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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

10
Ago09

Disciplinas

Fátima Bento

Eu costumo achar que o mundo se divide em pessoas-que-gostam-de-gatos e pesoas-que-gostam-de-cães. E não me venham cá com tretas, que quem gosta de ambos, gosta sempre mais de um.

 

Já no que diz respeito a crianças, ou a formas de disciplinar crianças, oscilamos entre o "cá para mim estavas a levar uma galheta com força que era para ver se gostavas", dirigidada a um pai ou mãe que no hipermercado levanta a mão a uma criança cansada - o problema não é bem o levantar, é mesmo mais o baixar e a violência com que o fazem... - em pensamento, claro... e o "havias de ser meu filho para ver como elas te mordiam" quando observamos o comportamento permissivo e a bonomia com que alguns pais reagem à má educação dos descendentes.

 

Ora vem isto a propósito do meu querido afilhado. Este fim-de-semana o Tomás foi com a minha irmã, cunhado e respectivos netos para a quinta de Salvaterra.

 

Tenho de abrir aqui um parentesis - nós costumamos ir lá umas 3 vezes por ano, e quando o puto tinha dois anos, a primeira coisa que ouviamos era: "cuidado com os telemóveis, ponham-nos alto, senão o puto atira-os para a piscina". Lá nós punhamos os ditos nas alturas, e realmente, nosso nunca foi parar nenhum dentro de agua.

 

Acontece que neste momento a criancinha - lindo, loiro de olhões azuis - já vai a caminho dos 5 anos. E este fim de semana, tendo o meu puto recebido uma chamada e posto o telemóvel ao lado dele, na toalha em que estava deitado, ouviu: "olha, tenho o teu telemovel!" NÃO!!!!, gritou o Tomás enquanto se punha em pé e levantava vôo atras dele para impedir a tragédia... debalde. Acto continuo, atira-se, a deslizar (só de pensar nisso até me arrepia!) para o rebordo da piscina, enfia-se de cabeça e braço esticado... mas não o conseguiu apanhar antes de tocar no fundo. A prima, irma do "terrorista", que estava na altura a nadar, lá mergulhou e lho trouxe.

 

Desmontaram logo o aparelho, para os componentes secarem - por experiência própria, que já tinham ido parar ao fundo da piscina o telemóvel do avô, da avó, da tia, e da mãe. E além disso, o ano passado quando lá foram os primos de França, como a piscina estava longe do local onde apanhou o telelé, foi até à casa-de-banho e além de o mergulhar na sanita, ainda puxou a água...

 

Ora pronto: o aparelho do meu pikeno acabou de secar hoje aqui na marquise, e está a funcionar na perfeiçao. Ele esta com o corpo todo esfolado, ferido numa anca - as lajes do rebordo da piscina são de acabamento tosco e árido, e ele raspou em velocidade...  ninguém desinfectou aquela m*rd@ com betadine, ninguém aplicou um creme tipo halibut, ou coisa que o valha... não. Entrou em casa como se tivesse acabdo de cair na escada.

 

Mas o mais chocante e que a criancinha ja repetiu a gracinha 5 vezes - 6 se contarmos com a da casa de banho. E qual é a reacção dos avós? Duas ou três palmadas no rabinho, e vai para o canto.

 

Ora e aqui entra a esperteza saloia que todos temos... atenção que eu nunca bati aos meus filhos, excepção feita, uma vez a cada um, sendo que o Tomás, da única vez que apanhou, por me faltar ao respeito, levou um estalo. Sim, um estalo na cara.

 

OH qu'hórror!

 

Yá, ele tinha 9 anos, está com 13: nunca mais precisei tão pouco de ameaçar.

 

No caso do meu pequeno afilhado-terrorista, a situação a resolver-se, era da mesma forma: um estalo. Não era preciso deixar marca - credo, vala-me deus, e não é ironia - mas presumo eu que lhe daria a ideia que tinha ultrapassado todos os limites.

 

E para grandes males, grandes remédios!

 

Enfim... treinadores de bancada, somos todos...

 

B'jinhos,

 

Fátima

10
Ago09

Ainda estou mole cu'más papas...

Fátima Bento

E é que hoje não fiz népia. 'Tou muito cansada, e não fiz nenhum - fazer fiz, aquele exame em que só tive 5 dias para estudar... aiaiai, mas já passou, canudo, e não volto a passsar por isto! Irra!

 

Por isso apetecia-me assim escrever qualquer coisa fantástica, mas... nepes. Na minha cabeça, só mesmo o som do silêncio...

 

Pronto, tenho aqui dois livritos novos de Elizabeth Edmondson, "Uma Villa na Itália"

 

 

e "A Arte de amar"

 

 

- dos tais que só mesmo nas férias é que leio... e agora que já arrumei o livro do Código da Estrada na estante, vou começar a ler um deles - acho que vou começar pela "Villa", que a "Arte" não me atrai tanto... pode ser que sim , depois de conhecer a autora.

 

Claro que há assim duas ou três dúzias de livros que comprava, se pudesse. Mas pronto. Estas férias ainda vou ter "Alice do outro lado do espelho", de Lewis Carroll, e "Os Cus de Judas", do Lobo Antunes. Final do mês, vou pré-comprar o novo do Dan Brown, "The Lost Symbol" , disponível a partir de 15 de Setembro, na lingua original.

 

Voilá um post que não interessa nada.

 

Dormi, sim, a minha sesta, a Mia foi a correr deitar-se ao meu lado, e foi vê-las, uma a dormir para cada lado...

 

Mas, canudo, precisava mesmo de descomprimir... agora vou aqui à frente comprar meio frango para o jantar do puto, que cozinha hoje, só se for para fazer Nestum...

 

Bahhhh... tou mole...

 

B'jinhos,

 

Fátima

10
Ago09

Vejam MESMO este video

Fátima Bento

 

O video não e novidade… mas nesta altura do ano, em que há tanta gente a abandonar animais, vem mesmo a propósito…
 
E se calhar a melhor altura para sensibilizar as pessoas, não e agora… mas no Natal, e  roda das festas de aniversario, mas como nessas alturas as pessoas ficam ceguinhas e perdidamente apaixonadas por aquelas coisinhas pequeninas e fofinhas, e que se esquecem que crescem…
 
 
B'jinhos,
 
Fatima
 
(mais uma vez, os acentos, deve ser um bug aqui do pc... a ver se o marido ve isto logo... quando teclo, em vez de um saem dois...)

10
Ago09

Ora vou ali e ja volto...

Fátima Bento

Eu sei que ando a dever respostas... e responderei sem falta... agora vou so ali a cozinha fazer uma tigela de Nestum com Mel, com a consistencia certa para assentar tijolos, e vou bater uma sorna, que tou assim a modos que mole c'um'as papas.

 

Ah, ja me esquecia...

 

 

PASSEI!!!!!!!!!!

(agora so falta o exame pratico.)

 

Yess!

 

'te logo!

 

B'jinhos,

 

Fatima

 

(a falta de acentos deve-se aum qualquer erro que o batraquio esta a acusar neste momento. Pela minha parte, sorry...)

 

09
Ago09

Ai as calinadas qu'esta aqui dá...

Fátima Bento

Ás vezes armo-me em esperta... e tóóínnn!!!!!

 

Passou-se o facto de seguinte modo:

 

A Arguida aqui presente, .... Fátima... ... ... Bento ligou para o atendimento a clientes da empresa Nespresso, propriedade na Nestlé Portugal, no dia 5 de Julho alegando ter recebido uma SMS alertando-a para o facto de que a tranferência no valor de €50 relativa à promoção de compra da sua máquina de marca Krups, modelo CitZ, teria sido efectuada. A arguida não tendo encontrado tal valor nos movimentos da sua conta bancária a partir da data da SMS, quis saber quanto tempo levaria a efectização da transferência, ao que lhe responderam que, consoante o banco, poderia levar de 24 horas a quatro dias, pelo que aguardasse um pouco mais.

 

A mesma aguardou, tendo ligado mais duas vezes, em que recebeu informações contraditórias, e no dia 30 de Julho voltou a ligar, ao que a Assistente lhe disse que a informação que tinha vindo do banco alegava que a trânferencia já tinha side efectuada. Ora, a arguida "passa-se da marmita",para usar as suas expressões, põe-se em "bicos de pés na zona do calcanhar do seus sapatos novos" (que convenhamos, lhe dá altura mas deve deixar a dever muito ao equilíbrio...) e puxa dos direitos do consumidor, e do apoio que uma empresa como aquela tem de dar aos clientes, uma vez que no espaço de práticamente um mês ela teve de ligar quatro vezes para a empresa, não tendo esta feito qualquer tentativa de contacto. A arguida estava "tão passada, tão passada" (palavras ma mesma) que chegou a dar 72 horaas para a solução do problema, ou comunicaria o assunto à ASAE.

 

Quando desligou o telefone, a arguida voltou a verificar os movimentos da sua conta bancária, desta vez recuando ao mês de Junho e verifica que a transferência foi efectuada no dia 23 do mesmo, 10 dias antes de receber a SMS! Acto continuo, liga para a assistência ao cliente da nespresso, solicita o contacto com a mesma assistente, explica o sucedido e pede muita, muita (mesmo muita, segundo a arguida) desculpa.

 

Assim, e pelas provas e testemunhos ouvidos neste tribunal vai a arguida em liberdade e paz, com a advertência que para a próxima não trepe tão alto, que ainda parte uma perna...

 

- agora dizei-me lá quem, mas quem é que ia procurar a trânsferência nos dias anteriores à recepção da sms? Mas lá que fiquei muito, muito incomodada com a situação, fiquei. Mas acho que me saí bem dela com o pedido de desculpas...

 

Podem rir, que a ideia é mesmo essa, o tribunal foi só uma brincadeira.

 

B'jinhos,

 

Fátima

07
Ago09

Pois e estas são as últimas

Fátima Bento

... e digamos que estou assim um bocadinho nervosa, a hiperventilar e essas bodegas todas. E não tenho razão para isso. Acho eu...

 

Então é assim, na quarta feira de manhã, apareceu-me à porta o meu instrutor de condução - sim que esta carta mais parece a capela inacabada, canudo - com uma cópia do fax que o IMTT enviou a marcar-me o exame de código. Dia 10. Porreiro, pensei, faço as férias e depois aproveito os primeiros 10 dias de Setembro para estudar, já que a DGV (actual IMTT) sempre fechou em Agosto.

 

"ATÃO" NÃO?

 

Quando o Vitor chegu a casa, entregou-me o papel, que eu tinha deixado onde costumo deixar a correspondência e AHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!

 

É 10 de Agosto!!!!!!!!

 

Segunda feira!

 

Já fiz dois exames de código, e em ambos passei à primeir a- eu depis explico porque é que vou fazer o terceiro, perguntem nos comentários que eu respondo, mas NÃO PENSO NO ASSUNTO PR'AÍ HÁ UM ANO!

 

Há coisas que a gente não esquece, mas há muitas que não interessam nada, por isso entram a cem e saem a quinhentos. Digam-me lá o que é que me interessa saber qual a velocidade máxima que um tractor com reboque pode atingir dentro das autoestradas? Aliás, eu nem sei se tractores com reboque podem circular nas autoestradas!

 

Errado - agora vai ter de me interessar.

 

Por isso, está aqui esta alminha de "estôgamo" às voltas e intestinos desregulados, ai jesus, ai jesus, ai jesus.

 

Mas eu sei que na segunda ao meio dia estarei passada.

 

(não estudes não!...)

 

E vai de fazer testes a metro, que é como eu aprendo melhor, com o livro ao lado para tirar as dúvidas...

 

E depois, dá-me um sono - isto sou eu a querer fugir... o que vale é que há ali dentro muita cápsula. E se for preciso, o Lidl aqui em frente vende Red Bull.

 

Ah canudo, qu'eu vou-m'a eles e rasgo-os todos! (esta frase aqui não se aplica, pois não? )

 

(Cala-te, mulher, e vai fazer testes!)

 

Ok.

 

Eu vou.

 

B'jinhos,

 

Fátima

05
Ago09

Eu e a religião - parte 3

Fátima Bento

(vá lá, leiam as primeira e segunda parte pela ordem, sim? Agradecida).

 

E chegou a altura de eu dizer, no meio deste imbrióglio todo, destes nós cegos que me deram na psique, em que é que acredito.

 

Pois bem, eu acredito que a busca de deus é um caminho solitário.

 

 

Não é em grupo, em reuniões mais contidas ou mais expansivas, que temos o silêncio interior que nos deixa entrar em contacto com o nosso verdadeiro eu. E sem entrar em contacto com o nosso eu, sem o escutar, sem separar o importante do acessório, não conseguiremos nunca evoluir espiritualmente.

 

Já aqui o disse, na primeira parte, que há várias formas de o denominar, deus, Espírito Santo, entidade... o que quer que lhe chamemos não interessa. Deus (prefiro chamar-lhe assim, se não se importam), está dentro de mim, de ti... deus sou eu e és tu. Eu sei que é difícil de interiorizar, há leituras, há gurus, há uma serie de ajudas, mas o caminho é profundamente solitário. Trata-se de te descobrires, de te desvendares.

 

Há uns anos fui a uma palestra na minha faculdade, com um monge zen, que foi um imenso previlégio. Aprendi aí que o Zen está para o budismo como filosofia. O budismo segue os ensinamentos,  Zen questiona-os. Todos. não aceita nada como garantido.

 

É essa a minha filosofia de vida. A verdade encontra-se nas questões. nas questões que as próprias vão gerando, quais matrioskas, uma dentro da outra, até que um dia encontras a resposta. E essa resposta é a verdade.

 

Na minha maneira de abordar o meu relacionamento com deus - e há bem pouco tempo consegui dizer esta frase - há tempo, muito tempo, nada de pressa, leio e deixo assentar, o que sinto real aceito, o que não sinto real, entro no processo matrioska.

 

Acredito na reencarnação. Acredito que o ciclo de vida e morte é não só de aperfeiçoamento permanente, como de resolução de situações pendentes, que não só nos podem libertar como libertar os outros.

 

Mais uma vez digo que é um conceto difícil. No entanto, cabe-nos confiar na nossa intuição, e sentir. Tão simples como isso, sentir e confiar no que sentimos.

 

Para quem quiser saber mais, "E o Universo Desaparecerá", e "Your Immortal Reality", Gary Renard

 

Para quem já conhece a temática, "Um curso em milagres", livro de estudo, práticamente impossível de conseguir, difícil de entender. Existe em PDF no português do brasil, e existem "N" grupos de estudo online, é só procurar.

 

Devo ainda dizer, ou reforçar, que esta caminhada tem sido dura e difícil. É muito difícil virar as costas a tanto "lixo", fazer tábua rasa e começar de novo, dando mais que o benifício da dúvida à existência de deus.

 

 

Mas o que sei é que me trouxe paz. Traz-me paz.

 

E eu não peço mais nada.

 

Longo é o caminho que tenho a percorrer. Muito, muito longo. Mas não me assusta.

 

Fátima

 

(fotos tiradas do site www.olhares.aeiou.pt)

 

05
Ago09

Eu e a religião - parte 2

Fátima Bento

(aconselho vivamente que leiam primeiro o post anterior, para seguir a sequência lógica com que foi escrito)

 

Pois então, aqui vai ao detalhe, a minha análise das top 3

 

3 - Maná

 

Acho mais aceitável considerá-la uma seita que uma religião. Requerem, tal como a Iurd, o dízimo, e à conta disso, o pastor Tadeu, fundador da coisa, que jurava a pés juntos que o irmão se tinha curado de Sida pelo poder da fé (sim, que eles apoiam a  supressão de medicaentos), viaja num confortável jacto particular. Realizam simplistas rituais de exorcismo, logo a seguir a uns cânticos e orações que põem gente a gemer, a uivar, e a rastejar qual serpente pelos corredores. Esses rituais que basicamente consistem na imposição de mãos sobre o testa e cabeça do possuído, dizendo "em nome de jesus os teus pecados estão perdoados", e vai de empurrar a pessoa para trás onde estão dois ajudantes para amparar a queda. Comigo não resultou; era ele a fazer força para a frente, e eu a fazer força para a minha frente. Lá me tiveram de deixar regressar ao meu lugar, a contragosto.

 

Como a minha mãe era uma "escolhida" (segundo a própria) fazia esses mesmos exorcismos em casa, à minha pessoa. Houvesse pachorra! Quando ela me agarrava nas mãos e me dizia "eu sei que não és tu a falar" só me apetecia dar uma de Linda Blair e vomitar-lhe verde para cima. Ao que se seguia, de Bíblia na mão "sai de dentro dela espírito maligno!", e vai de ler passagens da Biblía (e ó senhores que não há pachorra!) e orar em voz alta.

 

Como é que me safei disto tudo? Criei um cantinho seguro meu, e mudei-me para lá. Visto de fora, estaria louca, mas não, tudo o que se passava, passava-se do outro lado do espelho, não me magoava. E num momento lúcido, escrevi à direcção da Maná, pois que além de contar o que se passava, tinha vontade de me suícidar, o que é demais é demais.

 

Tempos depois recebi a resposta, que me dizia que a minha mãe era um "lobo em pele de cordeiro", e que o que ela fazia era iníquo. Et voilá, mais uma religião à qual nunca mais comparecêmos.

 

2 - Testemunhas de Jeová

 

Pois e que tenho um ódio de estimação por esta. Sou a única (somos, os quatro) da família mais próxima, que não professamos tal isso. O meu pai respeita, ás vezes até falamos muito de fugida de questões que a bíblia aborda, e que conheço de cor, mas ele não puxa o elástico, para as calças não lhe ficarem curtas...

 

Depois de engravidar da Inês, e porque achei que devia isso ao meu pai, comecei a estudar a Bíblia; e este é mesmo o lado bom da coisa, passei a poder falar dela por saber o que lá diz. Cultura não ocupa espaço, e 8 anos dão imensa cultura. Quando acabei com a coisa, já não havia muito que aprender, a literatura em que se apoia é mais do mesmo, o "conhecimento" funciona em círculos numa lavagem cerebral quem tem tanto de pouco sofisticada como de eficaz. As revistas trazem sempre os mesmos temas e, são em português do brasil... que os fiéis usam no seu dia-a-dia.

 

Mau, mau, é o que se passa nos bastidores... é tudo escondido, os erros dos fiéis, nomeadamente em relação aos não fiéis é coberto por um manto da invisibilidade que desmente quem faz qualquer alegação. Conheço um casal que já não vive junto há um ano, porque ele não consegue viver com o feitio dela, que exige-lhe metade das rendas do património, não lhe faz a comida, não lhe lava a roupa, não lhe passa a ferro, e ninguém sabe de nada. Continuam a ir ao Salão juntos, e inclusivé, se ela quer sair, telefona-lhe e ele leva-a aonde ela quiser.

 

 

1 - Igreja Católica Apostólica Romana

 

Comecêmos no começo: a igreja não foi fundada, ao contrário do que diz na bíblia, sobre Pedro; o cristianismo foi legalizado e apoiado fortemento por Constantino I, que criou os seus filhos e família como cristã, tendo inclusive decretado o domingo como dia de descanso, não pr ser "o sétimo dia, e no sétimo dia Ele [Deus] descansou", mas porque este era o "dia do Sol" - uma reminiscência do culto de Sol Invictus. ( Para mais informações, leia aqui) E o Natal ser a 25 de Dezembro, não foi também, casualidade..." o dia 25 de Dezembro foi adoptado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao 'nascimento do deus sol invencível', que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude" (in wikipedia)

 

De qualquer forma, independentemente das raízes da mesma, existe algo que me deixa assim assanhada como um gato acossado: que tantos biliões de pessoas se guiem pala Bíblia como sendo O livro da verdade, quando este foi montado pela igreja de Roma, quando evangelhos foram destruídos, outros alterados, para servir a um bem maior, o poder dessa mesma igreja de Roma. Evangelhos descobertos mais tarde, por estarem escondidos - caso do evangelho de Tomé - foram apelidados de Apócrifos (não autênticos) e arrumou-se assim a questão.

 

Pergunto-me quantos evangelhos "apócrifados" estarão nas caves do vaticano.

 

Não posso por isso, honestamente respeitar uma religião assente sobre bases falsas.

 

 

 

E a seguir, postarei aquilo em que acredito. Preparem-se.

 

Fátima

 

05
Ago09

Eu e a religião - parte 1

Fátima Bento

Por princípio, não considero correcto denegrir religiões: primeiro, porque elas servem ao propósito de cada um de se apróximar de deus, sob a forma que lhe der, seja uma entidade, um espírito - o Espiríto Santo - ou um ser que, segundo o Genesis, ao ter criado o homem à sua imagem e semelhança, terá uma imagem em tudo semelhante à do homem, um velho de barbas. Chamem-lhe Javé, Yavé, Jeová, considerem-no uma ela, um ele, tudo isso é um direito do indivíduo se encontrar a si próprio, e tentar responder áquelas preguntas existênciais que todos temos. E cada um escolhe o caminho que decide - afinal de contas, é nisto que consiste o proclamado "Livre Arbítrio".

 

Portanto, gostava que isto ficasse claro: nada do que vou aqui relatar, ou sobre o que vou opinar é feito de ânimo leve; sei que as religiões são compostas por pessoas, e que em meio a tantos falsos "fiéis" existem algumas crituras de bom coração, que tentam de facto fazer o melhor pelo próximo, em boa fé.

 

Mas eu não posso ficar indiferente, depois deste discurso politícamente correcto, a todo o podre que se esconde nos bastidores da maior parte das religiões.

 

Em miuda ía à missa com a mãe, ao Sábado, às 19:00h. Metia-me impressão aquela parte em que é suposto beijar as pessoas à nossa volta, enquanto essas pessoas quando se cruzavam na rua, nem um bom-dia trocavam. Mas não era nada que me perturbasse por aí além.

 

Entretanto, a senhora decidiu-se por estudar a Biblía com as Testemunhas de Jeová. Ainda teve umas quantas conversas com o pároco da paróquia que frequentávamos, comparação de textos bíblicos da "Tradução do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová", e da "Bíblia Sagrada". Nunca consegui perceber muito bem a ideia, já que denfendem que a Bíblia é só uma, qual é a a ideia de encontrar contradições??

 

Entretanto, aos 12 anos, tive o meu primeiro episódio registado de depressão major. O médico, que já tinha tratado a minha mãe, relutava em medicar-me - os problemas eram fundamentalmente psicológicos, provocados por ela, e ele sabia. Na altura a Psicologia não era bem vista (e hoje ainda não é como deveria) e a coisa funcionou um bocadinho "pé na bola e fé em deus" com as coisinhas mais fracas que ele descobria nos pontuários médicos - quando eu aos 6 anos tomava Valium 2, obrigado mãe - e na esperança em que a senhora não tivesse grandes crises - grande estúpido, as crises da minha mãe eram permanentes, e pioraram com a idade...

 

No entanto, e porque valia tudo menos admitir que haviam ali problemas que ela podia estar a causar, começou a roda viva. Ele foram "santinhos" (que me apalpavam por baixo das saias), "santinhas" que arrotavam que era um despropósito, e defumar em casa com insenso em pó, e rezar o credo em cruz nas minhas costas, tantas vezes que eu ficava sem posição de estar... e depois foi um médico espanhol, cabrão (desculpem, mas ou digo isto ou pior) de um pedófilo, que logo na primeira consulta me apalpou por baixo das saias, e me manipulou genitalmente - se tivesse havido segunda consulta não sei o que o FDP tinha feito... vim de Badajoz ao Seixal a chorar. Óbviamente, não voltámos, embora eu nunca tenha dito o que se passou.

 

Mas a saga ainda ía no início... seguiram-se os Espíritas - que juro, de todos, foram aqueles de quem me senti mais próxima e menos ameaçada, que só duraram até dizerem à minha mãe que o meu mal vinha dela - nunca mais lá metemos os pés. Enquanto isto, fomos conhecendo, e recebendo em casa os mórmons, conhecêmos protestantes, adventistas, Manás - estes últimos são um prato cheio, minha gente!

 

A minha mãe acabou por estacionar-se nas Testemunhas de Jeová, um pouco, presumo eu, do cansaço da procura, e outro muito, pela admiração que lhe conferem - ela tem a capacidade de responder a uma pergunta de sim ou não com um minímo de 50 palavras, e muitos dos "irmaõs" confundem isso com erudição, inteligência ou cultura. Yá.

 

- mas atenção que a senhra é mesmo inteligente. É, é doente.

 

Ou seja, resumindo e baralhando, virei ateia. Com toda a força, nem dava qualquer abertura ao agnosticísmo.

 

Ou seja, posso debruçar-me sobre duas religiões - não sei até que ponto a Maná pode ser considerada religião - que foram as que me marcaram mais. Ok, três.

 

Já a seguir, num post perto de si.

 

Fátima

05
Ago09

Aiai, dodói

Fátima Bento

Vocês lembram-se dos sapatos "extrórdinários" que eu comprei na Zara, e que disse que havia de aqui botar foto?

 

Ei-la:

 

 

 

Pois.

 

Se há coisa que a minha provecta idade já me deveria conceder era juízo... quem é que não sa be que na Zara, quanto mais belos os calcantes, maior a tortura? Digamos que a coisa está assim proporcional: quanto maior a beleza, maiores os estragos.

 

Por isso, ontem calcei os meus lindos sapatos, para ir com o Tomás ao hospital. Depois fui a Worten trocar o MP3 da miúda (e não é que o deixou cair na sanita - ó gaja, seca com a secador! - e o gajo, nem pio. Pronto, comprado há 48 horas, lá vou eu à worten dizer que já ia assim sem pio. Yá, o tecnico pegou nele, veio ter connosco e disse: isto com a bateria um nadinha carregada ia lá... tóóóínnn!), e logo a seguir à Moviflor, ver uma estantes para pôr as minhas centenas de livros no meu quarto. Aí, lá comecei com nauseas das dores nos pés (aguenta, melher, que ninguém te mandou armar aos cucos...). Depois ainda passámos na Max Mat - e aí já só me apetecia deitar no chão e dizer que tinha morrido.

 

De volta para casa. subi as escadas de sapatos na mão. Calcei uns flip-flops, e só tive coragem de ver a desgraceira tarde da noite... lá tive de usar o alicate de cúticulas para cortar a pele da bolha rebentada do dedo grande do pé esquerdo: a do direito já tinha saído. Com duas rodelas em carne viva, lá tive de fazer um curativo...

 

 

Pézinhos tão bem "amanhadinhos"... e, acreditem, os curativos não estão exagerados...

 

Aiaiaiaiai...

 

Fátima

 

 

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