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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

30
Set07

Escrito na SEXTA FEIRA DIA 28 DE SETEMBRO

Fátima Bento

Sexta-feira, dia complicado. Adormeci às 01:30h e acordei às 03:30h.

 

Prontos.

 

Já não dormes mais.

 

06:20h, acorda o marido, eu puxo do computador, mas, sem cabeça para escrever, e FARTA dos “Magic Match”, peço-lhe para trazer o ficheiro dos filmes. Pronto, lá acabei com um dos inevitáveis: “A Educação de Helen”. Acabo o filme lavada em lágrimas.

 

(o filme é uma comédia, mas puxa ao nosso lado maternal, e com duas horas de sono, aqui a je parecia uma esfregona muito mal espremida)

 

São 09:00h. Desligo o portátil, viro-me para o outro lado, e ‘ferro’a dormir até ás 10:00h, quando o Tomás entra no quarto, com o meu telemóvel em punho “– Desculpa lá mãe, isto está a tocar, e pode ser importante!”

 

(yá, bué, era o despertador!!! E tudo porque me tinha esquecido de o desactivar na vésepera...).

 

Depois de um bom dia e uns beijos repenicados, volto a fechar os olhos, não para dormir, mas porque sim. E começo a fazer contas de cabeça: aula de condução ao meio dia, comprar as prendas para as amigas do Tomás que vão fazer anos, ir à outra casa com o esquema da cabine de duche para o canalizador, deixar o almoço do Tomás prontinho para ele aquecer no micro-ondas… não era mesmo hora de preguiçar. Rebolo na cama, "estaciono-me" com o rosto para cima durante um bocadinho a ver se a lei da gravidade ajuda a tirar possíveis marcas de almofada.

 

Dez minutos depois, na casa banho, confirmo em frente ao espelho com as luzes do mesmo acesas (holofotes seria o termo mais apropriado) que pareço um besugo. E isso é novidade, nunca acordo com os olhos inchados (mas se calhar 3 horas de sono não contam como dormir...). Mas está bem, pronto. Amando-lhe com um creme de contorno aplicado com delicadas massagens circulares, e trato de ir dar de comer às gatas e começar o almoço do puto (isto eram aí 10:30h). Volto ao quarto e visto-me. Passo a escova no cabelo, e desligo o fogão. Confirmo com o Tomás que é só pegar no tacho de pirex, e pô-lo dentro do M.O. durante 2 ou 3 minutos. Recebo de volta um revirar de olhos, um abraço, um beijo e “diverte-te na condução!” Ok, prometo.

 

Ao cruzar a porta, olho o espelho antes de colocar os óculos, e confirmo: um besugo. Só que agora mascarado de mosca.

 

Vou ao café da Rita tomar uma bica, e comer um bolo qualquer, de preferência pouco doce, que não tenho fome e açúcar em jejum é mesmo o que (não) me está a fazer falta…

 

Entrego o esquema ao trolha que estava lá em casa (não sem antes confirmar com o empreiteiro que o ia fazer), e desço para a loja onde escolho as prendas das meninas. 11:45h, tudo feito, vou esperar pelo instrutor no café do costume, sobre uma segunda bica.

 

Este quando chega, mostra-me que, na lista dele, a minha aula é às duas. Na minha é ao meio dia, mas isso agora não interessa nada. Tudo bem, volto à hora combinada.

 

Vou a casa pôr as prendas, e decido ir ao Continente devolver uma compra enganada que tinha feito na véspera. O Tomás está aquecer o almoço, está tudo bem, e eu saio.

Estou na zona dos livros (where else?) e toca-me o 91, Remetente: casa. Toco no botão vermelho, puxo do Uzo e faço a ligação.

 

“Mãe, ‘tou mal disposto, sinto-me mal, dói-me a cabeça, sinto que vou desmaiar, o que é que eu faço? “ Depois de uns minutos em que lhe explico que é nervoso, “como nervoso, eu não me sinto nervoso!", e eu passo a explicar que é (e o que é) uma manifestação psicossomática, digo-lhe para tomar um Ben-u-ron para a dor de cabeça e ir para a escola “Tu não podes estar sempre a faltar”, remato. “Ok, mãe tenho 5 minutos, vou-me despachar, até logo.”

 

Fico mais tranquila, ainda espreito uma ou duas novidades interessantes, e continuo as (poucas) compras que fui fazer.

 

13:30h, saio do Centro Comercial e dirijo-me a casa.

 

Porque não tenho andado no meu melhor e estava muito calor, “vejo-me grega” para cá chegar. Quando enfio a chave na fechadura da porta da escada, olho para o relógio e vejo que me sobram 10 minutos para me esticar na cama, no sofá, onde calhar, para retemperar as forças antes da aula.

Subo as escadas e abro a porta. Antes de a fechar reparo que na sala, sentado no banco, com a cabeça em cima da secretária, está o Tomás.

 

“Então filho, não foste?” Pergunto com aquela tranquilidade toda zen que vamos buscar não sei onde, quando estamos todas às voltas cá por dentro, sem saber o que pensar ou fazer... “mãe, eu desmaiei! Não consegui, e depois o autocarro já rinha ido, e depois…” “ e magoaste-te?” “sim", soluça. “Pronto, deixa lá, está tudo bem!”

 

Estou em pânico, aflita, nauseada, cansada, e vou pegar num carro em 7 minutos. E é tarde demais para cancelar a aula. Mando-o deitar e não tocar no computador (para prevenir eventuais manhas..) e saio.

Para o bem e para o mal, o instrutor está lá ao meu lado.

Devo dizer que para o estado em que me encontrava, a aula até nem correu muito mal.

Entretanto de volta a casa, chega o pai, e saem os dois rumo à piscina para a aula de natação, com o Tomás normalíssimo, e de caminho, deixam-me na escola da Inês para a recepção aos Encarregados de Educação.

Quando, na volta, nos vão buscar, 2 horas depois, estou hirta de frio e cansaço. Chego a casa e enfio-me na banheira com duas bolas de óleo de aroma a chocolate da Sephora.

Tentei relaxar enquanto ouvi as novidades dos dois durante todo o tempo que estive na banheira, e ainda vim um bocadinho à sala fazer companhia ao marido.

Depois, fui-me deitar.

Depois conto como foi o Sábado...

Inté,

Fátima

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