É só cóltura!
Acabei de ver o 'We need to talk about Kevin/Temos de falar sobre Kevin'.
Para não variar do que li sobre o assunto:
. O filme é muito, muito bom;
Para variar do que li sobre o assunto:
. tirando o tema, não vejo nenhumas grandes semelhanças entre este e 'the good son/o bom filho'
. não não nos deixa sem vontade de ter filhos.
Dis-pa-ra-te!...
Antes de mais nada, há que pôr o Ezra Miller debaixo de olho: o miudo tem um fantástico papel, que defende com as entranhas. Vamos ouvir falar dele muitas, muitas vezes.
Depois há os outros Kevins. Os abaixo:
R'áis part'ós putos, são todos Kevin's de peso!
E deis, há a Tilda. Mas a Tilda é a Tilda, ponto parágrafo.
Aqui, ela desempenha um papel daqueles que eu gosto mesma: a palavra é contenção, contenção, contenção. E é tão bom ver alguém a segurar um papel qb, o necessário para que sintamos a angústia daquela pena-de-morte-em-vida. Fabulosa como sempre.
Se eu aconselho? Claro que aconselho...
Agora o filme deixou-me uma sensação (A MIM, por isso vale o que vale) que faria o sr. Freud aplaudir: fiquei com a sensação que parte da culpa é mesmo da mãe. Uma pequeníssima parte - a mesma rejeitou-o quando nascia, e todas as tentativas de aproximação ao filho eram penosamente forçadas. Será que o puto se teria transformado naquele monstro SE...
...sim, ele dificultou-lhe o trabalho a vida toda, mas soa-me a um pedido de atenção... e depois, há o final. Os psicopatas não sentem remorsos, é o pilar onde assenta a sua psicose... então aqui o que pesou mais:
nature or nurture????
EU fiquei com essa dúvida. E no fim de contas, penso que a mãe também.
Olhem, vão ver.
E se já viram, digam-me o que acharam, sim?


