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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

17
Jul11

Post com quadradinho azul no canto superior esquerdo

Fátima Bento

 

 

 

i.e., Dedicado Especialmente a Gajos Casados Com a Mesma Gaja Assim a Modos Que Há Mais de Dezassete Anos

 

Ó gajos: elas mudaram muito, nos últimos 199 meses, ou assim uns 6041 dias, vulgo umas 144 980 horas, give or take quaisquer minutos? Mudaram assim para o bué, mesmo muito bué?

 

E vocês?

 

Acham qu'elas, feitas parvinhas, ainda acreditam que vocês lhes vão trazer flores de quando em vez, lhes dar os parabéns no dia de aniversário dos rebentos, que vão fazer surpresas deliciosamente tolas, daquelas à filme lamechas, que vão desatar a dançar com elas no meio da rua, mandar sms a dizer que vocês são a mulher da vida deles, e tutti? Vocês acham qu'as gajas que estão casadas com vocês há 199 meses, ou 6041 dias, assim a modos que umas 144 980 horas ainda acreditam que vocês as vão abraçar apertadinho e sem razão e dizer que as amam, e que precisam delas como da luz do sol, e 'que lhes querem como querem/às pedras brancas do sal'?  

Mas vocês, ó gajos casados há 199 meses, i.e., 6041 dias, ou 144 980 horas acham qu'elas 'ind'acreditam no pai natal, na fadinha dos dentes, e no coelhinho da pascoa?

 

ENTÃO PORQUE PORRA é que não conseguem perceber que quando as gajas que estão casadas com vocês há esse tempo atrás enunciado, quando 'táo c'a macaca e vos informam que não se sentem bem, querem:

  • compreensão - Fónix, eu não sei porque é que ela 'tá assim, mas prontx... - ou
  • que as deixem estar, não é preciso miminhos, beijinhos nem abraços (apesar delas até nem se importarem assim muito...) mas se as deixarem estar a sentir-se as últimas criaturas do Universo SEM ajudarem a fazê-las sentir as últimas criaturas do Universo - capice? - elas até agradecem...
  • que vocês regulem o potenciómetro por forma a não aumentar a dor-de-cabeça que geralmente acompanha estes dias-de-cão...
  • (qu'a porra!), que fiquem ceguinhos (salvo-seja) e façam vista grossa ao-que-está-onde-não-devia ou não-está-onde-devia - é que elas nem querem que vocês as ponham como deve ser, 'tão a ver (não que se importassem muito, mas prontx), só que vocês fiquem assim a modos que caladinhos, porque nestas alturas, ELAS TÊM OLHOS ATÉ NA NUCA, e dão-se cada auto-enxerto de porrada que dispensam qualquer ajuda da vossa parte...
  • ou seja o que elas querem mesmo, mesmo, MESMO é que VOCÊS AS DEIXEM SER...

... as gajas com quem vocês casaram há coisa de 199 meses, i.e., 6041 dias, ou 144 981 horas.

Só isso.

 

Capice????

 

 

(atenção, qu'isto só s'aplica às que também não pedem mais de que vocês sejam quem são...)

17
Jul11

Cupcakes, brownies, muffins, scones, e outras p@neleirices...

Fátima Bento

 

 

 

Então é assim:

 

Eu faço uns brownies de morrer. Sério, a receita é da Nigella, e não levam farinha, ficam molinhos por dentro, e aquilo com gelado de baunilha, aiaiaiaiai. Sem gelado, também aiaiaiaiai...

 

Gosto de muffins. Gosto principalmente dos light de blueberries do Starbucks - não sei porquê, mas sabem-me melhor de que os que não são light.

 

Amo scones com compota ao lanche. No inverno com chá, no verão com o que calhar. E apaixonei-me por clobbered cream por cima da compota (se alguém souber onde eu posso comprar, que diga. É que não consigo descobrir em lado nenhum...), é p'á engorda, mas que se lixe.

 

Deixei os cupcakes para o fim, porque... eh pah, os cupcakes irritam-me. Mesmo a serio. Bolinhos panascas que são caros, à cause dos elementos decorativos, e na minha ótica, fazem sentido em festas infantis. E pouco mais.

 

- Oh pah, até as caixinhas de transporte são cor-de-rosa, pâmôdedeus! -

 

Por isso, façam-me lá um favorzinho.

 

Fechem os olhos. Bem fechadinhos. Podem pôr, assim uma musica zen, instalarem-se em posição de lotus, the works, 'tão há vontade! Agora visualizem pasteis de Belém.

Pastéis.

De.

Belém.

Sintam o cheirinho. Vejam a vossa mão a pegar na embalagem do acuçar em pó e a sacudi-la sobre os mesmos. Isso... agora a canela... sintam o aroma... agora levem-no até à boca. Sintam a temperatura morninha do bolo, a doçura do creme... mastiguem devagar... sintam a textura cremosa e deixem as papilas gustativas inebriarem-se com o sabor fabuloso do pastelito. Miammm...

 

Repitam com outro doce da vossa escolha. Sugestões: Ovos Moles de Aveiro. Pão de Ló de Ovar. Sericaia com ameixas d'Elvas. Barrigas de Freira. Pastéis de Tentúgal. Travesseiros da Periquita. Tortas de Azeitão, queijadas de Azeitão, S's de Azeitão [sim, azeitão tem muitos doces, e eu estou a lembrar-me de (quase) todos]. As simplérimas arrufadinhas de Coimbra. Tigeladas de Abrantes. Dom Rodrigos do Algarve, queijadinhas de Évora, da Madeira...

 

Já voltaram da viagem sensorial, e salivaram tudo? Ficaram aflitinhos, aflitinhos para irem à pastelaia mais próxima comprar uma qualquer especialidade? Antes disso, façam-me só um favorzinho mais:

 

Respondam-me porque cargas de água é que um país com uma a melhor doçaria tradicional deste mundo está, feliz e contente, a deixar-se invadir a torto e direito por americanisses e inglesisses. Tudo começou, bem sei, com a francesisse do croissant, mas esse 'integrou-se'. Agora isto de entrar numa pastelaria e ver brownies, muffins, cup cakes (vou deixar os scones de fora, esses ponho na prateleira dos pães de leite, de deus, e dos croissants), mas ajunto-lhes os 'petit gateaux', a ganhar espaço ao lado dos pastelitos de nata e das queijadas de Évora, mais dos caracóis, dos bolos de arroz, das madalenas... oh pah, coiso! É que qualquer dia a gente entra numa pastelaria aqui em Londres, ou em NY, e o escaparate é indissociável!

 

Meus amigos, p'a vossa rica saúdinha, deixem lá a Moody's e bloqueiem esta invasão! A verdade é que a gastronomia (também) É CULTURA! Não precisamos de nenhum ministério para no-lo dizer, nem para frizar a relevancia de preservar essa importantíssima parte da nossa identidade - é NOSSA, carago!

 

Por minha conta, vou continuar a fazer os 'proscritos' acima, no recato do meu lar, e tutti quanti. E aconselho todos os que gostam dos ditos a fazerem o mesmo. Mas prefiram consumir e comprar os nossos, tradicionais.

 

Quanto mais não seja porque são quase bons demais para ser (de) verdade!

 

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