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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

03
Out12

Então, ontem foi assim:

Fátima Bento

Sempre achei que fazer anos é o melhor que há. Primeiro, porque é um dia só nosso - e de quem mais fizer anos nos mesmo dia, mas a menos que tenhamos um gémeo, é o NOSSO dia.

E muitas vezes, durante a adolescência tive (acho que isso é um mal comum...) tristes experiências 'aniversariais', pelo que, como para tanta coisa, preveni-me: passei a fazer wish lists, contagens decrescentes, a avisar de véspera... tudo para não ter de passar pela situação de se esquecerem do meu dia.

Porque para mim isso equivalia a esquecerem-se de mim.

Ora bem, reminiscências à parte, preparei o meu dia para ser, no mínimo,fantástico.

Passei a manhã no SPA. Yup, o tratamento era previsivelmente de 90 minutos, mas demorou mais tempo. MA-RA-VI-LHA! Mmmmmm... [voltamos lá dia 16, desta feita os dois, já que fazemos anos de casados, e aproveitei uma prenda de aniversário em numerário que, regra geral, recebo, e canalizei-a para aí. O Vitor TEM de saber o que é aquela experiência!] 

Bom, mas voltando a ontem, saí do Spa três palmos acima do chão (juro!), peguei no carro e fui para o Almada Fórum, para ir ver o 'Terapia a Dois', com a Meryl Streep e o Tommy Lee Jones - era esse ou o 'Para Roma com amor', do Woody Allen. Dirão que não seria de antever que qualquer um dos dois fosse merecedor do carimbo de 'grande filme'; não era suposto, também, ontem ir ver um Grande Filme, nem um que me fizesse pensar per si, apetecia-me desfrutar o dia, ponto paragrafo (chamemos-lhe fifty shades syndrome - diverte, enterte, e chega).

Pois que foi o filme perfeito para ontem, e digo mais: que se lixem os 6.7/10 que o IMDb lhe dá. Um Óscar para qualquer dos dois seria merecido, são, e estão fantásticos, o filme é uma ternura deliciosa.

Depois fui ver o presente que a minha filha me comprou mas que ainda vai levar uns dias a chegar - canudo, havia fila na Fnac para lhe mexer!!!! - INEZ, RYAN, ADOREI, I LOVED IT - the one for show was black, so I'll still be surprised when I get it! !

Mas aqui no blogue vão ter de esperar os dias que eu vou esperar para lhe chamar meu para saber o que é.

Ah-ah!

Depois, o meu dia seguiu igual a todos os outros 364. Fui levantar o passe do pikeno ao Pragal [quem já passou por isso, com o sol de feição, sabe o 'bombom' que foi estar mais de uma hora ali à seca (sim, à torreira do sol, é mais que seca)]. Segui para o Centro de Saúde, para tratar de um assunto relativo ao sogro, fui aos sogros - só espreitei o doente que dormia profundamente, e voltei para casa, cansadíssima (depois explicarei porque é que me ando a cansar tão facilmente). Mal entrei fiz

- ufffffaaaaa!

verifiquei que o marido já tinha saído para o ginásio, vejo uma rosa na sala com um post it, assinado pelo meu filho. Fiquei toda feliz! Ato continuo fui ao quarto dele, que estava vazio.

Ai o puto que ainda está na escola, e está à minha espera!

Tinha acabado de pôr o telemóvel a carregar, ligo-lhe, enfio as sabrinas e saio desembestada algures entre a vontade-de-dizer-palavrões-ou-de-desatar-a-soluçar-que-nem-um-bezerro-desmamado, mas como não tinha tempo para uma coisa nem para a outra, ficou o assunto resolvido.

Mal regressei a casa, descalcei-me, tirei a roupa (que tinha sido comprada antes de perder estes quatro quilos, pelo que me fez passar o dia consciente de estar, além de desconfortável - a saia subia e girava confome lhe aprouvia' e a camisola mal tocava no corpo - com um ligeiro ar de 'saco de batatas') e mergulhei na cama.

E pronto. Foi assim o dia do meu 45º aniversário.

O Vítor chegou às 21:30h, mais ou menos, e eu estava triste.

Prontx.

P.S: A prenda do marido foi uma epopeia de dois dias; foi entregue na segunda, e aguardei pacientemente até ontem, uns minutos antes das 6, para a abrir. Falo sobre isso no post seguinte.

Este foi o post umbelical e mimimimico do meu aniversário.

(de vez em quando, sabe bem ter pena de nós e desabafá-lo, desculpem qualquer coisinha...) 

Já volto mais animada - a monocordia do Gasparzinho está-me a deixar balhelhas, tenho mais é de ir dormir. 

Mais logo volta a metade feliz, alegre e brilhante. E quanto mais não seja porque o dia acabou ali, mas não as conclusões aferidas a dois que foram muito positivas. Mas falo depois, ok? 

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