar as costas a tanto "lixo", fazer tábua rasa e começar de novo, dando mais que o benifício da dúvida à existência de deus.

 

 

Mas o que sei é que me trouxe paz. Traz-me paz.

 

E eu não peço mais nada.

 

Longo é o caminho que tenho a percorrer. Muito, muito longo. Mas não me assusta.

 

Fátima

 

(fotos tiradas do site www.olhares.aeiou.pt)

 

3 comentários

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    Fátima Bento 06.08.2009

    Precisamente. O budismo é de todas as religiões, a mais próxima da verdade pura, como bem disse, deus esté dentro de nós e somos nós que o temos de encontrar.

    Como referi, a conferência com o Mestre Zen a que assisti, resumia tudo de uma forma tão pacífica e óbvia... Zen, como já disse, é a filosofia subjacente ao budismo.

    Mas acredito piamente (e quem sou eu para dizer isto, mas enfim), que escolheu um excelente caminho para o seu crescimento espiritual.

    B'jinhos grandes,

    Fátima
  • Sem imagem de perfil

    raio-de-luar 06.08.2009

    http://raio-de-luar.blogs.sapo.pt/32902.html (http://raio-de-luar.blogs.sapo.pt/32902.html)

    Foi a pensar nos seus posts!!
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