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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

16
Out08

Piada

Fátima Bento

Ainda não actualizei novidades, mas descobri esta piada do gordo no Youtube que tenho de postar aqui.

 

Atenção às pessoas mais sensíveis: diz cu.

 

Depois não digam que não avisei!

 

14
Out08

'Tupitação' ou gripe ou o raio que a parta...

Fátima Bento

Pois é, isto hoje ´tá mau, de cama, c'uma grande qualquer-coisa-algures-entre-a-crise-de-sinusite-a-constipação-e-a-gripe, que quase não me deixa abrir os olhos, tamanha é a dor de cabeça! E febre, off claro, mas baixinha... canudo, detesto ficar doente assim de quase não me conseguir mexer (olha a estupidez: detesto ficar doente de qualquer maneira, duh!)!

 

Daqui a bocado vou ter de ir à farmácia comprar a pílula para a gata (é uma vergonha, mas ainda não está esterlizada...) e aproveito, trago umas gotas para  meu nariz, que respirar só pela boca. 

 

Em suma: um cócó.

 

Arrghhhh!

 

(Não dou b'jinhos, para não ficarem todos "tupitados" como eu...)

 

Fátima

14
Out08

Diário de um cão

Fátima Bento

A passear-me pela blogosfera, (re)encontrei um texto que considero fabuloso, no blogue http://virginiasoares.blogs.sapo.pt/1750.html . Transcrevo-o na íntegra, copy-paste, por isso não sei como vai resultar em termos estéticos.

 

Eu para chorar é um castigo, mas de todas as vezes que o li, fico sempre com a lágrima à espreita...

 

 

Diário de um cão
1ª Semana:
Hoje faz uma semana que nasci! Que alegria ter chegado a este mundo!
1º Mês:
A minha mãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!
2º Mês:
Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito inquieta e com os seus olhos disse-me adeus como que esperando que a minha nova “família humana” cuidasse bem de mim, como ela havia feito.
4º Mês:
Cresci muito rápido. Tudo chama à minha atenção. Existem crianças na casa, são como “irmãozinhos”.
5º Mês:
Hoje castigaram-me. A minha dona zangou-se porque fiz xixi dentro de casa... Mas nunca me disseram onde eu deveria fazer. E como durmo na marquise, não aguentei!
6º Mês:
Sou um cão feliz. Tenho o calor de um lar, sinto-me seguro e protegido... Creio que a minha família humana me ama muito... Quando estão a comer convidam-me também. O pátio é só para mim e eu estou sempre a fazer buracos na terra, como os meus antepassados lobos, quando escondiam comida. Nunca me educam! Seguramente porque nada faço de errado!
12º Mês:
Hoje completei um ano. Sou um cão adulto e os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulhosos devem estar de mim!!!
13º Mês:
Como me senti mal hoje... O meu “irmãozinho” tirou-me a minha bola. Como nunca toco nos seus brinquedos, fui atrás dele e mordi-o, mas como os meus dentes estão muito fortes, magoei-o sem querer. Depois do susto, prenderam-me e quase não me posso mover para tomar um pouco de sol. Dizem que sou ingrato e que me vão deixar em observação (certamente não me vacinaram)... Não entendo o que está a acontecer.
15º Mês:
Tudo mudou... vivo preso no pátio... na corrente... Sinto-me muito só.... a minha família já não me quer... às vezes esquecem-se que tenho fome e sede e quando chove não tenho tecto para me tapar.
16º Mês:
Hoje tiraram-me a corrente. Pensei que me tinham perdoado...Fiquei tão contente que dava saltos de alegria e o meu rabo não parava de abanar. Parece que vou passear com eles. Entrámos no carro e andámos um grande bocado. Quando pararam, abriram a porta e eu desci a correr, feliz, crendo que era um dia de passeio no campo. Não entendo porque fecharam a porta e se foram embora... “Esperem!!!” – Lati. Esqueceram-se de mim! Corri atrás do carro com todas as minhas forças... a angustia aumentou ao perceber que o carro se afastava e eles não paravam. Tinham-me abandonado...
17º Mês:
Procurei em vão encontrar o caminho de volta a casa. Sento-me no caminho, estou perdido e algumas pessoas de bom coração olham-me com tristeza e dão-me de comer... Eu agradeço com um olhar do fundo da minha alma. Porque não me adoptam? Eu seria leal como ninguém. Porém apenas dizem “Pobre cãozinho, deve estar perdido.”.
18º Mês:
No outro dia passei por uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus “irmãozinhos”. Cheguei perto deles e um grupo, aos risos, atirou-me uma chuva de pedras – para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras atingiu um dos meus olhos, e desde então não vejo.
19º Mês:
Parece mentira, mas quando eu estava mais bonito as pessoas compadeciam-se mais de mim... Agora que estou mais fraco, com aspecto mudado... perdi o meu olho, as pessoas tratam-me aos pontapés quando pretendo deitar-me à sombra.
20º Mês:
Quase não me posso mexer. Hoje ao atravessar a rua por onde passam os carros, um deles atropelou-me. Pelo que sei  estava num lugar seguro chamado sarjeta, mas nunca me vou esquecer do olhar de satisfação do motorista ao faze-lo. Oxalá me tivesse morto... Porém só me partiu as pernas. A dor é terrível, as minhas patas traseiras não me respondem e com dificuldade arrastei-me até uma moita de ervas completamente fora da estrada. Não me posso mover, a dor é insuportável, nunca me abandona. Sinto-me muito mal, estou num lugar húmido e parece que o meu pêlo está a cair. Algumas pessoas passam e não me vêem;  outras dizem “Não te aproximes”. Já estou quase inconsciente. Porém uma força estranha fez-me abrir os olhos. A doçura da sua voz fez-me reagir. “Pobre cãozinho, como te deixaram”, dizia. Junto a ela estava um senhor de roupa branca que começou a tocar-me e disse “Minha senhora, infelizmente este cão não têm remédio que o salve, o melhor é que deixe de sofrer”.
A gentil senhora consentiu com os olhos cheios de lágrimas. Como pude, mexi o rabo e olhei para ela, agradecendo por me ajudar a descansar... Senti somente a picada da injecção e dormi para sempre, pensando em porque nasci se ninguém me queria...
 
Retirado de: http://www.sosanimal.com/html/body_diario_de_um_cao.html
 
 
 

 

13
Out08

Desafio

Fátima Bento

Do blogue "Ramo de Cheiros": a Paula deu a volta a um desafio que lhe enviaram, e criou um com o qual não desafia ninguém.

 

Eu aceito o não-desafio (e ainda lhe dou mais duas ou três voltas):

 

5 filmes que marcaram a minha vida:

  • Musica no Coração - o primeiro que vi em sala de cinema, no Tivoli, ainda este era cinema. Montes de vezes, atrelada à minha mãe...
  • E Tudo o Vento Levou - quanto a mim continua a ser "O" filme. Por tudo.
  • Casablanca - obrigatório.
  • My Fair Lady - com a deliciosa Audrey Hepburn a compôr uma Eliza Doolitle de ver e chorar por mais...
  • Funny Face - Fred Astaire, Audrey Hepburn, Paris, moda... "O Diabo veste Prada" de há 50 anos atrás...

5 outros (mais recentes) filmes que marcaram a minha vida:

 

  • Forrest Gump - porque a vida é como uma caixa de chocolates... e não só.
  • A Vida é Bela - a mais bela estória de amor...
  • As Horas - porque me identifico com uma personagem e porque o filme é fantástico
  • Drácula, de Coppola - uma obra prima, em termos de imagem, montagem, e uma estória de amor que o tempo não conseguiu apagar...
  • Love Actually (o amor acontece) - porque me distrai e diverte. E é no Natal.
  • Só mais um: o Mamma Mia, pela pura diversão

5 livros:

  • As Terças com Morrie, Mitch Albom. Uma lição de vida.
  • Meu filho meu Tesouro, dr Benjamin Spock - ajudou-me acreditar em mim como mãe, e foi-e tirando dúvidas ao longo da primeira viagem.
  • O Movimento Slow, Carl Honoré: mesmo obrigatório.
  • Diga Não Aos Seus Filhos, John Rosemond - uma abordagem pedagógica diferente...
  • A Arte De Não Fazer Nada, Vienne & Lennard - além de tudo o mais, é lindo!

Mais 5:

  • O Psicanalista, John Katzenbach - não consegui largar!
  • Os Homens Que Odeiam as Mulheres, Stieg Larsson - pela mesma razão.
  • Sul, Miguel Sousa Tavares - o livro que levaria comigo para uma ilha deserta.
  • Não Te Deixarei Morrer David Crocket, Miguel Sousa Tavares- uma pérola.
  • A Casa Quieta, Rodrigo Guedes de Carvalho - porque sim.

5 Musicas:

  • You'll Be In My Heart, Phill Collins (banda sonora do Tarzan) - amor de mãe...
  • Eternity, Robbie Williams
  • Lost, Michael Bublé
  • My Way, Sinatra
  • Christmas Song, Nat King Cole

5 compositores:

  • Tchaikovski - momentos de boa disposição
  • Bach - quando 'tou blue
  • Michael Nyman - quando apetece
  • Phillip Glass - mas só às vezes...
  • Rodrigo Leão - porque é bom e é português

5 intérpretes:

  • Bublé
  • Sinatra
  • Madredeus
  • Trovante
  • Robbie Williams

Pronto. passo a quem quiser agarrar (vá lá, digam nos comentários se aceitarem, para eu ir cuscar...)

 

B'jinhos,

 

Fátima

 

09
Out08

Ternura

Fátima Bento

Gatoólicos assumidos sem ser eu, logo de inicio. Este video enterneceu-me, e a musica de fundo do Roberto Carlos, cantada em espanhol, encaixa na perfeição.

 

Eu tinha de o postar, quanto mais não seja para o voltar a ver sem ter de procurar no labirintico you tube...

 

 

09
Out08

Nascimento

Fátima Bento

Para quem gosta de gatos, tanto quanto eu, este video é uma ternura. Mas isto de ecografias felinas e partos assistidos...!

 

Gata coisa é outra fina (ou será ao contrário?)

 

Eheheheheheh

 

(liguem o som, que a musica está perfeita!)

 

 

09
Out08

E agora?

Fátima Bento

O mal de me debruçar assim com força naos assuntos que me moem, é que no dia seguinte, fico sem saber bem o que escrever. Parece-me tudo muito levezinho, muito superficial...

 

Acho que vou ter de ir assim à procura de um video, ou coisa que o valha, para quebrar o peso dos dois últimos dias... agora tenho de ir tratar da sopa, mas já resolvo o assunto.

 

Até lá, olhem, de coisas tristes e pesadas, tinha resmas de assuntos, mas, caneco, isto é um blogue que só de vez em quando é que pode ser profundo!

 

Até mais daqui a pouco,

 

Fátima

08
Out08

O que faltava no post anterior...

Fátima Bento

Escrevi, no último post: "Sei que havia muito mais que queria escrever, e tenho a sensação de não ter passado a mensagem que queria..."

 

Pois tinha. E entretanto percebi o que faltava.

 

O post foi assim, digamos, asséptico, certinho, cheio de referências mais de que certificadas, e pronto, estava ali preto no branco o que podia levar alguém a automutilar-se, fosse com cortes, ou com perturbações do comportamento alimentar (que também são uma forma de violação de si próprio, por isso os coloco aqui no "mesmo saco"), das quais até inumerei duas que ainda não estão "medicamente" reconhecidas.

 

Certinho.

 

O problema aqui, é que este blogue não é asséptico. Eu não sou jornalista para ter de ser imparcial - e mesmo que fosse, um blogue TEM de ser parcial. Normalmente defendo as coisas que me incomodam e em que acredito, com as vísceras. Este blogue, a minha forma de comunicar, é fundamentalmente emocional.

 

E embora lhe desse algum enfase, a coisa pareceu-me morna. Informei, mas não enfatizei.

 

E aí é que estava a "falha". Esqueci-me de dizer com mais veemeência que:

 

* o que provoca este tipo de comportamentos é um sofrimento incomensurável;

* é mesmo um grito de socorro que tem de ser atendido a tempo, sob risco de ser tarde de mais;

* não se deve nunca culpabilizar - já chega o que a/o levou a assumir esse comportamento;

 

 

Acredito que a nossa sociedade está doente, e que em nome de telemóveis topo de gama, plasmas, computadores XPTO, carros do ano, se corre atrás de dinheiro, dinheiro com que depois os nossos filhos são barrados como se fossem torradas com manteiga dos dois lados, sob a forma do mesmo que corremos atrás, IPods, IPhone's, PSP's, PS3, tudo aquilo que antes de pedirem lhes pomos nas mãos, como forma de minorar a nossa ausência, a nossa demissão da responsabilidade que deviamos ter assumido quando decidimos pô-los neste mundo.

 

E rodeados de desatenção por todos os lados, o que os faz sentir pequenos e insignificantes aos olhos daqueles que lhes deviam conceder o respeito e a atenção que merecem, ao invés de os encher até à medula de coisas que não lhes fazem falta, eles quebram. E caem no abismo. Da não auto-estima, do auto-desprezo, do que acreditam ser a sua pequenez. E fazem da sua vida uma roleta russa, porque se acontecer alguma coisa grave, pode ser que reparem neles... ou quando já nem nisso acreditam, jogam o mesmo jogo, perdidos na sua insignificância , mendigando atenção com filhos da puta que os/as usam e deitam fora, com drogas... e tentam controlar a última coisa que conseguem, seguindo o mesmo caminho auto destrutivo que traçaram.

 

Porque sentem que já não têm nada a perder.

 

E que a vida dói, e que a vida pesa, e que era tão bom apagar a luz de vez.

 

Claro que não estou aqui a defender que se juntem ao meu clube e desistam de "tudo" o resto para se dedicarem à familía, mesmo quando a TV não seja um plasma, nem um TFT que o telemóvel já tenha visto melhores dias, e que o cabaz de compras seja 2/3 composto por marcas brancas. E que o carro não seja do ano, e que equilibrar o orçamento seja um número de equilibrismo no arame, com uma barra de 3 metros.

 

"Basta" estabelecer prioridades - e as deles estão sempre à frente das nossas - e dar-lhes a atenção que lhes é devida, e estar sempre disponível para lhes dar colo e um beijinho no joelho esfolado, mesmo quando já são muito maiores que nós.

 

Para acabar, e passo a inconfidência, que eu sei que a minha amiga vai perdoar, conto o caso que se passou com uma amiga e a filha.

 

Todos sabemos dos punhos que os miúdos usam, tipo aqueles do ténis, nos pulsos, mais acima, mais abaixo, mas com desenhos, e logos de bandas. A minha amiga estava no quarto, quando a filha se apróximou e sentou na cama, segurando algo embrulhado num lenço, na mão. "Preciso de falar contigo". A minha amiga parou o que estava a fazer, e sentou-se na cama ao lado da filha. "Eu ando muit'a mal..." e desfez-se em lágrimas. Depois removeu o punho e mostrou-lhe um corte no braço " e levei isto para a escola, para fazer mais, mas não fiz", enquanto mostrou a gilette dentro do lenço. A minha amiga diz que paralisou por dentro. Sabia que algo estava errda, já a tinha sondado, e andava com os "radares" todos ligados... Falou com a filha durante duas ou três horas, as que foram necessárias, e no dia seguinte levou-a ao médico. Acabou por lhe ser diagnosticada uma depressão, receitado um anti-psicótico ligeiro, que tomou durante 3 meses,  Não teve recaídas, mas continua a correr para o colo da mãe quando a alma lhe dói. E a mãe continua a dar-lhe o apoio que ela necessita.

 

É uma estória com final feliz. Eu não sei se teria a presença de espírito que esta mãe teve, a calma, a atitude certa e atempada. Só me resta esperar que sim.

 

E pronto, era isto que faltava no post de ontem: a raiva, o desassossego, a ângústia que este tema me provoca.

 

E que ninguém diga à minha frente que "eles com estas idades, sabem lá o que é sofrer"...

 

Infelizmente sabem. Melhor que muitos adultos...

 

Fátima  

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