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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

13
Out11

Já mais recomposta, na medida do possível...

Fátima Bento

Prontx, prontx, já estou mais calmita.

Peço desculpa por ter chamado camelo ao gajo (ó Coelho, tu desculpa lá, foi nos vapores da coisa), mas caramba...

Bem, é assim: o governo está a fazer o que pode. E essa é a verdade. Mas que está a estrangular a economia, e para o ano, com o PIB a cair desnorteadamente - por muitas exportações que se façam, também tem que haver consumo para abrilhantar o ramalhete - a verdade é que NÃO HÁ MAIS SUBSÍDIOS PARA CORTAR, e o buraco não tende a diminuir, excetuando estas receitas extra.

 

Já deu para perceber que isto está tudo desesperado a cortar a eito... é assim um bocadinho como quando se está a beber: ninguém pensa na ressaca... ok, resolvido estará o problema a curto prazo. Agora afiem lá o machado antes de continuar a cortar, e criem um plano B, sim? Sim? É que senão, arriscam-se a salvar um Portugal terceiro mundista...

 

Desculpem lá o 'meu francês'*

 

(*trocadilho com 'pardon my french')

 

13
Out11

NÃO É POSSÍVEL!

Fátima Bento

É assim: eu juro que estou aparvalhada. Juro.

 

O camelo do primeiro ministro (ó Coelho, agora é que foste MESMO longe demais) anunciou, pelos vistos quando eu estava a fechar a porta da loja, que a Função Pública fica sem súbsidios (Natal e Férias) até 2013. Eu ainda não estou em mim. Juro que não estou.

(cique na foto para ser direcionado para o desenvolvimento da notícia)

Como é que é possível? E eu a pensar hoje à hora do almoço, esta semana não há Expresso para ninguém! Ai há, há! E amanhã há 'i'! Pode ser que alguém me consiga explicar como é que estes anormais gastaram, por exemplo, 4,3 milhões de euros em 2010 SÓ na ERC, por forma a controlar o que os senhores jornalistas escrevem, e tiram um destes coelhos da cartola! e não me venham com a treta do 'isso foi o Sócrates', porque neste momento repetiu-se a gracinha, e já foi nomeado o novo grupo que vai fazer o mesmo - e gastar a mesma quantia aos contribuintes.

 

É pá, assim NÃO É POSSÍVEL! O pequeno comercio a falir em derrocada, e o poder de compra a desaparecer. Não é a diminuir: é a desaparecer. Dizia eu há dias que em Janeiro ia falir muita loja? Multipliquem lá por três ou quatro.

 

Adeus otimismo: a Grécia? A Grécia foi o exemplo do que não se deve fazer. A economia foi estrangulada de tal maneira que apanhou a cauda e veio por aí acima até desaparecer.

E aprendeu-se alguma coisa com tal descalabro? Pelos vistos não.

 

Portugal na mesma situação é um cenário cada vez menos improvável, infelizmente.

13
Out11

Assunção Cristas Superstar

Fátima Bento

Nunca vejo o Herman 2011. Mas este sábado, logo a seguir ao Masterchef não apeteceu mudar de canal. E quem era a convidada? Ah pois. Uma Assunção Cristas muito cheia de alegria e contentamento, serena e segura (parece slogan de marca de pensos higiénicos...), que se podia ter beliscado tipo, é pá, EU 'tou no Herman, logo seguido de uma fungadela de nariz empinado (e isto sim, é mesmo um slogan) ...porque eu mereço!

Opiniões... - e se ela não a tiver, quem terá (adaptação de outro slogan, isto hoje são só perolas...)?

Não gostei. Pronto, não gostei mesmo, ih, deslarguem-me lá. A rapariga tem assim uns princípios muito bem vincados presumo que pelos paizinhos, e tenho para mim que é mais papista que o papa. Se é mau ter os princípios arraigados? De todo. Mas de 0 a 100 de conservadorismo, a menina dá-lhe 150, e euzinha juro que me cheira a naftalina. Ui.

Na minha ótica, um conservadorismo excessivo leva à hermeticidade ideológica. E isso é uma coisa que abomino seja em quem for.

Agora, há outra coisa de que não gosto em ninguém: pre-conceito. Fazer uma ideia, montar uma opinião sobre um pressuposto sem ter como confirmá-lo, é um disparate com um D muito maiúsculo, e pode ser isso que eu esteja a fazer. Mas não consigo evitar.

 

E não gosto, não gosto nada de duas que lhe saíram, em ocasiões diversas, daquela boquinha: uma foi dizer que se a tomada de posse do novo governo fosse à hora da missa, não comparecia. A outra foi dizer que não esteve presente nas comemorações do cinco de Outubro porque já que tinha de ir trabalhar de tarde, aproveitou a manhã para estar com os filhos.

'Per'aí.

Se bem me lembro, ela ocupa o cargo que ocupa em representação de nózes- os tugas que votaram, neste caso, no PP de Paulo Portas (ou CDS, dá igual), e os outros, os que votaram em quem lhes deu na bolha. E até dos outros que nem sequer votaram. Então, se acha que a missa é mais importante de que a tomada de posse, as prioridades da menina estão um nadinha baralhadas, não estão? E a estória do 5 de Outubro: ó senhores! Então não querem lá ver se todas as mamãs que trabalham de tarde ficassem em casa de manhã com os filhos, isto era um país lindo? NÓS JÀ SABEMOS que os ministros são todos UNS PRIVILEGIADOS, e não há necessidade da menina nos vir enfiar tal p'os olhos dentro, pois não? Ocupados que estamos em engolir a pastilha que nos têm passado para a mão, não temos pachorra para eufemismos e delicodocisses de meninas-bem que acham que são o máximo, pois porque que sim, que até são ministras. Boa, menina!

E já agora, a pergunta do Herman tinha rasteira, ou fui só eu que achei que ele lançou a linha e ela mordeu o isco com tanta vontade que mais um bocadinho ia carreto e tudo... é que isto de sentir empatia e emoção quando se pisa uma terra que só é nossa porque nos disseram, parece uma tolice sem tamanho. 'Pera aí: É uma tolice sem tamanho.

 

Senhores jornalistas: o Herman mostrou que se souberem fazer a pergunta, têm matéria... a menos que no dia em que foi ao Herman, a Sãozinha tivesse deixado a inteligência em casa. Acontece... Eu também já passei três horas na rua por me ter esquecido das chaves...

13
Out11

Apercebi-me há pouco tempo que não sou a única pessoa que adia os finais

Fátima Bento

Eu explico melhor.

  

Quando li a trilogia Millenium, do Stieg Larsson - como todos sabem, lançada póstumamente - levei uns dias a olhar para o último volume antes de o abrir. Depois comecei a lê-lo, e à medida que me apróximava do fim ficava triste de  saudades - saudades de ter um livro novo do mesmo autor para descobrir. O mesmo me está a acontecer com o Livro do Lobo Antunes de que tenho aqui falado, e ando a lê-lo mesmo muito devagarinho, porque não quero que acabe. Ao mesmo tempo, estou acabei 'La Fille de Papier', o penúltimo Guillaume Musso (não tem ainda uma versão portuguesa, mas é uma escrita igual a si própria, literatura de aeroporto; dará, não tenho dúvida um excelente filme americano).

Entretanto tenho dois livros (entre tantos outros) em fila de espera: “Ilha Teresa”, de Richard Zimmler e “The Swan Thieves” (em português, “Os Ladrões de Cisnes”), the Elizabeth Kostova.

 

O autor do primeiro, teve o “azar” de escrever um dos melhores romances que li nos últimos anos, “Os anagramas de Varsóvia”. A autora do segundo, escreveu “O Historiador” que é só o meu segundo livro favorito (embora às vezes fique na dúvida se não será o primeiro...). Ou seja, não há maneira de me decidir a começar nenhum deles. Minto, comecei “The Swan Thives”, li os três primeiros capítulos e não quis continuar.

A gaja é marada, pensam vocês em coro... eu também pensava o mesmo até descobrir mais pessoas com o mesmo comportamento... é extremamente difícil arriscar a establecer uma comparação entre um e outro livro do mesmo autor. Nomeadamente no caso de Kostova, que só escreveu dois livros até hoje, com dez (sim, dez!) anos de interregno. É que é mais a tristeza de saber que não vai haver mais nenhum tão cedo que lhes faça companhia...

  

No caso de Zimmler, e dado que descobri o escritor o ano passado, com “Os Anagramas...” o caso não é tão 'grave': tenho a trilogia que começa com 'O último Cabalista de Lisboa' para ler: lá em casa já mora o primeiro, e depois é ir comprando os seguintes... por isso, acho que ainda não comecei “Ilha Teresa” porque houveram outros livros que lhe passaram à frente na fila... além disso, acabou de sair um novo romance histórico dele (quando começo a ver os livros a aparecerem que nem cogumelos, começa-me a cheirar a esturro...)

 

Mas o caso da Kostova é 'doloroso'... acho que a solução passará por reler “O Historiador...” Mas isto é assim como a 'Crónica de uma morte anunciada' do Garcia Marquez: a gente até sabe como vai acabar só de ler o título, mas não conseguimos impedir-nos de ler até ao fim...

 

Maldito feitio...

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