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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

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20
Set13

Behind the candelabra: uma hora e cinquenta e oito minutos de puro deleite

Fátima Bento

Já aqui falei do meu 'processo de avaliação dos dois ou três dias', que é mais ou menos o tempo que fico 'a marinar' um filme antes de emitir uma opinião. No entanto há filmes que me deixam com frenesi na ponta dos dedos, e "Behind the Candelabra" é, decididamente um deles.

Em primeiro lugar é obrigatório dizer que  Steven Soderbergh, quando se cansa dos devaneios  que lhe vão pontuando o curriculum, é um realizador com uma capacidade impar: neste caso, contar uma história sem cair no facilitismo de explorar o voyeur que há em cada um de nós, de abraçar umas quantas cenas intimas e fazer o seu 'Atrás do Candelabro' sem se fazer notar pelo lado escabroso da história (que o tem, ó se tem).

Não. Soderbergh pauta-se pela sobriedade e oferece-nos o lado humano da história de uma vida alicerçada em todo o tipo de excessos, de uma forma que poucos o teriam feito.

E sem perder a linha de raciocínio, unicos estão, também, Michael Douglas e Matt Damon, soberbos nas suas interpretações de Liberace e de Scott Thorson, com que o Divo manteve uma tempestuosa relação amorosa durante 6 anos.
Este é daqueles casos em que o elenco está de tal forma bem escolhido que não conseguimos imaginar mais ninguém a fazer nenhum dos papéis - as aparições esporádicas de Rob Lowe são espantosas! - mas first and outmost, os protagonistas são soberbos, do primeiro ao últimos dos 118 minutos da película. Um verdadeiro festival de talento, assente em diálogos pontuados com rasgos de génio e muita contenção onde se podia facilmente cair na banalidade do excesso.
Um aplauso de pé, cinco estrelas para as realização e representações, num filme a que dou, de cara quatro pontos em cinco, por tudo o que poderia ser e não é.

BRAVO.

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