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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

31
Out12

Les Miserables, 2012 - obras de arte em cinema

Fátima Bento

Este vai ser um ano pródigo em grandes produções, arrepios e aplausos. Se há uma semana atrás mencionei Anna Karenina, hoje não posso deixar de destacar - melhor, de 

DESTACAR

assim, com maíusculas, o filme em que se aposta vai varrer os Óscares da próxima cerimónia:

 

 

Fiquem com o teaser, e um página cheia de sneak peaks, e tirem as vossas ilações, enquanto esperamos pelo dia D (que nos EUA será a 25 de dezembro...)

30
Out12

Eu explico (dia #14 sem carro)

Fátima Bento

Eu explico a razão por que tenho aumentado a quantidade de reboots de há uns tempos para cá. Mas primeiro vou ali à cozinha tirar um ristretto - sim, houve uma alminha caridosa que me arranjou uma sleeve, e se tudo correr bem, amanhã já vou comprar mais (no Rocinante!). Se tudo correr menos bem, vou no carro do pai.

... volto já.

Ora bem, pois que falávamos de reboot's. Isto é, de ponto-morto, marcha atrás, inversão de sentido de marcha, e isso tudo, mas não tendo nada a ver com condução.

A bem dizer, é melhor começarmos de outra maneira...

No dia 22 de Setembro, o meu querido psiquiatra resolveu retirar-me toda a medicação, substituindo-a por um placebo a tomar à noite.

Pelo que estou limpa há 37 dias. Depois de 33 anos a tomar químicos.

A ideia seria ele ir acompanhando semanalmente as minhas reações à privação dos medicamentos, paralelamente às sessões de psicoterapia. E tudo estaria lindamente: ele apertaria um qualquer parafuso, daria folga a uma qualquer porca que estivesse a começar a moer a rosca, e pronto, com uma ou outra gotinha de óleo, a coisa ia.

O problema é que o senhor doutor adoeceu.

E a previsão de consultas é para Janeiro (se as coisas correrem pelo melhor com o bom doutor, como se deseja).

Os primeiros 15 dias foram, expectavelmente, horrorosos. Tremuras, acordar febril, pensamento escorreito, mas discurso disléxico... o fato destes sintomas terem sido enrolados na grande onda da última quinzena de vida do Silvino, não me deixou espaço, grande tempo, disposição ou paciência para lhes dar atenção. Eu sentia-me mal e pronto - com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo, não era necessário procurar porquês.

 

Depois do funeral, ainda houveram (como sempre há) levantamento de fervuras, que fizeram o óleo atingir temperaturas altas e o barco abanar.

E depois, o "nada".

Assim o 'é preciso estar presente para a Elvira, suportar melhor a dor', mas o stress começou a assemelhar-se a um balão cheio de ar a que tiram a guita que lho segurava dentro.

 

E foi nesta altura (bom, foi no dia a seguir à fervura sejamos precisos) que

voltaram AQUELAS enxaquecas.

Travei conhecimento com as mesmas depois da segunda cirurgia do meu pai, quando, se confirmou tudo ter ficado bem com ele. Dessa vez, ocupavam-me a metade direita da cabeça, e faziam cair lágrimas do olho do mesmo lado. Duraram onze dias - onze dias! - divididos entre não fazer movimentos bruscos com a cabeça, ou tê-la completamente imóvel, 'encaixada' num almofada. Tomava ben-u-ron, ibuprofeno e aspegic. Ao fim de onze dias, parou.

Desta vez, começaram no dia 9, e pararam a 28 (até ver) - 19 dias com a cabeça  ser destruída à picareta por dentro, com a dor a descer até á base do pescoço. Quando se fala, neste caso em dores de cabeça, é mesmo na cabeça toda - rosto incluído, maxilares, tudo o que é osso. Num dia de um lado, noutro do outro, noutro ainda na cabeça toda. O que tomei? Bom, cheguei ao clonix - UMA única vez, tomei dois de uma vez, sob risco de rebentar a cabeça contra a parede mais a jeito.

Ato continuo, um qualquer mecanismo (alguém saberá explicar a 'mecânica da coisa', com certeza), desliga-me alguns neurónios. Há raciocínios que sempre me foram fáceis de acompanhar, e que agora me pedem um esforço que não estou disposta a fazer, já que antes não necessitava de tal para obter o mesmo resultado. Mas não tenho dúvidas que nada é irrecuperável.

Para 'piorar' o quadro geral, estou a descair a serio. 

Continuo a pensar o mesmo das 'almofadas químicas': toldam tanto o pior como reduzem o melhor a muito pouco, em termos e intensidade. Mais que pequenos óculos cor-de-rosa, são palas nos olhos que nos dirigem o olhar para determinados pontos, garantindo, à retaguarda que, se os olhos virem qualquer outra coisa, a leitura do mesmo seja floreada. O outro lado da moeda é que o prazer, do mais simples ao mais elaborado, sofre igualmente um corte de alta percentagem na intensidade.

Portanto, e como a-vida-real-de-todos-os-dias, sem grandes acontecimentos positivos ou negativos, é cheia de pequenos nadas que nos infernizam 'a medula', tenho andado assim a oscilar entre o barril de pólvora, ao qual basta mostrar o fósforo, sem ser preciso riscá-lo, para

BOOOOMMMMMM!!!!!! 

e a alforreca virtual.

Por isso, esperemos novas do bom doutor, já que... 

... eu não estou nada bem.

 

29
Out12

Do fim de semana (dia #13 sem carro)

Fátima Bento

(esta treta de ter o carro na oficina facilitou-me o titulo dos posts. Foi a única coisa que facilitou, mas pronto...)

Este fim de semana, mais propriamente ontem o marido e a sogra fizeram anos. O marido, 45, a mãe não me perguntem que não me lembro.

Fiz o almoço para a família - caril de potas e, para sobremesa, brownies (com amêndoa e noz) com gelado de baunilha.

Depois (ai, depois...) vim para casa e fiz dois bolos para o marido levar hoje para o trabalho.

Confesso, sem qualquer dificuldade, que bolos não são o meu forte. Faço sobremesas, que até podem ser complicadas, e tudo e tudo, mas bolos... tenho problemas com

  • a temperatura do forno, 
  • o tempo de cozedura, 
  • a quantidade da massa vs o tamanho da forma... 
  • e mais tudo o que se conseguirem lembrar.

Então fiz um bolo de iogurte e um de chocolate.

O de iogurte, passada uma hora, estava cru no meio.

O de chocolate, depois do mesmo tempo, ainda pingava.

Faltava meia hora para sairmos para o cinema, e os bolos, népia.

Eu já deitava fumo pelas orelhas. 

E depois, quando vou a tirar o bolo de chocolate, já que o de iogurte não-cozia-e-pronto, o gajo escapasse-me das mãos, e eu resolvo amparar a forma com a palma da mão que não tinha pega. Acabou esmigalhado no interior da porta do forno...

  1. ...e foi uma corrida para a casa de banho, mão debaixo de água que - pelo menos isso colaborou... - estava gelada;
  2. E foi um tamanho chorrilho de asneiras de fazer corar um estivador.
  3. E foi sair de casa a correr, a tempo de ir ao Jumbo antes da sessão começar, para comprar God knows what para o homem levar para os colegas hoje, regressar ao estacionamento, guardar os sacos e encontrar-me c'os gajos no 2º piso.

Se consegui?

Yup.

O homem queria bolos sem creme, e foi carregado com areias, bolos de canela, bolinhos de amêndoa, S'es, palmiers, the works (o meu desespero foi tanto que comprei demais). E ainda sobraram três pequenos sacos de bolinhos. Não era bem isso que ele queria, mas foi o que se pode arranjar.

Quanto ao filme, fomos ver o último 007. De que falarei mais tarde. Neste momento tenho de tirar uma folga do meu dia.

Rebootemos, então, se tem mesmo de ser...

27
Out12

Dia #11 sem carro, ou Desgostos

Fátima Bento

Em frente à tv, começa um programa da Nigella Lawson.

Ok.

Já tinha aqui contado que além de 'papar' programas de culinária por sistema, e de gostar do Jamie, do Gordon e do Colicchio, sem esquecer o Bourdain, adoro a Nigella? Não?

Pois que sim.

Há quem lhe chame porn cooking (agora está na moda pôr a palavra porn atrás de tudo o que eleve qualquer 'espírito' masculino ou humidifique a 'feminina Beira Baixa'), porque a senhora é:

- linda de morrer

- veste um 42 orgulhosamente com as curvas todas no lugar, porque

- adora comer, e fá-lo com prazer

prazer esse que é obvio (segundo os adeptos da aplicação da porn word, até demais).

 

Ora eu já não via um programa da senhora aí há um ano, ou um nadinha mais.

Hoje, ía-me dando uma coisinha má.

Porquê, oh céus,

PORQUÊ?

todas as mulheres que trabalham habitualmente em frente a uma câmara , têm-porque-têm de visitar o cirurgião plástico?

PORQUÊ?

porque cargas d'água é que ela perdeu aquele ar super saudável de eu-gosto-tanto-de-comer-que-não-quero-saber-que-número-consta-na-etiqueta-da-minha-roupa (e que se podia ler se-eu-tenho-tanto-prazer-em-comer-imaginem-me-na-cama...) e perdeu peso?

Dez minutos depois do programa ter começado já estava arrependida de ter mandado a íris gravá-los todos...

Porque é que, mal a gente se distrai, as coisas mudam????

Porquê?

26
Out12

Dia #9 sem carro

Fátima Bento

Uma horinha de sol envergonhado e sem chuva. Aqui a menina calçou as... sabrinas, vestiu os jeans, vestiu a sua camisola favorita de meia estação (que como todas as nossas 'camisolas favoritas' está assim toda pingona de tanto se usada, e borbotoada, e coiso...), peguei numa carteira (podia chamar-lhe clutch, mas até parecia mal, tendo em conta o outifit...) e pus os pés a caminho dos errands que tinham de se feitos - nomeadamente, estava a fazer-me comichão serem quase 17h e ainda não ter a Sábado na mão.

Vício é vício.

Por isso, sei lá, a menos de 100 metros de casa já pingava. Aos 200, garanto que chovia. Quando cheguei à tabacaria, caía a bom caír, e eu ralada, embora com ar de pintaínho, qu'até pingava...

"- arranja-me um saco, p'a revista não se molhar, faz favor..." a moça olhou para mim com ar de "esta anda c'as prioridades um bocadinho baralhadas", mas prontamente acedeu a meu pedido.

Entretanto, entre casa e a tabacaria, cruzo-me com o 'meu' carteiro, que até tinha o 'carrinho de compras' de aba alçada, pelo que pude ver um envelope de papel manilha com o meu nome.

Ahhhhh!!!!!! Pára tudo!!!! Tem aí um coisa minha!

O rapaz até me agradeceu ter visto (a alternativa teria sido, quiça, um lambadão no pintaínho alucinado?). Ah, finalmente, o meu presente de aniversário que chegava da Terra dos Bifes!

Querem saber, querem, querem?

Logo.

22.00h.

Aqui.

Uma estória em fotos (já está feita e agendada a publicação, lol!)

25
Out12

Dia #8 sem carro, parte II

Fátima Bento

Bem, acho que é do domínio comum, pelo menos de quem mora para as minhas bandas, que ontem o dia se pôs bastante razoável, e eu lá me prantei na paragem do autocarro à espera do dito.

PRANTEI, é o termo: foi uma hora - UMA! - à espera! Longe de mim saber o preço da tarifa de bordo, e da diferença entre a TST e a Sulfertagus, mas juro que ao fim de sessenta-minutos-sessenta à espera, soubera eu ou não, teria entrado, como entrei, no primeiro que apareceu (Sulfertagus), e espetado com a moeda de €2,00 no 'coisinho' do motorista. 

'- Faltam cinco cêntimos.'

(ora a bem dizer, se o senhor em vez de cêntimos tivera dito euros, eu tinha estendido a nota sem refilar, de doridas que estavam as costas da espera...)

MAS VAMOS LÁ A VER...

€2,05 por cinco paragens (os senhores não têm culpa se não as usei todas)?

€2,05??????

Ok, luxo não é ter e usar carro. Luxo é usar o bus para distancias semi-curtas.

Ahhhhh!!!!!!!

Escusado será dizer que jurei ali assim a pés juntos (apesar de não conseguir perceber muito bem como é que ia arrastar os pés pelos corredores do hiper durante as horas que se seguiriam, quanto mais...) que nem que tivesse de vir a nado e/ou levasse duas horas a aqui chegar (c'as dores nos pés), de autocarro é que não voltava para casa.

Mas pronto. Cheguei ao Rio Sul e fui comprar a prenda p'ó homem - que faz aninhos no próximo domingo, juntamente com a mãezinha dele - e segui para o Continente.

Ora aqui a menina é tecno-dependente daquelas coisas de que já aqui falei (foto à direita), e de que entretanto entendi a utilidade - é a melhor forma de não fugir ao orçamento. Podemos remover os extras, substituir este artigo por aquele um 'cadinho menos caro... enfim, quando chegamos à caixa sabemos exatamente quanto vamos pagar. E isso, passando a redundancia, é impagável, para quem anda com um orçamento apertado.

Ora...

Ontem eu tinha de pedir uma entrega o domicilio, pelo que 'pistola', debalde - n'há cá pistolas para entregas.

Ou seja, há MESMO MUITO TEMPO que não pagava tanto por uma única compra no hipermercado{#emotions_dlg.barf}.

('tá bem que acabamos por gastar o mesmo, ou mais, mas como é em várias vezes, a coisa dói menos...)

 

Bom, mas acho que cobri quase tudo. Ficou a faltar o lombo de porco em cubos, mas que me lembre, é só.

E ainda vieram umas coisinhas para a sogra, nada de monta, mas pronto.

 

E agorinha mesmo, que acabei de fechar a porta atrás do senhor que tão gentilmente me entregou os sacos, vou meter os congelados no gelo e vou à rua: mandar fazer uma chave e comprar a Sábado.

 

A ver se os astros se alinham: nem chuva enquanto estiver fora, nem carteiro à porta antes de eu voltar, sim?

'brigados!

 

25
Out12

COM-PLE-TA-MEN-TE VICIADA!

Fátima Bento
Começou com a ideia de que, como são pequeninas, uma barrinha não engorda, 'tão a ver? O que até é verdade: uma barrinha (não estou  referir-me às maxi, ok?), não estraga regime de emagrecimento nenhum. Sério.
Agora, três, já fazem 'mossa'. E se for assim duas vezes... ou três... ao dia, não abona nem a favor das gramas e nem da carteira.
Mas, é pá, é tão-bom-tão-bom-tão-bom!!!!
Por isso, e porque ninguém me pagou pra dizer isto (gosto MESMOOOO!!!!), vou fazer um FW do post p'ós senhores da Kinder: pode ser que sejam simpáticos e me mandem umas caixitas... 
É para a kinder dentro de mim...{#emotions_dlg.blink}
24
Out12

Dia #8 sem carro

Fátima Bento

Ora então é assim.

Estou a modos que p'ó fartinho de estar em casa.

Chove 'que deus a dá'.

Devia ir ao hipermercado, que me falta este mundo E o outro em casa.

Existe uma paragem de autocarros mesmo aqui em baixo.

Entregam as compras em casa gratuitamente.

Soa bem, não soa?

NÃO SOA??????

Rai's m'a partam mais os maus hábitos arraigados da nova burguesia, fónix...

Tenho para mim que - SE, e isto só SE me decidir a meter a caminho - chego lá c'uma mona que não me lembro de nada do que preciso... 

Oh S. Pedro... logo em dia se S. Receber????

24
Out12

Anna Karenina (2012), o filme

Fátima Bento

E porque, de vez em quando, o cinema nos consegue surpreender com uma ou outra obra-prima, é num imenso frenesim que aguardo pelo dia 6 de Dezembro.

Porque trabalhos destes surgem muito de quando em quando. E, caramba, quando vi o trailer em cinema fiquei com pele de galinha e sem pinta de sangue.

OBRIGATÓRIO.

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