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Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

Diário de uma dona de casa 2.0

... à beira de um colapso

25
Jan08

Tirem-me deste filme... ou dêem-me um Óscar!

Fátima Bento

P'las alminhas, ontem tive um dia do camandro (LI-TE-RAL-MEN-TE).

Comecei o dia, mesmo antes de sair de casa, a ler um email que me deixou num estado em que se eu tivesse enfiado os dedos numa tomada, não era nada comparado com o que senti...  e depois, saí e e peguei no carro.

Escusado será dizer que a mocinha estava mesmo bem para passar numa rotunda, e ir por um caminho "novo" para o Centro Comercial (as aspas são porque já lá passei N vezes sem ir a conduzir). Pois, e tal, sentido único, bifurcação, encandiei-me c'o sol nas placas de indicação... e tunga, enganei-me no caminho.

 

"Ai que não era por aqui, ai que não era por aqui, ai que não era por aqui, ai que não era por aqui..." foi o mantra usado durante os minutos que levei a recompôr-me e a fazer o novo percurso mental mais fácil para ir de A a B sem passar por Z (só fui até ao P).

E fi-lo.

Com umas buzinadelas por 'excesso de velocidade lenta' (tão a ver a coisa?), e comigo sistemáticamente a levantar a mão esquerda a pedir desculpa, o que me evitou umas quantas extra, acredito. Bem, lá cheguei ao destino (e tomei a decisão de nunca mais estacionar naquele piso, já me ia despistando por duas vezes na entrada, qualquer dia 'inda m'enfaixo n'algum...) estacionei lá ao fundo (isso já é diversão, um bocadinho atrás,um bocadinho à frente, endireita bem direitinho, treina o toque certo no travão...) e fiquei 10 minutos dentro do carro a meditar "COMO MERDA É QUE EU VOU TER TOMATES PARA LEVAR O BICHO DAQUI ATÉ CASA???".

 

Pernitas a tremer, subo ao piso um, à restauração, tipo "se-não-meto-qualquer-coisa-no-estômago-ainda-me-dá-aqui-uma-coisinha-má-o-que-até-não-era-mal-pensado-porque-assim-já-não-tinha-que-levar-a-carroça", inda fiz uma incursãozita à C&A, só para ver se o mal estar passava, mas tive de sair a correr para os lavabos (o sistema nervoso é uma g'anda porcaria, blergh!!), e a tremer que nem varas verdes lá tomei um café e comi uma torta de Azeitão.

E... saldos com ela! Não que o guito fosse muito, mas por 50 euritos comprei umas botas para a Inês, uma prenda para o meu afilhado, quase a fazer anos (um pijaminha liiindo do Snoopy), o big saco pelo qual procurava apaixonar-me e que finalmente encontrei (em tweed preto e branco e verniz preto), e depois fui perder-me na Zara: duas T-Shirt's de-li-ci-o-sas para a ginástica, um camisolão e um vestido muito chanel, mas que deve ir para troca... parece-me muito curto... Cheia de vontade de não sair dali, olho para o relógio (já agora, um 'bué da giro' comprado nos ciganos p'aí há 4 ou 5 meses e que ainda trabalha!!): 13:30h. Aula de condução daí a 30 minutos, estacinar o carro ao pé da outra casa para fazer o resto do percurso a pé (e no regresso apanhar a correspondência)...

... estava na hora de enfrentar o touro pelos cornos.

E foi com bravura que entrei no estacionamento e me dirigi à viatura, modéstia à parte, a mais bem estacionda de todas. Pus os sacos no porta bagagens, sentei-me no meu lugar, "amandei-me" dois gritos, respirei fundo, e off we go. Direitinha para a saída que costumo usar, espreito pelo retrovisor, e vem uma senhora atrás. Olhei para a "entrada da saída" e pensei "ná... isto com gente atrás não vai lá..." Mais uma volta, mais uma corrida ao parque de estacionamento e... pronto, à segunda foi bem. Mas sem ninguém atrás. Depois, pronto, saída, rotunda, sobe, rotunda, esquerda, esquerda, direita, direita, estaciona.

 

Liiindo!

Ainda tive tempo de tomar um cafézinho na Rita antes da aula (é pá, de carro, mesmo a 25, 30/h, a gente despacha-se mesmo depressa, já repararam?), e depois, aulinha de condução perfeita.

Voltei ao meu quatro rodas, e fui para casa. Para fugir a uma rotunda minúscula em construção, que é um atrofio, fiz o percurso inverso ao habitual, o que me obrigou a encostar ao eixo da via e pisca para a esquerda, num trânsito de doidos. Mas um caramelo simpático deu-me passagem, e eu (ai que deixo o carro ir abaixo, ai que deixo o carro ir abaixo...) curvei na perfeição, e entrei no pátiozinho.

O dia ainda não tinha cabado, 'inda houveram uma série de "pequenos" focos de incêndio a necessitar urgentemente da intrevenção do corpo dos bombeiros, mas pronto.

Acreditem: foi um dia que foi um sufôco!

Chiça!

Fátima

 

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