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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

03
Jul11

E viv'á diferença! (...é qu'ele há gente p'a tudo...)

Fátima Bento

Há coisas que eu não consigo mesmo entender…

 

(isto é ainda a propósito do acidente de automóvel que vítimou o artista e o amigo, e mantém a jovem com prognóstico reservado...)

 

Ontem foi dia de jantar de família. Acabado o jantar, já com quase toda a gente fora da mesa, perguntam-me: então e o que achas do acidente do Angélico? Apetece-me responder nada, mas cito a descrição que li na Sábado, e atenho-me por aí. -Mas o Correio da Manhã disse que... - Esquece o CM. Entre o CM e a Sábado, ou o Expresso, vais dar maior credibilidade a quem? Silêncio. Atiram-se ainda para o ar as teorias do costume, rebentou, não rebentou, foi atropelado, não foi, ía com cinto posto, não ía. Whatever, gente!

 

Saímos da sala e levamos a restante loiça para a cozinha. Oiço - Vejam lá como as coisas são, morreram dois, a terceira se calhar vai pelo mesmo caminho e só se fala do famoso! "Intreponho recurso": - Não falam nos outros porque as familias pediram privacidade, e parece que de há uns tempos para cá os media até acatam o pedido. E passamos, então ao ponto alto da noite: - Achas? Achas que a familia pediu? Achas mesmo? Não me parece que tenha pedido, eu não acredito...

 

Olho-a, incrédula, e nem sei bem o que me passa pela cabeça... argumento que se fosse alguém da minha familia, eu não gostaria de todo, de ver qualquer destaque ao seu nome na imprensa. Queria que nos deixassem sofrer em paz. Mas continua, não, eu não acredito. Não acredito que tenham feito esse pedido à imprensa. Como se querer ter direito à privacidade fosse impensável!!!!

 

Desisto, mas fico a macerar a coisa. Vem-me à lembrança quando andava no CITEM, a tirar o curso de design de moda, a mãe de uma colega de Caras na mão (eu penso que era a Caras, mas não juro, já lá vão 20 anitos e uns trocos miúdos) comentar connosco a foto de alguém que as três conheciamos pessoalmente, e a senhora rematou dizendo: quando é que vos vemos às duas aqui, nas colunas sociais?

 

Como disse, lembro-me de pouco, falha-me inclusivé a certeza do nome da revista e quem estava na foto, mas lembro-me claramente do que pensei: “porque cargas d’água é que alguma vez hei-de aparecer (ou querer, sequer) numa revista destas?” Concordei, educadinha, com a senhora, mas lembro-me da situação até hoje.

 

É que já na altura não entendia e continuo a não entender o fascínio de aparecer! Recordo que em pequenina a minha mãe era fascinada pela monarquia europeia – nós tinhamos as fotos do casamento de Grace Quelly com Rainier em View Master*, pasme-se! – e de eu pensar que as coitadinhas das princesas deviam ter uma vida muito triste, eram obrigadas a fazer tantas coisas, mesmo que não gostassem (pois hoje eu diria ‘cumprir o protocolo’), e fossem onde fossem, toda a gente as conhecia, sabiam quem eram, e falavam nisso... e deve ser horrivel, estar num restaurante a jantar, e estar toda-a-gente a olhar para nós!

 

[*o meu aparelho era igualzinho a este:

 

e aqui, a edição do casório:

]

Não me perguntem que idade tinha quando cheguei a esta brilhante conclusão... No entanto, sei que tinha 6 anos quando tomei a primeira decisão em consonância com esse princípio... tinha eu na altura uma paixão assolapada por Fernando Tordo, que tinha acabado de vencer o Festival RTP da Canção com "Tourada", e eu e os meus pais estavamos na Feira Popular de Lisboa quando vimos que jantava no mesmo restaurante que nós. Ó para mim de boca aberta... até que a minha mãe me sugere: vai ter com ele, pede-lhe um autógrafo e dá-lhe um beijinho! Eu???? Virei a cabeça e não voltei a olhar para ele. Ainda balbuciei qualquer coisa como .- ele está a jantar... A minha mãe ficou convencida que tinha sido vergonha, mas garanto que nãofoi.

 

Por isso, acho mais-que-normal que haja muito boa gente que defenda o direito à privacidade.

 

Claro que também há os 'aspirantes-a-pato-bravo' que sonham com os flashes...

 

 

O que vale é que há lugar para todos... e as revistas cor-de-rosa têm de vender, não?

 

02
Jul11

On a Budget*

Fátima Bento

A crise, o apertar o cinto… há, sem dúvida casos dramáticos e desde já a essas pessoas peço desculpa pelo teor deste post.

 

[*Este post é fundamentalmente uma antevisão de um blogue que arrancará na rentrée, e através do qual, com todas as ferramentas a que possa recorrer, vou tentar colorir os dias cinzentos. Ou seja, descobrir forma de, com um orçamento baixo, conseguir mimar-se e sentir-se bem. Descobrir e testar bons cosméticos, fazer coordenados, sugestões de passeios de um ou dois dias sempre dentro do espírito (e bolsa) low cost (e vou ter de pedir desculpa, mas pelo menos numa primeira fase, vou ficar por Lisboa e Vale do Tejo. As minhas contingências com o low cost a isso obrigam...)]

 

Por isso, hoje vou falar de um pequeno prazer que me ofereço de há uns meses para cá. Vou começar pela descrição, no final falamos de preços, certo?

 

 

O local chama-se Day Spa Monica, e localiza-se em Almada. Sou recebida atenciosamente na receção, e é-me indicada uma zona de espera, enquanto chamam a tecnica que se vai ocupar de mim nos próximos 60 minutos.

Logo de seguida, a mesma surge, e com um sorriso acompanha-me a um gabinete super-acolhedor, iluminado por um candeeiro de pedra de sal, e pela pequenina lâmpada da cabine de hidromassagem. À minha espera, atrás de um biombo, um robe de algodão, e uns chinelos, embalados, no mesmo material. Visto o fato de banho, ou a tanga de praia que me informaram para levar, e logo a seguir, sou acompanhada ao jacuzzi onde, após ligar e regular os jactos, ficou sózinha e passo 20 minutos deleitada numa imensa paz e relax total.

 

 (foto retirada do site do spa)

A seguir, volto ao gabinete, onde tomo um duche, para remover o cloro, e me deito na marquesa. Nesse momento, a tecnica diminui a iluminação, não sem antes pôr a tocar um cd de musica para descontrair. Começa por passar um gel fresquinho no rosto pescoço e colo, com massagens suaves e envolventes, passando depois com pequenas esponjas húmidas para remover o excesso de produto de limpeza. De seguida, faz uma esfoliação, utilizando os mesmos gestos (nesta altura já não sei bem onde estou...). Após remover o exfoliante, o excesso de humidade é absorvido por um kleenex, e é aplicado um creme hidratante com uma massagem que o faz penetrar. É o momento alto, se estiver cansada quase que dá para adormecer! Finalizada a massagem, é-me dada a indicação de me levantar com calma, sem pressas, arranjarme ao meu ritmo, enquanto me preparam um chá.

 

Saío do gabinete e sou conduzida para um cantinho com uma pequena fonte e uma luz muito suave, e trazem-nos uma bandeja com o chá e umas bolachinhas. A tecnica despede-se, deixando-me ali, a desfrutar a tranquilidade que toda a experiência me proporcionou. Quando acabo o chá, dirijo-me à receção, onde me entregam um talão de desconto para o parque de estacionamento (uma hora).

 

E agora, digam lá que não ficaram cheínhas de vontade de experimentar? Hmmm?

 

Quanto ao preço... dirija-se a um hipermercado, uma worten, fnac ou similar, e comprem uma experiência “a vida é bela”, no valor de €15,90. Esta abaixo:

Liguem para o Spa marquem um soin spa composto por jacuzzi e mini hidratação de rosto, o dia e hora, e preencham o dorso o voucher. No dia  marcado, à chegada, entreguem o voucher na recepção: voilá!

 

É um pequeno luxo que faz um bem à alma, que só mesmo experimentando!

 

Para mim tem sido obrigatório, uma vez por mês!

 

-outra opção, que já utilizei duas vezes, com o mesmo voucher e no mesmo local, é jacuzzi+pedicure. Os pés ficam fantásticos (já fui atendida por duas tecnicas diferentes, e foram ambas 5 estrelas), dá vontade de fotografá-los e pôr na parede!

 

-com o mesmo voucher e no mesmo spa, também existem as opções jacuzzi+manicure e jacuzzi+maquiagem, que ainda não experimentei.

 

Experimentem mimar-se e contem como foi!

 

B'jinhos!

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