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Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma "dona de casa" 2.0

... à beira de um colapso

01
Out07

Escrtito SÁBADO 29 DE SETEMBRO DE 2007

Fátima Bento

Prometi contar como tinha sido o meu sábado… pois, olhem,

 

…nem perguntem!

 

 

Eu, para quem ainda não sabe, vou mudar de casa. Mais precisamente para a casa onde nasci, que estava a precisar de uma remodelação T-O-T-A-L.

 

Ora vai daí que há quase um mês andamos de salão de exposição de revestimentos, em salão de exposição de revestimentos.

 

Uma excitação(!!!)! Com um orçamento de "cintura de vespa", e um "Extreme makeover" (como um dos empreiteiros contactados lhe chamou) em mãos, digamos que a loucura tem andado um bocadinho à solta nesta cabeça que já não joga com o baralho todo.

 

Hoje foi o Dia D.

 

Bom começou quando na quinta fomos comprar a cabine de hidromassagem que vai literalmente engolir a casa de banho (abençoada cabine! Não por 'engolir' a casa de banho, mas pelas funções que faço tenção de aproveitar todas).

 

Ora como o Tomás tinha combinado ir ao cinema com os amigos, entreguei-lhe € 7,50 e saímos.

 

Começámos a odisseia pela, Expogrés. Já levávamos os azulejos todos escolhidos, pavimentos idem, e oh tão felizes, buga lá concretizar a encomenda. Quando o empregado nos informa que o preço dos azulejos multicoloridos não era por m2, mas à unidade.

 

Primeira vontade de dar uma cabeçada num sítio qualquer. Lá se ia a minha cozinha, como a tinha planeado. Saí de lá a arrastar os pés, e c'uma big mona. Caneco, e agora?

 

Pronto, vamos refazer os planos e voltamos mais tarde. E agora? Max Mat comprar o armário de casa de banho com lavatório para a dita. Informamos da nossa intenção, e levamos com a seguinte resposta de uma empregada monocórdica e cheínha de vontade de trabalhar e vender (isso, mais ainda) "a pedra está partida, não temos mais pedras, não fazemos ideia de quando chegam mais pedras”. Segunda vontade de dar uma cabeçada (aliás, duas: uma era na simpática, mesmo no meio da testa). Saímos de lá a maldizer a nossa sorte, e seguimos para a IZI, para ver sanitas e tanques, daqueles ecológicos, ou então "não brincávamos". Lá haver havia. Só que no total custavam mais vinte e alguns euros que no Le Roy Merlin.

Está visto, Le Roy com eles. Sanita, tampo e tanque comprados e no porta bagagens, e ainda demos um pulinho à Decathlon porque o puto precisava de (mais) uns ténis e de um casaco de moletão para as manhãs frescas.

 

E, com isto, casa com eles.

 

No caminho "E o aquecedor de toalhas (que seria do Le Roy, e o electricista tinha pedido para comprarmos)?

 

Respondo eu, já por tudo: vai ser mais uma viagem, mais uma corrida!

Mas primeiro vamos lá comer qualquer coisa a casa e decidir o que fazer quanto aos mosaicos…

 

Entramos em casa, e quem está sentado à secretária na sala? Pois, o Tomás. Tinha-se sentido mal e não tinha conseguido sair de casa, tendo por isso perdido a sessão de cinema com os colegas.

 

(esta é a fase em que a minha cabeça desata aos nós, eu paraliso, mas decido não empolar a coisa e “tudo bem, o importante é que agora já estás melhor…”)

 

Entretanto eu e o marido lá chegamos a um "design" e pronto, Fernão Ferro, here we go again.

 

 

Encomenda feita, 15 dias para entrega, dão-nos a factura para pagar o sinal (coisa que estranhamos, porque de manhã, ao encomendar o chão, não nos tinham pedido nada, mas pronto) vamos proceder ao pagamento e entregamos o Visa. Depois de passar o dito, a senhora (que devia ser avó da menina Max Mat, a tal monocórdica e cheínha de vontade de trabalhar, que para além das características mencionadas era de uma arrogância incomensurável), entrega-nos o cartão e diz: não aceitamos "cartões destes" (sendo o dito um visa dourado)...

 

Ai que já temos a burra mesmo, mesmo a chegar às couves!!!!

 

Comecei por perguntar onde é que mencionavam que era necessário pagar sinal. Havia dísticos, em suportes de acrílico a explicar as condições de entrega e pagamento da mercadoria que referiam CLARAMENTE que o segundo podia ser feito contra a entrega do primeiro, mas em lugar nenhum dizia que era necessário pagamento de um sinal. Inclusive a senhora tinha atrás de si um catrapazio de 2 metros por 1 (mais ou menos) em que dizia o mesmo, em letras garrafais. De sinal nem sinal. “Então porque é que quando vos disseram que vinham proceder ao pagamento de sinal, não disseram nada?”, pergunta ainda de nariz empinado. “Porque pagar agora ou depois, é indiferente, o que nós não fazíamos ideia era que uma loja deste nível, não aceitasse visa!” “Pois, mas não aceitamos, insiste”.

 

Alego, já carregadinha de ironia que se alguém decidisse contactar a DECO ou o Gabinete do Consumidor, eles não estavam salvaguardados.

 

A senhora cresce 50 cm, pega no telefone enquanto afirma “estamos sim senhor!” e pede à funcionária que nos atendeu, o contrato de encomenda que devia figurar nas costas do nosso. Enquanto aguarda, repete “ estamos sim senhor!”

 

E quando o contrato chega, a dita parece um insuflável a desinsuflar. “Pois realmente aqui não diz nada…”

 

Ah-ah!!!!!!!!

 

Não resisto a repetir “a ameaça velada” da DECO e do Gabinete do Consumidor, ao que ela me faz um gesto que quer dizer “está à vontade”

 

(Naquele preciso momento passa-me um pano vermelho pele vista e estou mesmo, mesmo a pedir o livro de reclamações… travo a fundo. A encomenda em vez de levar 15 dia a entregar ainda levava mas era um mês…)

 

Sorrio, novamente com a ironia presente e respondo-lhe ao gesto com um “por amor de deus! É capaz é de ser boa ideia tomar atenção porque podem de facto ter de lidar com alguma situação menos agradável…”

 

Toma! Eu não saí mais alta, mas ela ficou bem mais pequenina, eheheheh…

 

Entretanto, no caminho de volta para casa, decidimos voltar ao Max Mat, e insistir no móvel com lavatório. Por sorte, “a simpática júnior” não se encontrava, e acabámos atendidos por uma das funcionárias que nos tinha tratado da venda da cabine. Pois que sim, claro, “neste momento não temos pedras mas chegam na segunda-feira”. Porreiro, a outra devia estar com o período e no caso dela dá amnésia e estupidez compulsiva. Mas que se lixe, e o que nós queríamos era o armário.

 

E saímos com o talão que efectivava a compra na mão. Yeeeeyyyyyy!!!!!!!

 

Voltámos para casa cansados mas com a sensação de missão cumprida.

 

(e escusado será dizer, deixámos o Le Roy e o secador de toalhas para domingo).

 

Mas isso é (foi) amanhã…

 

Inté,

 

Fátima

 

 

 P.S.: Este post não está editado, sorry!

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