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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso



Sexta-feira, 03.01.14

Palavras para quê? Grande entrada!

Há uma personagem divertidissima no Facebook de quem li um post há minutos, que vale a pena ser copiada, com os devidos créditos a quem escreve em nome do Jorge Daniel.

 

"Tive a melhor passagem de ano de sempre! 
O senhor Laurent do jardim zoológico deu-me dois bilhetes para ir passar o ano ao Moulin Rouge, e como a minha outra opção era passar em casa com o meu pai a ver foguetes pela janela, fui para o Moulin Rouge com o Wagner brasileiro.
Não começou muito bem porque eles não nos queriam deixar entrar e estavam a desconfiar muito dos nossos bilhetes. Também estavam a olhar muito para o Wagner e a dizer que nunca tinham visto ninguém vestido todo de gangas a entrar naquela casa. Liguei para o senhor Laurent e ele é que os convenceu a deixarem-nos entrar. Um dos empregados até pediu desculpa e elogiou muito um boné que eu levava dos Chicago Bulls.

Ficámos numa mesa com mais 6 pessoas e pareciam todos ricos e famosos. Olhavam muito para nós e até houve um casal que pediu para mudar de mesa, porque acho que não viam bem o palco. A sala era muito histórica e tinha montes de panos e toalhas penduradas pelo tecto e paredes. Na casa de banho até havia um senhor só para nos dar uma toalha, um mentos, ou ajeitar os ombros no fato, mas a mim só me deu um nó especial nos atacadores das Sparco.

A comida era muito boa, mas não dava para encher nada. Tivemos que pedir ao empregado para repetir aí umas quatro vezes até ele deixar a travessa na nossa mesa e ainda comi os restos de uma senhora que parecia aquela velha que fazia de mãe do Ernesto. Ela tinha uma raposa ao pescoço e eu e o Wagner só nos riamos porque parecia que a raposa estava a olhar para nós e a fazer um pirete. Essa senhora também saiu da nossa mesa enjoada mas no final da noite já andava com a raposa dentro do soutiã e a pagar shots ao Wagner. Depois disso nunca mais o vi. Mas ele depois de manhã deu 8 toques para o meu telemóvel, que acho que é o código entre nós para dizer que está tudo bem.

Bebemos muito vinho, licores e bebidas alcoólicas fortes que algumas eu até acho que eram ilegais. A festa estava cada vez melhor, então quando começaram a entrar as bailarinas é que foi o estoiro! Parecia que estava num sonho, cada uma melhor que a outra e quase todas nuas. Tive que me fechar na casa de banho duas vezes. O Wagner até parou de comer e foi-se sentar em frente ao palco, ainda antes das sobremesas. Só dizia: Caraca!!! E benzia-se.

Quando foi a meia noite é que foi a loucura total! Eu tinha levado uma garrafa de champanhe escondida na perna direita, o que até atraiu uns olhares curiosos de muitas mulheres que pensavam que era outra coisa. À meia noite bombei-a toda na nossa mesa de jantar. Pensava que ia haver mais gente a fazer isto, mas acho que fui o único e ficou tudo a olhar para mim. Houve até umas pessoas que ficaram escandalizadas e foram-se secar para a casa de banho ou mesmo embora.

Depois foi a noite toda a roçar a mão nas gatinhas e a trocar olhares. Uma delas até me apresentou um segurança que acho que era amigo dela. Senti que muitas dançarinas se queriam aproximar de mim, mas como estavam a trabalhar preferiram um momento mais privado comigo só depois do final da festa. Comigo também é sempre "trabalho é trabalho, conhaque é conhaque".

Fiz amizades e amores para a vida, destruí corações, levei várias dançarinas ao prazer limite, e deixei um BI falso com o meu número de telefone para me chamarem na próxima festa".

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por Fátima Bento às 22:10

Sexta-feira, 03.01.14

Provavelmente este deveria ter sido o post de dia 1...

Todos temos musicas que para nós são emblemáticas. Na língua de Camões, nomeadamente com o nosso sotaque, nada bate o 'E depois do adeus', do Paulo de Carvalho, 'Estrela da Tarde', pelo Carlos do Carmo (por favor!) e o 'Adeus Tristeza' (pelo Fernando Tordo, poramordasanta!). Existem alturas em que estas nos fazem mais sentido, e neste inicio de ano esta faz TODO o sentido, parece um vestido feito à medida...

Por isso, para todos e todas que se revêem nela - acho que todos nos revemos, se seguirmos a letra com atenção até ao fim - aqui fica uma das coisas mais bonitas compostas em português - digo eu, e mais uma vez, que sei eu?

 

Adeus tristeza - Fernando Tordo

 

Na minha vida tive palmas e fracassos 
Fui amargura feita notas e compassos 
Aconteceu-me estar no palco atrás do pano 
Tive a promessa de um contrato por um ano 
A entrevista que era boa, não saiu
E o meu futuro foi aquilo que se viu 

Na minha vida tive beijos e empurrões 
Esqueci a fome num banquete de ilusões 
Não entendi a maior parte dos amores 
Só percebi que alguns deixaram muitas dores 
Fiz as cantigas que afinal ninguém ouviu 
E o meu futuro foi aquilo que se viu 

[Refrão:] 
Adeus tristeza, até depois 
Chamo-te triste por sentir que entre os dois 
Não há mais nada pra fazer ou conversar 
Chegou a hora de acabar 

 

Na minha vida fiz viagens de ida e volta 
Cantei de tudo por ser um cantor à solta 
Devagarinho num couplé pra começar 
Com muita força no refrão que é popular 
Mas outra vez a triste sorte não sorriu 
E o meu futuro foi aquilo que se viu 

[Refrão] 

Na minha vida fui sempre um outro qualquer 
Era tão fácil, bastava apenas escolher 
Escolher-me a mim, pensei que isso era vaidade 
Mas já passou, não sou melhor mas sou verdade 
Não ando cá para sofrer mas para viver 
E o meu futuro há-de ser o que eu quiser 

[Refrão]

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por Fátima Bento às 12:40


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