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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

07
Abr11

Da vinda do FMI ou o atrazo na comunicação deveu-se ao sapo que não lhe passava na garganta, foi o que foi...

Fátima Bento

E eis senão quando o meu post anterior se parece com o IPad: ainda quem o comprara não sabia bem trabalhar com ele, e este ficou obsoleto com a saída da versão 2; e é isso mesmo: ontem ao início da noite, o post passou a parecer ficção.

O que é que eu acho? Já aqui tinha defendido o pedido de ajuda externa. Está também implícito no post anterior que, não só precisamos do FMI, como precisamos DESESPERADAMENTE. Agora se va ser um mar de rosas? Não, vamos, sem sombra de dúvidas, comer o-pão-que-o-diabo-amassou.

Mas ontem, pelas 20:00h, fiquei, pela primeira vez em meses (com um escalar de angústia aflitivo na última semana), tranquila. E antes de adormecer, descobri em mim algo que pensei não haver maneira de voltar a sentir em reação ao nosso país: esperança. Esperança que daqui a cinco anos já se respire. E que daqui a dez já se consiga recomeçar a viver.

 

O que esteve mesmo mal? Que tivessem demorado tanto tempo a dar este passo, que deveria ter sido dado em Outubro, aquando da apresentação do Pec3, perdão, da implemantação-de-medidas-de-caracter-urgente-que-faziam-parte-do-orçamento-de-estado-a-entregar-à-posteriori. Porque qualquer papalvo que conseguisse somar 2+2 chegando ao resultado 4, poderia antever o resultado deste circulo vicioso de pedir-empréstimos-para-pagar-empréstimos. A coisa vai andando, mas em bola de neve, e um dia, inevitavelmente, spalsh! E pronto, eis-nos no fundo do poço.

 

Assim, o único caminho é para cima, mas que ninguém tenha ilusões: vai ser a doer. A doer a sério.

 

A diferença, pelo menos como eu a vejo, é que, com a fiscalização apertada do Fundo, o nosso dinheiro vai MESMO para onde é suposto. MESMO. E até aqui nada me consegue convencer que ia. E isso, a suar que nem camelos, e a engolir sapos, pelo menos isso podemos tomar como certo.

 

 

Temos então, reafirmo, a agradecer cada dor que poderia ter sido menor, ao Eng.º Sócrates.

 

 

Porque se em Outubro ainda haveria hipótese de disponibilizarem alguma morfina...

 

- agora não há dinheiro nem para Ben-U-Ron.

 

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