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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

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29
Mar12

A odisseia da medicação errada, parte 2

Fátima Bento

Lembram-se disto? Pois é que não está lá a história toda. Não porque tenha desejado ocultar a mesma, mas porque foi um lento e penoso despertar, depois de tomar aquela merd@ toda durante seis dias, dar-lhe um corte de catanada e inverter a 180º, quando ía bastante acima da velocidade recmendada para tal. Digamos que foi o camandro. Durante mais três ou quatro dias continuei a sentir os efeitos adversos dos medicamentos, que ainda estavam no sistema. Mais: como interrompi a outra medicação durante essa semana, quando voltei à mesma, tive de passar pelo processo de (re-)habituação (os costumeiros 15 dias de boca pastosa e de gosto duvidoso. Sorte que foi um pouco menos) outra vez. 

Efeitos adversos:

  • Continuei agressiva durante dois ou três dias, sendo que em sentido descendente;
  • Ganhei uma fabulosa crise hormonal e desde aí que período nem vê-lo, e o corpo, baralhado, vai fazendo das suas: acordo uns dias com aquelas moínhas de - É hoje!, outros com as mamas do dobro do tamanho, como se estivesse grávida... digamos que o meu organismo está tipo anti-virus à procura do bug, e enquanto o faz, vai testando... e quem se lixa é aqui a mexilhona...
  • Afetou-me minudências... eu sou muito distraída, e fiquei mais, e com valentes lapsos de memória. A coisa tem melhorado, mas eu espero sinceramente que não me tenha f@did@ nenhuma célula das que já não voltam a crescer. Por via das dúvidas acho que me vou começar a empaizinar de anti-oxidantes para elas se renovarem mais depressa.
  • Reprecurssões físicas: descamação do couro cabeludo, de tal forma que apesar de estar mesmo a precisar de cortar o cabelo, tenho-me sentido desconfortável com a ideia de ir à cabeleireira. 
  • Pele macilenta e desidratada.

Mas o pior, ou pelo menos mais evidente e embaraçoso:

 

Na véspera de ir ao senhor doutor, tinha-me pesado, e a balança acusou 72 quilos. Como o meu peso ideal, aquele em que me sinto mesmo bem, se encontra na janela 65-67, contas feitas bastava-me perde 5 quilos para ficar porreirinha. Dali até ir à praia com ela cheia, tinha mais que tempo de o conseguir.

Entretanto vou à consulta, o gajo receita-me, eu tomo a medicação, e, ao 6º dia dou-lhe 'um corte de catanada e inverto a 180º' como digo acima. E, como tinha lido nas bulas que alguns faziam engordar, óy qu'ela vai à balança avaliar os estragos... 

6 DIAS = MAIS SEIS QUILOS.

Rácio: 1 quilo/dia!

Ok, 5 quilos, uma pessa perde, ou pelo menos eu sei que consigo perder, agora 11????

  

É que não estão bem a ver o filme... essa pesagem foi feita no dia em que mudei a medicação. Atentem acima: "Durante mais três ou quatro dias continuei a sentir os efeitos adversos dos medicamentos, que ainda estavam no sistema". Passado esse tempo, nova subida ao calvário: 81 quilos - mais 3!

Para fazerem uma ideia do impacto psicológico da coisa, eu fui com os meus jeans favoritos à consulta, passado pouco mais de uma semana, eu até conseguia entrar dentro deles, mas o gancho ficava a um palmo do sítio onde devia, e apertar, só em sonhos...

 

... e roupa para vestir? uma verdadeira odisseia: umas jeggings e dois camisolões leves. Vira-o-disco-e-toca-o-mesmo.

A temperatura subiu, graças as deuses, e consegui descobrir três ou quatro peças que me servem, e benditas leggings por baixo de túnicas compridas e/ou vestidos curtos!

De cada vez que olho para o espelho, penso 'quem é aquela?' Sinto-me a minha falecida gata Blimunda: um corpo imenso e uma pequena cabeça (ainda para mais hoje, que saí com o cabelo apanhado). Estou disforme. 

 

Foi mais ou menos assim: 

um dia adormeci com 72 quilos, e quando 'voltei a mim' pesava 81.

 

Neste momento oscilo entre os 78 e os 79 quilos, sendo que 2/3 de diferença foram perdidos com a cura desintoxicante aqui ao lado, que tem a duração de uma semana e serve para 'limpar' o organismo, que era coisa que o meu precisava mesmo, depois de meter aquela porcaria toda cá para dentro...


Agora há que passar à fase 2, e tentar continuar a perder peso. Não estou com vontade nem paciência, mas ainda hoje, no elevador do H. Santiago olhei de perfil para o espelho e vi uma grávida. 'Olha Tomás, vais ter um irmão!' 'Fogo!, parece mesmo barriga de gravida!...', diz ele de olhos arregalados. Verdadinha. Estou uma verdadeira desgraça.

E praia? 

E a praia, sinhores????? 

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