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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

Sex | 14.12.12

Coisas boas de 2012 - parte 1 - um objecto

Fátima Bento

Eu sempre disse que quem gosta de livros tem de os ler e ter em papel: ele é o cheiro, o virar a página, as lombadas todas desalinhadinhas nas estantes! Sempre sonhei em ter uma sala-biblioteca com estantes do chão ao teto carregadinhas de horas e mais horas de leitura, com um cadeirão de orelhas e um candeeiro de pé alto, mais uma otomana para descansar os pés.

Estão a ver o filme?

Então, em Maio passado, no meu aniversário a minha filha fez questão de me oferecer uma prenda marcante, e eu pedi-lhe um reader.

Ela achou que o Kobo era lindão, e eu recebi um prateado.

Em que é que o reader mudou a minha vida para melhor?

  1. É pequeno
  2. Leve
  3. Cabe em qualquer carteira
  4. Consigo lê-lo na cama toda tapadinha, só com uma mão de fora (!)
  5. As obras são um nadinha mais baratas e - o melhor! -
  6. encontram-se muitas gratuitas (mesmo gratuitas, não estou a falar de piratas)

Então e a biblioteca cheínha de livros, dona Fátima?

Pois que sim, claro.

A diferença é que agora, as obras que compro são selecionadas para caber em duas categorias: as 'material para papel', e as 'material para reader'. Há 'N' livros que não compraria nunca em formto digital (ou pelo menos, mesmo que o fizesse, acabaria por ir buscá-las em papel). Não imagino Lobo Antunes sem ser palpável, folheável, cheirável. Para mim a sua escrita é demasiado sensual, na medida em que me desperta todos os sentidos, para ser lida num aparelhómetro eletrónico. 

Já E.L.James, não imagino sob outra forma que não num cartão de memória. E há uma míriade de escritores alguns com muitas aspas, que cabem lindamente no meu leitorzinho. Assim, deixam espaço nas pateleiras para os que, como L.A., me dão realmente prazer em ler, e reler, e consultar.

 

A biblioteca fica mais reduzida mas com maior qualidade.