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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

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08
Ago10

Inception: hummmmm....

Fátima Bento

Como disse, na quarta-feira passada, lá fui ver o tão falado e aclamado "Inception/A Origem". Ia expectante, a Inês não fala noutra coisa, vai na quarta-feira à noite ver em IMAX, em Londres (gente coisa é outra fina, LOL). Mais: deu-se ao trabalho de ver os filmes todos que o Christopher Nolan fez até agora (também, não são assim tantos...) para entrar "na cabeça" do realizador. Bom, ela vai estudar cinema, certo? Mal por mal, vai fazendo os trabalhos de casa =o)

 

Para início de conversa, o cinema não foi aquele onde eu queria ir. Optámos por um mais perto, mas com uma qualidade de imagem inferior. Azar... mas, já que eu no dia seguinte tinha de me levantar às 7:00h., tudo bem.

 

E então vamos lá ao que achei...

 


Pelo que me disseram, a critica está a dividir-se entre os que adoram, e os que detestam. É natural, este é um filme a que é impossível ficar indiferente.
Leonardo DiCaprio está fabuloso (aliás, como já estivera no fantástico "Shutter Island", do mestre Scorcese).
Christopher Nolan deslumbra-nos com uma estória fabulosa, com matéria prima que poderia ser trabalhada de uma míriade de formas. Numa primeira parte, o conceito de "Inception" é-nos apresentado inteligentemente, de forma a que não seja demasiado difícil acompanhar o raciocínio.
Entrar no sonho de outrem, se já nos parece incrível (sendo que essa possibilidade é defendida por estudos científicos, como estando para breve), criar um 'sonho-dentro-do-sonho' deixa-nos em suspenso. Ao sonhar, estamos com o nosso subconsciente "exposto", de modo que não só é possível que altere a direcção desse mesmo sonho, como tal é expectável. E é aqui - precisamente aqui - que eu comecei a desencantar-me.

Não é possível que o subconsciente de alguém seja tão simples e básico como o de Dom. Não é possível que seja tão "chapa-na-chapa", sem simbolismos, sem distorções, sem subjectividade. Ninguém é assim. E apresentar-nos um subconsciente tão básico e com base num trauma tão "batido" - a culpa, a família... - é uma forma de jogar pelo seguro. É garantir um blockbuster. É fazer pontaria aos Óscares. E o que eu acho no meio de isto tudo, é um imenso desperdício, subir até ao céu com as possibilidades... e a montanha parir um rato.
E a piada nisto tudo é que eu não consigo deixar de achar que este é um bom filme!!!!
Mas o facilitismo dá cabo de mim. E Nolan divide-se entre a capacidade - que aparenta ter - de entrar para a história do cinema (desta vez com H), pela passadeira vermelha, ao som de trombetas, ou pura e simplesmente entrar, com uns quantos flashes de fotografos e pouco mais.
Dizem que ele reinventou a forma de fazer cinema. Talvez tecnicamente o tenha feito - e a minha filha e alguns amigos dela estarão mais habilitados para falar nisso de que eu. Mas EU penso que isso de que falam, foi conseguido pelos irmãos Wachowski, em 1999, com "The Matrix". Se sem "The Matrix" haveria "Inception"? Provávelmente. Mas não é por isso que "Inception" é, como alguns dizem, o novo Matrix. Os Washowski correram riscos que Nolan decidiu não correr, e é isso que não lhe perdoo: porquê satisfazer-se com a feitura de um bom filme quando pode fazer um filme fabuloso? Pela bilheteira... pelos galardões...?

Pessoalmente, penso que o filme prometeu e não cumpre o que foi prometido.
Mas acho que sim, que merece ser visto, Nolan esforçou-se em fazer um filme que agrade a uma imensa maioria, por isso premeiem o homem com boas bilheteiras. Captou a minha atenção - já o tinha feito com "The Prestige", e antes com "Memento", com "Insomnia", e, claro, com o inatacável "The Dark Knight", e garanto que estarei atenta aos seus próximos trabalhos. na esperança de que não receie ultrapassar a sua comfort zone.
Para bem do Cinema.

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