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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

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30
Set12

Na terra das musas e na minha o fuso horário não é o mesmo

Fátima Bento

Acordei às 5:33h. Pelo menos eram precisamente 5:33h quando as minhas vistas direita e esquerda concordaram que no mostrador do despertador estavam 3 digítos e apenas isso, e resolveram focá-los.

Estava numa sala confortável, de luz quente, indireta, sentada confortávelmente numa poltrona com uma revista (não vi a capa, mas tenho a certeza, que era a Máxima) aberta nas mãos. E li, não sei se excerto de livro, se conto, umas paginas de uma narrativa fabulosa. Acordei com aquela sensaçãa que temos quando fechamos um livro que nos encheu a alma, bolas, há gente que nasceu mesmo para escrever.

Durante uns poucos minutos, podia ter repetido cada palavra, a forma como estavam encadeadas. A trama era de somenos, embora fosse igualmente cuidadada, desenrolando-se na era vitoriana, ou por ali perto. Fechava com uma nota, em caixa, que misturava infomação com um humor mordaz e irónico pegando numa caracteristica vincada da epoca, que faria o leitor rir, não estivessemos a falar da personagem central, então já cadáver. E desse pomenor, estou a tentar não me esquecer.

5:33h

bolas, há gente que nasceu mesmo para escrever

Bom, podia ter-se ouvido o golpe disferido pelo taco de basebol, não fora àquela hora toda a gente estar a dormir profundamente.

Abanei a cabeça para afasta a tontura provocada pelo golpe, e quando os passarinhos pararam de rodar à minha volta, encarei a minha musa, muito zangada, de mãos na anca, prontinha a descalçar as sapatilhas e a calçar a chinela...

- Ó minha idiota, podia ter-me berrado a plenos pulmões, então não vês que esse conto que bolas, há gente que nasceu mesmo para escrever foi criado por ti, por essa cabecinha de cocó insegura? É bom, não é? Então porque é que é preciso estares a dormir para me deixares fazer o 'meu trabalho'? F@d@-...!, e foi-se embora muito zangada.

5:33h

bolas, há gente que nasceu mesmo para escrever

A memória esbateu-se. Não voltei a conciliar o sono.

A musa diria, e muito a propósito:

-parva!

... há gente que nasceu mesmo para escrever...

 

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