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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso



Terça-feira, 17.12.13

A invasão veste de vermelho e branco

Pois que aqui há uns tempos valentes, presumo que deve coincidir mais ou menos com o aparecimento das lojas chinesas nesta quadra, as nossas janelas e varandas começaram a ostentar pai natais pendurados em cordas. E como se não bastasse um, havia-as com dois, três quatro - gente egoísta, que queria o Natal todo para si, só pode...

Meteu-me, logo na altura, um nadinha de aflição, pelo que escrevi, a seu tempo, um post sobre o assunto.

E eis senão quando este ano começo a vê-los no seu apogeu, pendurados nas ditas... ou andei a dormir nos últimos anos, ou estamos a ser re-invadidos...

O post que mencionei tem em comum com o de hoje, o título, e o texto que se segue, decalcado a papel quimico - diga-se em abono da verdade, copiado e colado na íntegra...

Até há bem pouco tempo atrás, era vê-las: verdes e vermelhas, exibiam as quinas em tudo quanto era janela e varanda deste país (pois, não me estou a esquecer dos automóveis, e tal, mas pela sequencia vão perceber porque não entram na equação…). Não havia cão nem gato que não enaltecesse a selecção e empunhasse bravamente o símbolo do orgulho nacional. Devemos tal devoção a um brasileiro que conseguiu mais em meia dúzia de meses de que os políticos nacionais em 32 anos - mas também, vão lá perguntar a uma criancinha o que simboliza a bandeira, que levam com um “é da selecção” que ficam abananados 3 dias. Ah pois é…

Mas isto vem a propósito de, de repente, as bandeiras terem desaparecido das varandas e janelas do nosso país, assim, da noite para o dia. E no seu lugar ainda quente, podem agora ver-se… Pais Natal. Aos magotes, haja pachorra para tanto bonequinho pendurado, de cordas, escadas, o diabo a sete. Eu tenho cá para mim que se olharmos os gajinhos de perto, olho no olho, a maioria tem os ditos em bico, e não pronunciaria os ‘L’ nem que pudesse falar.

Aaaarghhh!!!!!

Hoje quando ia trabalhar, pus-me a olhar para as janelas - só - do meu lado direito, e 2 km depois já estava tonta e levemente nauseada. Oh bando de carneiros, que só sabe pensar e agir e rebanho! País pobre em ideias este, hein?!

Pois, argumentarão alguns, mas se calhar têm criancinhas em casa que pedem e insistem, e como os anormaizitos de vermelho e de olhos rasgados até são a €5 a dúzia (digo eu, que graças a deus não faço a mínima ideia), então ‘buga lá fazer a vontade à criancinha, enquanto lhe damos uma lição de ‘carneirísse militante’. Boa!

E o argumento das criancinhas cai por terra num país em que a taxa de natalidade é a vergonha que se sabe. Palavra de honra, não há tantas crianças como pais Natal nas janelas, senão este ano ainda nos habilitamos a levar o prémio de garanhões mais prolíferos da Europa!

Irra!

Eu também tenho duas criancinhas cá em casa (toda a gente sabe, mas é só para vincar um ponto), e, p’a minha rica saúde, juro que se pedissem, e depois do logicamente incontornável “NÃO”, tivessem a lata, o descaramento e a pouca vergonha de insistir, eu saía de casa directo para uma loja chinesa e comprava não um, mas DOIS fatos de Pai Natal, uma corda grossa, vestia-os e pendurava-os na janela (não se arrepiem, eu moro num primeiro andar…), mal por mal, sempre ganhávamos em originalidade.

Abaixo os pais natal nas janelas! Se a ideia era promover o espírito natalício, ‘tá mesmo a sair o tiro pela culatra… a gente até chora por 6 de Janeiro, para ver os gajinhos a desaparecer! Mas eu já pensei: e se… e se o diacho dos anões seguem o principio das bandeiras e só saem de lá quando caírem de podres?

Bom, gente, se assim for, vou seriamente pensar em mudar de país.

Pela minha rica saúde se não vou!

Irra!

(post 'a invasão veste de vermelho', escrito e publicado em terça-feira, 19.12.06)

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por Fátima Bento às 17:36



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