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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

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26
Ago09

O filme do mês

Fátima Bento

Ontem vi um filme, no mínimo, soberbo.

 

 

The Visitor/O Visitante, é um filme feito em 2007, tendo seguidamente corrido o circuito de festivais, e sendo depois lançado nas salas de cinema a 18 de Abril de 2008. Acumulando uma serie de prémios ao longo do caminho percorrido - que pode consultar aqui - foi também nomeado para o Óscar este ano, sendo Richard Jenkins nomeado para a categoria de melhor actor, galardão conseguido pelo magnífico Sean Penn em Milk .

 

Sinopse

 

O professor Walter Vale (Richard Jenkins), lecciona na Universidade do Conneticut a mesma cadeira há anos suficientes para não ser mínimamente desafiante, e para encorajar a sua entrega ao luto da sua esposa, escondendo-se atrás da feitura de um quarto livro que percebemos, nem começou. 

 

Forçado a ir a Nova Iorque a um congresso, apresentar um trabalho que nem sequer escreveu - mas do qual assinou a co-autoria com uma colega, indisponível para ir no seu lugar -  Walter apanha um valente susto quando, ao entrar na sua casa em Greenwich Village, se depara com dois "inquilinos", um jovem sírio e a sua namorada senegalesa, de que desconhecia a existência. Passado o desconforto inicial, e explicado que os mesmos tinham alugado o apartemento a alguém chamado Ivan, que se dizia amigo do dono, os dois abandonam o apartamento, sendo resgatados de uma noite incerta por Walter, que os convida a ficarem até encontrar local para se mudarem.

 

Mas dentro de Walter, existe algo vivo, algo que procura forma de sair e de se libertar e libertá-lo assim da vida asceta que vive. A amizade que se gera entre ele e Tarek (Haaz Sleiman), ajuda-o a despertar e soltar o ritmo que aprende a libertar tocando jambé.

 

Mais de que um drama típico sobre relações humanas e a necessidade das mesmas,The Visitor/O Visitante é um pouco mais de que espreitar na fechadura do preconceito e medo pós 11 de Setembro, traduzido na intransigência face a alguém de uma cultura e nacionalidade diferente, na testa de quem se forma imediatamente um rótulo, indelével, e que leva os americanos a agir como... americanos. 

 

Paralelamente ao despontar e crescer de esta amizade à partida improvável, entre estes dois homens, assistimos ao nascer de um novo Walter, mais vivo e definitivamente, mais livre.

 

Um filme fantástico, para quem valoriza as relações humanas e a auto descoberta. Pode ver aqui o trailler do filme, e tirar as suas ilações.

 

 e meia.

 

B'jinhos

 

Fátima

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