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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

29
Set13

Depois da Terra

Fátima Bento

Ontem à noite.

Diz-se que o filme andou nas salas de cinema em Julho, mas eu não dei por nada - e eu lá dava por alguma coisa em Julho? - mas ontem lá o vi.

Conselho:

Poupem-se.

O filme não é, como li hoje, uma 'grande produção', é, isso sim, uma grande merd@.

De uma a cinco, dou-lhe meia. Só para não passar a zeros.

25
Set13

Excesso de peso eu? Nem por sombras...!

Fátima Bento

A minha 'mái velha (a Mia), desde que o mei pai faleceu, não descola. Onde eu estou, está ela, se mudo de divisão e demoro mais de 5 minutos é ouvir os passinhos de quem vai à minha procura para ver se estou bem. Quando aqui à tempos tive um breakdown, e entre livros espalhados pelo chão e pontapés a tudo o que os meus pés atingiam, ela esperou calmamente que a coisa sossegasse, e quando berrei a plenos pulmões para o Tomás sair da sala e ele não saíu, à terceira atirou-se-lhe ao braço e deixou uma marca feia. Qu'aqui a mommy da Mia sou eu, pensa ela.

Mas a gaja tá tão gorda, mas tão gorda, que eu acho que EU não estou a sofrer de excesso de peso:

estou é com um caso de osmose aguda...

24
Set13

Organizem-se, estabeleçam prioridades e acordem, c@r@...o!

Fátima Bento

...eu diria que andam a gozar connosco (portugueses), se eu acreditasse que eles (políticos) fazem assim uma mínima das mais mínimas ideias do que fazem (ou sequer, se pensam).

[e já agora um aparte: bela oposição que temos, em que o presidente da CDU vem a publico e discursa que 'ainda nem pagámos a dívida que contraímos e já falam em pedir um segundo resgate' - é de mim, ou SE (um se com muitas reticências, como não podia deixar de ser...) a tivéssemos pago não se punha SEQUER A HIPÓTESE do tal segundo resgate? Mas isto sou eu a falar, que não percebo nada de política...]

Ia eu a dizer, antes do duplo parêntesis, que as reuniões deste governo devem ser pontuadas de idas à casa de banho ou à máquina de café, e de cada vez que um volta à mesa traz com ele uma ideia mirabolante e/ou estrambólica, que não tem nada a ver com o que quer que seja. Estou mesmo a vê-los a apostarem entre eles quem se vai sair com a maior e mais estapafúrdia, de tal modo que vai passar a lei. Porque esse parece ser o único critério a que obedecem.

OU ENTÃO andam a espreitar dossiers antigos, e a desencantar ideias de outros e a chamar-lhes suas, ideias que OU nasceram noutro contexto em que fariam algum sentido, ou muito antes pelo contrário, e por isso ficaram lá: no papel.

Falo, e podem começar a apedrejar, que eu sei que esta minha tomada de posição não será de todo pacifica, desta notícia (cliquem na foto para a ler):

Gente indignada que grita "Pois, dizes isso porque os teus filhos já são crescidos e ainda por cima, deves ter a memória curta":
ÓY!
...fáchavor!
Toda esta boa vontade salta da cartola NA SEMANA DAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS, barómetro reconhecido da ação governativa?
- Coincidência? Ná! ...eu é que sou má lingua...! -

"(...)Uma mãe ou pai pode vir mais cedo para casa, pode eventualmente vir a trabalhar apenas meio dia que o Estado suporta o restante. Contamos que esta medida esteja totalmente implementada no próximo quadro comunitário 2014-2020"

diz Pedro Mota Soares. E onde vai o Estado buscar esse dinheiro? Ocorre-me imediatamente que seria (não fora o contorno completamente absurdo da proposta), para não variar, à Função Publica no activo (cada vez em menor número, pelo que qualquer dia já nem chegam para o gasto-em-cortes) e, melhor ainda (até os caninos lhes brilham no escuro!) nos pensionistas do Estado, mas só nas pensões mais baixas, senão perde a piada. 
E a malfadada Troika, entre o Pedrinho (Mota Soares) ter fechado a braguilha e puxado a água, foi consultada?
Se nos reportarmos à Constituição Portuguesa - coisa de somenos, como todos sabemos - esta estória do Estado complementar ordenados cai por terra. Qual é o país da Europa onde tal vigora? Onde diacho há uma Constituição que permita tamanha promiscuidade legal?
A ser, a coisa seria assim: SE os pais trabalhassem em part-time - o que só por si já era ótimo, uma vez que desde que me lembro, só não há mais quem o faça porque não são disponibilizadas posições em part-time à cabazada - aufeririam o rendimento mensal correspondente. DEPOIS, se achasse por bem, O ESTADO PODERIA PROPOR À AR a criação de um subsídio complementar de que os pais que optassem pela redução de horário poderiam auferir se cumprissem determinados requisitos - e a ser criado tal isso (que não vai passar os domínios da ficção, como veremos), esses requisitos seriam dentro da fasquia do passe estudante, dos abonos de família, em que quem receba um cêntimo acima de equivalente ao RSI (ou o que lhe chamam agora), ou valor mais ou menos equivalente, NÃO TERIA DIREITO. Depois essa proposta seria votada pela AR, e iria ao crivo do PR, que vetaria ou votaria favoravelmente. E se tudo, tudo passasse com luz verde, então seria publicado em Diário da República e SÓ ENTÃO os interessados poderiam apresentar candidatura, depois de embranquecerem mais uns tufos de cabelo (se ainda tivessem algum), de volta de uma calculadora.
MAS, apesar deste cogumelo brotar inesperadamente SEIS DIAS ANTES DE SERMOS CHAMADOS ÀS URNAS, a verdade é que P.M.Soares não está a mentir: "Contamos que esta medida esteja totalmente implementada no próximo quadro comunitário 2014-2020" (sic). Ou seja, estão "safados" até 30 de dezembro de 2020. Mau, mau mesmo é se não o implementam no 31 desse mês desse ano. Aí sim, e só aí, lhes podemos chamar ALDRABÕES, com todas as letrinhas.
Agora a sério.
Para os mais distraídos, a verdade é que
estamos MESMO em recessão.
O outro Pedrito, o Coelho, pode vir dizer que tivemos uma 'subida das receitas' e uma 'quebra nos números do desemprego' - SE UM PAÍS VOLTADO PARA O TURISMO COMO O NOSSO NÃO TIVESSE ESSE RESULTADO NO PICO DE VERÃO, estávamos bem arranjados. E os idiotas AINDA NÃO PERCEBERAM - tadinhos! - que se tivessem BAIXADO O IVA À RESTAURAÇÃO e afinzes, tinham aumentado as receitas, e consequentemente, o PIB... mas "abençoados os pobres de espírito que é deles o Reino dos Céus", já lá dizia o Outro...
Mas a verdade é que, mal as temperaturas baixem, vamos olhar em volta e ver que o buraco aumentou.
Exponencialmente.
Eu, que não sou gaja de me passear em Centros Comerciais, onde só vou quando tenho mesmo de fazer alguma coisa lá dentro, qualquer dia tenho de fazer como a outra e colocar um calmante debaixo da língua antes de entrar no elevador: o número de lojas fechadas é desolador. E de cada vez que lá (e lá, é a qualquer um dos que frequento, aqui o Rio Sul ou o Almada Fórum) vou são mais.
Então, ó senhores, como é que depois de terem "cortado" o direito ao abono de família e subsidio de apoio ao estudo (não sei o nome certo, mas também não interessa nada) a eito - que quem se lixou foi, como de costume, o mexilhão - querem passar a PAGAR aos pais PARA FICAREM EM CASA????
Desculpem, mas isto faz sentido para alguém??????
Ainda à pouco tempo era suposto trabalhar mais tempo pelo mesmo (mesmo? aonde?) salário. Agora, 'bora lá gozar os dividendos do país rico que somos e pôr os portugueses a fazer filhos.
Para quê?
Então está-se mesmo a ver: para emigrarem. Esta geração está fadada: a minha mais velha já está, e o mais novo há-de  estar mal acabe o 12º ano. A geração que está agora a surgir vai levar com a herança de uma dívida que, a ser gerida como está, os vai empurrar, ainda (e sem qualquer sombra de dúvida), para além fronteiras.
O que vale é que nós até nem somos (só) portugueses: somos Europeus. Enquanto não levarmos com as fronteiras nas trombas, podemos movimentar-nos no espaço Schengen com relativa à vontade. 
Vamos esperar que assim continue a ser para podermos acreditar que os meninos e meninas que fizermos agora, vão ter um futuro razoável.
E de caminho, deixemo-nos de palermices em que só quem anda a dormir acredita.
Wake up and smell the coffee, portugueses.
... JÁ VAI SENDO ALTURA...
24
Set13

CHEGOU!!!!!!

Fátima Bento
Oito anos a namorar um livro, é obra!
- mas valeu a pena...
Ficou já, já na calha, para ler mal acabe o livro de esferovite deste momento: "As mulheres casadas não falam de amor",da Melanie Gideon, de que estou a gostar imenso, pela diferença  - daqueles livros que nos faz crer que só não escreve um livro quem quer - como se fora só isso... em papel e português, ai que saudades que tinha de ler na minha língua, só me apercebi o quanto quando o comecei a ler.
No Kobo, a ler agora (ok, parei, lá terei de o recomeçar já que estes dois 'valores' que acabei de mencionar lhe passaram à frente à mais-ou-menos má fila) "Where'd you go, Bernadette" de Maria Semple (também disponível em português), "The Gospel accordind to Coco Chanel", por Karen Karbo, e "The woman who went to bed for a year", da Sue Townsend, este último num desafio de/à Cláudia, cuja crítica, aqui me deu vontade de ler, já que duvido que o livro seja assim tão sem sentido. Retratar-me-hei aqui se disso for caso.

Em cima da mesa de centro da sala, em meio uma pilha de coffee table books de culinária, e mais duas pequenas pilhas de revistas de Setembro/Outubro, marcado com os óculos de toupeira que preciso para ler, está "A dieta dos 31 dias" da Ágata Roquete, a-ver-a-ver se me convenço a fazer um pequeno esforço de um mês (um mês passa a correr, sabemos bem disso, ó se sabemos) para perder 5 quilos e ver se me concentro no que como, que eu ando um nadinha à deriva.
Nisso como quase em tudo...
(nada de novo, portanto...)
E prontx, no que diz a leituras estou de mãos cheias.
Qu'a bom!

P.S: para quem não sabe o que dar aqui à menina no dia dos anos (sim, falta assim a modos que mais ou menos uma semana), faltam-me - faltam-me porque me fazem mesmo falta - os três primeiros livros de crónicas do Lobo Antunes (só tenho o quarto... e o que eu gosto dele!)

 

23
Set13

WTF #2

Fátima Bento

Ponto prévio: aquele momento em que estás a cruzar a porta da rua, depois de teres andado meia hora de rabo alçado à procura das put@as das chaves (do carro) - sabes que estão no quarto, não fazes é ideia onde, já que pediste à tua ametade - qu'é gajo e não tem verniz de gel nas unhas - para te enfiar a cópia nova da chave da escada na argola há duas noites, quando ele já estava deitado, e o teu filho adolescente se vira para ti e pergunta num tom meio-chocado-meio-desolado-meio-desiludido 'porque é que tu vais tão bem vestida?' e tens a sensação de estares num episódio da Twilight Zone.

23
Set13

Num mundo ideal, todas as certezas têm, obrigatoriamente de terminar com um ponto de interrogação

Fátima Bento

 

Porque nada nunca pode ser absoluto. A VERDADE é um conceito abstrato, que tem, obrigatoriamente que levantar dúvidas. Por mais certos que nos estejamos que o caminho É aquele, tem de haver uma interrogação à chegada, e fazer desse apeadeiro um ponto de escala para a viagem seguinte, para o destino que descobrimos provavelmente não ser BEM aquele. Tem de haver sempre mais alguma coisa. Sempre mais um passo (ou dois ou três) a ser dado. Porque não é espectável na natureza humana o contentar-se com ISTO, por mais dentro das nossas aspirações que ISTO esteja. 

O passo, o apeadeiro, o destino, a viagem seguinte pode ser como conseguir mais, menos, ou, simplesmente diferente.

Mas tem de haver essa 'ambição', esse desejo.

Porque no dia em que a verdade for dada como absoluta e a certeza perder o ponto de interrogação, temos um enorme, incontornável e intransponível muro de betão à nossa frente. 

E viver acabou; passamos a sobreviver a duras penas, e sem finalidade que o justifique.

E, para mim,

assim não. 

(este texto vem por inspiração e em sequência deste)

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