Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

08
Out11

É que não há meio!

Fátima Bento

Estava aqui a menina toda contente ontem quando saíu do trabalho, arrepiada, entrou no carro e abriu uma nesga de 2 cm da janela, só para arejar um nadinha e prevenir os embaciamentos (sim, que em 3 ou 4 minutos de condução corria esse risco =o/), ai o Outono chegou, viva o Outono, e hoje de manhã enfiei os jeans, escolhi uma básica verde em algodão orgânico com mangas ¾ – ai o Outono, o Outono!- calcei umas sabrinas, que estou farta de ver os meus pés, e comecei a fazer 'contas de cabeça' da roupa de meia estação que está guardada, e que tinha de tirá-la amanhã, e tal... e acaba de me sair uma cliente na loja que me disse que para a semana – parece que já na segunda-feira – subimos para 33º.

 

 

Ai S. Pedro, S. Pedro... a ser verdade, estás despedido, sim, despedido!

 

(quem quiser candidatar-se ao cargo, envie o curriculo a/c de Fátima Bento, ó fáchavor)

 

DES-PE-DI-DO!

07
Out11

Eu vou emaluquecer. Ai vou, vou!

Fátima Bento

Ó animação!

 

Ontem, lá pelas 18:00h comecei a bater mal. Mesmo mal. Valeu-me a sms p'ó Vitor e o telefonema dele de volta, para me poder queixar à vontade.

 

Ok, já sabemos que a economia está de rastos.

 

Ok, já sabemos que esta política de desencorajar o consumo é capaz de não ser das melhores, dado que logo no início do ano que vem, vamos ter não sei quantas lojas, lojecas e lojinhas de comércio tradicional (e não só), em insolvência e a fechar portas. Quem não acredita, que espere para ver.

 

A loja não tem janelas: não vejo a rua, portanto.

No corredor passa assim tipo uma pessoa de hora a hora - pronto, duas, que geralmente vêm aos pares.

A rádio do centro está sintonizada numa estação - que me pareceu hoje ser a RFM, mas não pode ser! - que devia ser fechada por atentado à sanidade mental: dá as mesmas musicas, das 10h às 20h, todos os dias. Não são musicas dos mesmos artistas, são as mesmas musicas pela mesma ordem, todos os dias das 10h às 20h!

 

O que é que eu faço, das 10h às 20h, num espaço onde não vejo a rua nem pessoas? Leio. Jogo no pc. Vai daí que ontem, pelas 18h comecei a bater mal. As frases deixaram de fazer sentido, depois as palavras deixaram de formar frases, e mais grave ainda, as letras deixaram de formar palavras. Ou seja, deixei de conseguir ler. Só me apetecia era dar cabeçadas nas paredes! E o raio do jogo: joguei tanto que já decorei os pedidos dos bonecos. Arghhh!!!! São sessenta níveis, mas já vou na segunda volta, e isto numa semana!

 

E digam-me, o que é que uma gaja, fechada num espaço durante oito horas, e sem nada para fazer, faz? Come. Sim, sim: come.

 

Então ontem foi assim:

 

09:00h - (antes de sair de casa, ainda com os neurónios mais ou menos sãos) um iogurte com muesli, e um café.

11:00h - um croissant com creme de ovo e um café.

13:20h - (em casa) uma dose generosa de lasagna que sobrou do jantar da véspera. Um café.

Das 15:00h às 20:00h - um pacote de mentos de morango, duas saquetas de bolachas recheadas de frutos vermelhos, mais meio pacote de mentos e uma saqueta de bolachas. E pelo meio, acondicionei tudo com um café.

20:30h e uns pózinhos - um hamburguer, um ovo estrelado, um punhado de batatas fritas de pacote.

            De sobremesa, amando-lhe com laminas de marmelo cru.

 

E não comi mais nada porque às 22:00h o cerebro desligou-se e deixou de assimilar informação visual, pelo que fui para o quarto, deitei-me e deixei-me ficar às escuras até à meia noite - nem liguei mp3, que até o som me incomodava. Não, não me doía nada, pura e simplesmente o orgão entrou em modo de hibernação. Lá para essa hora, terei adormecido.

 

Hoje:

 

09:00h - vejam lá ontem, fáchavor.

11:00h - idem

13:30h - kebab, yá, gorduuuuura. Café.

Das 15:00h às 20:00h: um pacote de mentos. Um pacote de bolachas. Um café. às 18:00h, meio diazepam. E não comi mais nada, pelo menos que me lembre =o/

20:30h: panninis. Yá, comida industrial pré feita. E de sobremesa, vou a seguir amandar dois crepes com chocolate pela goela abaixo.

 

Erros:

1. comida industrial pré feita;

2. gordura saturada, daquela que vai a correr para as coxas e glúteos (já para não falar na barriga...), e que faz o HDL baixar eo LDL subir (uma desgraceira, portanto);

3. Açucar às carradas;

4. cafeína em barda.

 

O que falta? Ah, estão a brincar!

1. legumes;

2. fruta;

3. comida feita from scratch, sem conservantes nem coisas esquisitas.

 

Ok, Einsteins, a coisa até não está pelas ruas da amargura... não estaria, não fora eu passar o dia, as 8 horas, sentada sem me mexer. Tirando passar a esfregona no chão e despejar o balde da purga do ar condicionado, a única coisa que mexe são os neurónios.

 

E hoje, que à hora de almço tinha de ir à farmácia, ao hipermercado E ao posto de abastecimento, apareceu-me uma tia às 13:00h., pelo que saí da loja às 13:20h. Ou seja estou uma semana inteira às moscas, e a tia lembra-se de aparecer na minha hora de almoço! E na única hora de almoço ocupada da semana toda? Não gozem comigo!

 

N-ã-o  g-o-z-e-m com a menina!

 

E, perguntam vocês em coro, a tia ao menos fez uma compra avultada?

 

Não. N-Ã-O. A tia vestiu e não levou. NADA.

 

Aiaiaiaiaiaiai... amanhã é outro dia.

 

UM.

DIA.

DE.

CADA.

VEZ.

 

(n'há cá pixs que não tou com pachorra. Prontx)

05
Out11

Ai qu'eu 'tou tão farta de trapos!

Fátima Bento

Eu hoje li a Sábado (mas não toda), fui ao blogue da Maria Guedes - linda e gravidíssima, parabéns! - cusquei o da Pipoca e descobri -  pasmai ó gentes que foi só hoje, já toda a minha blogosfera deve saber há qu'anos! - que o Pipoco também tem um blogue, "O Arrumadinho", agorinha mesmo fui ao Alfaiate Lisboeta, e dali ao site da Vogue, li a Marie Claire francesa e a Glamour espanhola (isto é só para dizer que falo muitas línguas, que ainda existem três pessoas que não sabem), e escrevi que me desunhei (queriam saber o quê, não era? hélas!).

 

 

De quebra ainda arranjei tempo para ler um punhado de páginas da 'Fille de Papier' do Musso. Cheguei a casa e vi os ultimos 30 minutos de um filme de "cóbóis" que o marido visionava tão mau, tão mau, mas tão mau que até doía - assim tipo canal Hallmark mas para pior, conseguem imaginar? Não? Então imaginem lá tiros de fulminantes, tipo fogo de artifício a sair do cano dos revolveres... não conseguem imaginar? Não faz mal, eu também não conseguiria...

 

O que é que eu fiz no trabalho? Limpei o pó, mudei algumas das bijous em exposição...

 

Olhem isto posto preto no branco: qualquer dia não posso ver trapos, moda, gente da moda e dos trapos, blogues e bloggers mais revistas e afins à frente. Vale o que vale, mas o que me salva 'inda é o Musso e o Lobo Antunes (que hoje ficou a descansar na mesa de cabeceira), mais o Jonas Jonasson (o nome TEM de ser psedónimo, TEM, TEM, TEM!) que o marido me deu nos anos, e que começo mal acabe a rapariga de papel.

 

E prontx. Amanhã há mais. pessoal que mora p'ós meus lados: vão ao centro Comercial d'Amora, sim? Piso de cima, sim? Aquilo é uma instituição, e qualquer dia fecha! E o Coquis, hmmm, e o Coquis?

 

(olha, e não é que é uma tag nova?)

05
Out11

Ah, feriado!

Fátima Bento

Hoje pude dar-me ao luxo de escolher onde estacionar. Escolher QUAL o lugar à sombra que queria ocupar.

Hoje podia ter dançado nua dentro da loja de manhã, que a minha reputação mantinha-se imaculada – e parece que de tarde me poderia dar a rituais mais arriscados, sem receio de represálias.

Hoje eram 13:07h e já estava em casa, deserta que estava a estrada, e levei 3 ou 4 minutos de lá aqui, pelo que ainda abri a porta antes das três.

 

 

E isto tudo porque com este frio está tudo em casa à lareira. Ou então foram aproveitar o feriado para fazer ski.

 

Mas lá que está um frio de rachar, ah, isso está.

 

05
Out11

Assim a correr que aqui a internet é pré paga...

Fátima Bento

Pois que quando a gente bate no fundo sobe, certo? CERTO?

 

Parece que sim, que é verdade. Ontem escrevi um email ao marido que cada vez que o leio até custa a crer que fui eu que escrevi. Mas está tudo ali escarrapachadinho, o que sinto e não sinto, tunga. Porque é que escrever é mais fácil e completo que falar? Se calhar por falta de ruído, por ser um monólogo, não havendo interrupções não há como perder o fio à meada, sei lá.

 

Ele ficou com uma boa ideia de como me sinto.

 

AGORA não vão a correr a pensar que estou com problemas matrimoniais que NÃO ESTOU! Até nem é por nada, mas daqui a menos de duas semanas faço 18 anos (tóóóiiiin!) de vida conjunta e de aliança no anelar esquerdo. 

 

O meu interim, o meu busílis, o meu imbróglio é mais de mim comigo, mesmo. Mas lá que preciso que entendam, e ajudem, prerciso. E nem sempre sou boa a explicar o como, quando, onde e porquê. Desta vez acho que posso dar a missão por cumprida.

 

Por isso hoje até me estou a sentir mais fofinha... 

04
Out11

Dos otimismos e afins...

Fátima Bento

Ontem não escrevio nada em nenhum dos blogues porque estava com uma real telha.

 

 

Hoje não devo ir além deste post porque estou com a alma despida e pendurada num cabide.

 

Só partilho uma descoberta recente: ver o copo sempre meio cheio não é positivo per si. Às vezes induz-nos em erro, põe-nos a viver uma vida que não existe, e habitua (muito) mal quem vive connsco.

 

Vai buscar Fátima, tantas merdas com as psicologias positivas, e rebentou-te na cara.

Bem feita.

01
Out11

É amanhã que aqui a nina faz 44|

Fátima Bento

Ok, amanhã faço anos. 44. Viva eu.

Quem já acompanhou alguns dos meus anteriores aniversários sabe a importância que dou a esta data: é o meu dia, e por isso, um dos dias mais importantes do ano para mim.

E quem me conhece (daqui e não só) sabe que habitualmente ando numa azáfama, num 'pulguedo' nos dias anteriores, quiçá semanas! E planifico o que vou fazer no dia, com quem e onde, geralmente indecisa entre sair com o marido ou estar com os amigos todos.

Mas não este ano.

Não sei se isto vai soar estranho a alguém, mas os amigos são... ia dizer cada vez menos, mas isso não é verdade. Estão é cada vez mais espalhados, e para juntar toda a gente é o cargo dos trabalhos (sinal dos tempos e das redes sociais?). Ainda pensei em convocar um 'almoço de gajas', mas depois reparei que o dia calhava a um domingo, e nepes. Não seríamos muitas gajas, éramos poucas mas boas – só queria ao pé de mim as pessoas que de alguma maneira 'ganharam' esse espaço. Estou um nadinha exclusivista... vai daí, o que eu SEI que vou fazer, é que vou almoçar aos sogros, comme d'habitude, e que vou levar um bolinho e uma garrafa de espumante. E depois venho para casa, provavelmente faço uma sesta, e recuso-me a fazer o jantar: - faço anos, alimentem-me ó fáchavor!

Desengane-se quem pensa que estou triste ou a passar por alguma crise existencial – nem por sombras. Estou calma e placidamente a abraçar um número que considero mágico, o 44. Adoro capicuas, e se aos 22 nem me apercebi muito bem do número (pelo menos não me lembro de tal), aos 33, acredito que estivesse a passar por uma fase (aí sim) de dúvidas e preocupações, existenciais e das outras, mais práticas. Agora olho à minha volta e declaro este o meu território, cravo a bandeira, e vou usufruir deste ano em pleno. Atingi um patamar novo, sinto-me em paz comigo própria, conheço-me melhor de que antes e gosto da mulher que estava debaixo destas camadas todas. Neste último ano perscrutei o meu interior e encontrei uma boa parte do que procurei a minha vida toda: harmonia e (algum) equilíbrio. Mesmo quando as coisas descarrilam, hoje sinto aquela serenidade e consigo aceitar o que não posso, ou tantas vezes não quero, mudar.

Podia querer sair no meu dia. Assim ir “passear”... mas isso eu tenho feito quando sinto vontade, assim na hora e sem planeamentos que é como me sabe melhor. Não me apetece festa, nem muita gente, aqueles de quem gosto, mais os outros que estão porque não podem deixar de estar, e aqueles outros ainda que não estão por razões idiotas, ou pela distância que nos separa.

Não. O 2 de Outubro dos 44 é um dia meu. De mim comigo, e com aqueles que mais amo, e que têm estado do meu lado nos momentos bons e menos bons – afinal, a minha família nuclear (faltas tu, gaja, mas estás comigo à mesma!).

O resto é 'decoração' e retórica.

Depois conto como foi o dia e coloco fotos – ah mas claro que têm de haver fotos, o homem vai ter de dar uma de fotógrafo, ora essa!

 

Mas chego aos 44 feliz. Sei com o que conto. E venha o que vier, eu aguento.

 

E quando chegar aos 55, aí, sim, faço uma graaande festa.

 

... ou não!

Pág. 4/4

Mais sobre mim

foto do autor

Follow on Bloglovin

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2007
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2006
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2005
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D