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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

17
Dez06

Aprovado com distinção

Fátima Bento

           

Fui ao cinema. A dois, sem pipocas. Isto já na passada Terça-feira, mas não consegui ‘postar’ sobre o assunto antes. Aqui a menina queria ir ver o Borat, mas o marido repetia com ar doente - pois, podes crer, os sacrifícios que eu faço por ti, só espero que dês valor, com ar de Dama das Camélias, e um vincadíssimo sentido dramático, tudo temperado com uns olhos de cachorro sem dono… bom, de derreter as pedras da calçada. E funcionou (mas só porque não foi por isso… ele tinha MESMO ido ver o Borat)! Chegada a hora da verdade, aqui a mulherzinha deu com ela com dois bilhetinhos para ver o novíssimo Daniel Craig a fazer de Agente Secreto ao serviço de Sua Majestade. Convencidíssima que ia levar com litradas de testosterona à pressão, e de a meio do filme já estar a rodar o pulso para levar com luz no mostrador a ver quando acabava a coisa, lá me dirigi à sala, a pensar que, no mínimo, no intervalo estava a assaltar o bar atrás do milho popularizado pelos americanos… Agora o que eu não esperava: é que eu cá, hummm, errrrr, cof cof… gostei. Porque para 007 o filme é (bastante) bom.

 

Depois de tanta celeuma devido á escolha de um actor louro de olhos claros, virtualmente desconhecido do grande publico, para um papel de tão pesada herança, e eis senão quando o senhor não só cumpre, como o faz Suma Cum Laude. Digno sucessor de Sean Connery, bate na perfeição o Sr. Roger Moore, e embora eu goste muito do mesmo, também o Pierce Brosnan - que é um belíssimo espécime de homem, mas como actor, já o vi várias vezes a desempenhar o mesmo papel: de… ele próprio. E assim, parece que cada filme dele parece uma sequela… Mas adiante: falava de Daniel Craig e a ele volto; está um fantasticamente verosímil James Bond, já a marcar a tendência da pós-metro-sexualidade, em que os homens se querem sensíveis mas sem ar ‘afemeninado’, cada macaco no seu galho e cada galho para seu macaco. Tal e qual como o new look emprestado ao herói de Sir Ian Flemming.

 

Por isso, senhores, se suspiravam de saudade do primeiro e único Sean Connery, e vetavam a ida ao cinema como um não à mudança, percam o receio, acreditem aqui em moi, e vão espreitar.

 

E as senhoras podem acompanhar os esposos ou namorados, que ali o rapazinho, além de exibir um ‘caparrão’ de revirar os olhos, faz um boneco de derreter corações, e fazer rolar cabeças. Literalmente.

 

No fim, ambos os elementos casal saem do cinema satisfeitos.

 

Vão por mim: é que eu já fui (eheheh…)

 

Bom, me voy.

 

Beijinhos com lacinhos (jingle bells, jingle bells…)

 

Fátima

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