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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

19
Out11

Para ti

Fátima Bento

Gostava de tirar a tristeza que anda presa no teu olhar, travo amargo na garganta, sempre presente. Queria apagar essa sombra que se mudou para o teu peito e que vejo com contornos tão definidos quanto são possíveis a uma sombra ter. Passar um pano de seda na tua alma e remover o que te faz doer, embrulhado com cuidado  e depositado numa caixa de que deitaria fora a chave.

 

 

Deitavas a cabeça no meu colo, fechavas os olhos em paz, e eu aqui, mãos cheias de mimos, ternuras e carinhos, via-te adormecer.

19
Out11

O poder do Bloco Central (?!?...)

Fátima Bento

Ah pois é, até que enfim que não entrou mosca.

O senhor Presidente, que até é economista, pronunciou-se sobre qualquer coisa de forma não titubeante, e deixou as reticências de lado (bom, pelo menos em parte). É isso mesmo sr. Presidente! O problema é que levantar problemas sem sugerir soluções poderá não ter resultados práticos de maior. Mas pronto, o povo português, nomeadamente os funcionários públicos e os pensionistas, ficam mais consoladinhos pelo chefe da nação (raio de expressão) dizer o que eles pensam desde que ouviram o Primeiro Ministro.

Para quem estava com medo do papão do bloco central, parece que a coisa afinal não era assim tão linear...

19
Out11

Das saudações e afins...

Fátima Bento

Sempre que conheço alguém de outra nacionalidade, fora de portas, a dúvida mantém-se: que diabo faço? Dou ou não dou beijinho? A Inês tinha uma amiga americana a estudar cá que se referia a este nosso cumprimento como 'beijinho', no meio de uma frase em inglês, sem tradução, e tenho para mim que é o que o melhor o traduz: um beijinho é isso mesmo, e bem (embora não em exclusivo) português.

Achei piada, quando, já em Londres, conheci alguns amigos da minha filha, principalmente raparigas, que me apertavam a mão. Claro que era um aperto-de-mão-tipo-toma-lá-um-peixe-morto, nada de 'bacalhau' firme e hirto. Ná. Lembro-me do aperto da mão da Kay, que tem aí um metro e meio, é russa - de nacionalidade e cabelo - e precipitou-se de mão estendida com um enorme sorriso. Ora uma mocinha tão 'piquena' não podia dar um grande aperto de mão pois não? E não deu. Houve uma altura que me distraí e pespeguei dois beijinhos num garoto, e todos os presentes riram. Ainda continuo a achar que 'em Roma', se não sabes o que os romanos fazem, faz um movimento de cabeça e um sorriso, que é o mais seguro.

É que é mesmo verdade, os nossos beijinhos são uma coisinha muito parva... encostamos a bochecha e beijamos o ar... quem é que encosta os lábios à pele? Só das criancinhas, que a gente aí repenica logo o gesto e tunga, toma lá um beijo sonoro. A criancinha regra geral beija o ar. E é quando é obrigada, que criança que beija por vontade própria só pode ter acabado de descobrir o que tal gesto provoca nos adultos e está a divertir-se a fazer experiências – o normal é não querer dar beijinhos – e como tem razão.

Por princípio não sou beijoqueira mas tenho dias em que me esqueço, e desando a distribuir xoxos. As pessoas que me são próximas já se habituaram a esperar para ver para que lado sopra o vento.

Mas o que eu gosto mesmo como cumprimento, é do abraço. Os americanos é que sabem. É muito mais amplo que o raio do beijinho-no-ar, e estabelece um contato fisico maior. E segundo os peritos, deve durar um mínimo de 6 segundos para 'alimentar a alma'. Tem inúmeras propriedades, nomeadamente anti-depressivas...

Mas não neste país à beira mar plantado: experimente abraçar um/a amigo/a num local publico, e começam os zunzuns de namoro ou caso. Certinho.

Mas por mim era abaixo o beijinho e acabou-se. Não há cá meios termos: ou estabelecemos contato fisico ou não.

 

(e quando a pessoa se está a despedir da outra olha para ela e diz beijinhos? Assim a 50 cm de distância, em vez de dar, diz? Nós somos mesmo brilhantes, ai somos, somos...)

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